Atrasar contas de propósito?

Muitas vezes quando escrevo por aqui sou “acusado” de viver em mundo de fantasias em que tudo funciona, em que o ser humano é leal e vive nas regras, e, admito, boa parte dessa crítica é verdade, mas há coisas que são simplesmente inegociáveis, e, atrasar contas de propósito é uma delas.

No livro “Dobre Seus Lucros” de Bob Fifer em sua etapa 37, traz uma receita de como melhorar o seu caixa rapidamente, e a dica é: atrase contas propositalmente, só pague quando cobrado por pelo menos duas vezes.

Faz uns bons anos que administro empresa, impostos, salários, benefícios, férias, décimo terceiro, aluguel, limpeza, equipamentos, etc, etc, etc. Tudo isso não vem de graça. Tudo isso só é pago quando recebemos dos nossos clientes. Simples assim.

Se eu não recebo quando há previsão de recebimento. Perdi as contas do número de vezes que eu e meus sócios, Boby e Hallana ficamos sem receber para honrar compromissos. Quantas vezes deixamos de aumentar salários ou contratar mais pessoas porque o “a receber” era muito grande destruindo o planejamento.

Sempre que, compro algo, principalmente de empresas menores, lembro que, assim como minha empresa, essa também tem todos os compromissos para saudar, toda uma cadeia para sustentar, então, só compro se de fato posso pagar.

Ok, vão me dizer que o fluxo de caixa isso, que o caixa saudável aquilo, mas, desculpe, não vão me convencer. Para mim, as pessoas são mais importantes.

Ah, e antes que falem sobre grandes empresas, bancos que já prevem uma perda em seus balanços e tal, o livro não fala sobre isso, fala sobre o seu fornecedor de cadeira, cartucho de impressora ou sei lá o que mais.

Então, com a devida vênia, e ainda imerso no meu mundo utópico, esse capítulo do livro é simplesmente uma afronta ao que viver em sociedade significa. Não levo, não vou e convido aos demais a não levarem a sério.

Mudar as perguntas, essa é a chave da gratidão.

O enredo é invariavelmente o mesmo: você nasce, segue seus pais em costumes e cultura, até que resolve o que fazer da vida e, segue o fluxo ou o muda totalmente. Lembro de ter lido em um livro, juro pra vocês que não lembro o nome, mas era de um marqueteiro político que um dia esteve envolvido com a Operação Lava Jato, enfim, ele contava que quando era criança sua mãe acordava ele e seus irmãos às 3h da manhã para a faxina da madrugada. O que para nós, parece estranho, para ele sempre foi o normal. Até que um dia, ele descobriu ao dormir na casa de um amiguinho que, lá, não havia a faxina da madrugada, um mundo se abriu.

Ok, nem todos nós fomos “abençoados” com a faxina da madrugada, mas algo que 99% das pessoas tem em comum é o foco e, infelizmente, ele está no problema. Normalmente, quando algo sai do nosso controle perguntamos:

– O que aconteceu?
– O que há de errado aqui?

Assim, desde cedo, como uma consequência não intencional,  aprendemos a focar no negativo, então vemos continuamente o negativo. Isso faz com que pessoas objetivamente muito bem-sucedidas não fiquem totalmente satisfeitas com suas vidas, com elas mesmas etc.

Se você duvida disso, dessa força “estranha” que jogamos para o universo, faça um teste:

Separe dois vasos e plante feijões ou uma muda qualquer em cada um deles. Separe-os fisicamente. Diariamente vá até um dos vasos e diga apenas elogios, “como você está crescendo forte”, “como seu verde parece saudável”, “como uma planta tão linda pode vir de um broto tão pequeno?!” Na outra planta, apenas critique. Depois de 30 dias, veja o resultado. (Eu fiz isso muitas vezes. E sempre funcionou!)

Eu sei, eu sei. Não perece nada científico, mas funciona, dá certo. Funciona com planta, funciona com gente. Pessoas, amigos, parentes, funcionários incentivados dão mais, se saem muito melhor que os apenas criticados.

Então, como podemos aproveitar esse conhecimento para gerar um bom sentimento em nós mesmos? Fazemos a pergunta certa:

“O que há de bom nesta situação?”
“O que há de bom neste membro da equipe?”
“O que há de bom na minha empresa?”
“O que há de bom na minha vida?”
Ou preenchemos a declaração certeira: “Sou grato por ________.”

Faça disso uma prática diária. Eu faço isso todas as manhãs. Uma boa dica para se lembrar de fazer isso é criar um gatilho, algo que apenas olhando você tome a ação.

Um gatilho fácil, neste caso, é um pedaço de papel no banheiro com a palavra gratidão ou apenas escrito “lembre”. Ao vê-lo todas as manhãs, diga a frase “Sou grato por __” cinco vezes com um final diferente a cada vez. (Você não precisa dizer isso em voz alta; você pode dizer isso em sua mente.) Usar um gatilho permite que você crie um hábito facilmente.

Se você fizer essa prática de gratidão regularmente (não se preocupe se perder dias aqui e ali), sua visão de sua vida e de você começará a mudar para melhor. E logo depois, você começará a ter um desempenho melhor na vida.

Ao fazer isso, não significa que de repente você vai ignorar todas as áreas de sua vida ou de sua empresa que precisam de melhorias. Exatamente o oposto. Significa apenas que você trará uma atitude de alegria em vez de desespero ao abordar essas áreas. A vida e a construção de uma empresa não precisam ser complicadas ou dolorosas. A gratidão diária nos ajuda a perceber isso.

Alexandre Frota fez pornô, e sua empresa pode aprender com ele.

Alexandre Frota é um exímio representante do Brasil. Veio do nada, teve um sucesso danado, trabalhou na maior empresa de comunicação do Brasil, flertou e namorou com as principais celebridades, até que um dia, culpa de suas escolhas, caiu.

Seguiu sendo polêmico, seguiu sendo famoso, mas naquela época ser famoso e polêmico fora da televisão não dava dinheiro, não havia redes sociais, só havia um nicho, um único lugar em que Frota poderia usar a fama, no obscuro mundo do pornô.

Imagino eu que se perguntassem à Frota se ele queria fazer pornô ou seguir trabalhando em uma grande rede, escolheria a primeira opção. Mas não foi isso que aconteceu, o convite não veio e ele ainda tinha contas a pagar.

E aqui vale algumas ponderações;

  • Não estou defendendo ou atacando Frota, não tenho nada com isso, se eu não gosto de pornô, não assisto, simples.
  • O fato dele fazer pornô não torna obrigatório que eu assista um pornô.
  • Frota é maior de idade e faz o que quer da vida.

Fez e tá feito.

Mas, cá estamos nós em pleno século 21, e as redes sociais abrem um mundo de possibilidades para quem é famoso e polêmico. Frota se reinventou. Virou porta voz de um nicho da sociedade que, acreditem, clamava pela volta dos bons costumes. Usou seu dedo, desta vez, para apontar os erros. Escolheu um lado e lutou. Virou candidato, venceu.

No momento em que escrevo este texto Frota foi expulso do seu partido político porque, de novo acreditem, era uma voz contrária aos desmandos e as pérolas ditas. Frota se tornou uma voz consciente na loucura que se tornou a nossa política.

Frota é o retrato de nós mesmos, sempre se reinventa. Assim é também nas empresas, você sempre precisa se reinventar. Não, não é necessário fazer pornô, se acalme, mas, insisto, é preciso se reinventar.

Um produto hoje distante pode se tornar a sua vitrine principal. Um funcionário que estava de lado pode se revelar um vento de inovação.

Todos passamos por momentos difíceis, fizemos trabalhos que não gostamos e muitas vezes tivemos que encarar situações desagradáveis aos olhos comuns, mas só nós sabemos aonde cada calo aperta, a cada situação uma decisão, nem sempre fácil, mas necessária.

Então, por mais que o seu preconceito faça a frase seguinte parecer estranha, sempre que a situação parecer ruim, lembre do Frota, ele se reinventou, venceu, perdeu, e conseguiu dar a volta por cima. Você, também pode.

O que fazer ao receber uma crítica na internet ?

Nerd businessman angry with his computerO que escreverei a seguir é direcionado para para empresas, mas pode servir para a sua vida também. Vou falar sobre um super poder, o de aceitar as críticas. Tenho 34 anos e sou quase um dinossauro da internet (ok, exagero), e as primeiras listas de empresas, interação, o início das redes sociais, acompanhei tudo isso de perto e com elas nasceu uma dúvida: o que fazer ao receber uma crítica? No início o mais comum para os empresários era reagir.

– Tira do ar ou vou processar vocês.
– Foi o meu concorrente que fez esse comentário.
– Estou indo na polícia.

Enfim, as reclamações eram normais e agitavam o dia a dia das redações ainda embrionárias ao lidar com este tipo de situação. Mas o que estes empresários estavam perdendo? O que ainda hoje estão perdendo? A oportunidade. Sim, a oportunidade de melhorar, a oportunidade de mudar processos, atitudes e principalmente conquistar o seu chefe, o cliente. Vou dividir com vocês um caso que acompanhei de perto.

Em Curitiba, editava em um site que apresentava listas de comércio, cultura e oferecia a audiência a oportunidade de comentar, dar notas, estrelas, algo trivial atualmente mas que na época era uma super novidade. Um destes estabelecimentos, uma loja de móveis conhecida por seus preços baixos e por deixar você pagar só depois do carnaval, recebeu uma enxurrada de comentários negativos por atraso na entrega, montagem dos móveis deficientes, porém uma ressalva, bom atendimento.

Qual foi a reação da empresa? 

1 – Ameaçar processar o site

2 – Afirmar que se nós apagássemos os comentários eles anunciariam conosco

3 – Queriam os dados das pessoas que comentaram para processar cada uma delas.

Não atendemos a nenhum dos pedidos e eles também não cumpriram suas ameaças, os comentários seguiram chegando e o processo continuou errado. Observem a oportunidade que esta empresa perdeu. Eles tinham ouro na mão, o bom atendimento. Mas tinham um processo errado, uma ótima oportunidade de entender os seus erros e conquistar clientes e não vendas. Pois, por melhor que sejam os preços e as condições desta empresa, as pessoas que foram mal atendidas não voltarão.

Ao receber uma crítica, o empresário deve seguir alguns passos, que farão com que ele melhore seu negócio, seu processo:

1 – Analise o conteúdo da crítica e tente replicar o problema. Peça para um amigo visitar a sua empresa e fazer o mesmo processo para ver se há o mesmo resultado.

2 – Se constatar problemas, faça uma intervenção que pode ir de troca de colaboradores até simples ajustes de processos.

3 – Depois de ter certeza que o problema está corrigido, entre em contato com o cliente, peça desculpas e uma nova chance.

4 – Quando receber a nova chance, receba-o pessoalmente ou envie alguém de sua confiança para fazê-lo.

5 – Nunca peça para que o comentário seja apagado, por experiência própria posso afirmar que em 90% dos casos a própria pessoa faz um novo comentário elogiando a sua postura.

Se por acaso o seu cliente estiver tão magoado que não deseja lhe dar uma nova chance, vá até o local do comentário, peça desculpas públicas e deixe claro que você entrou em contato com a cliente e está de portas abertas para mostrar que ajustou os processos.

Estamos em uma época que sim, as redes sociais podem ser traiçoeiras e principalmente podem generalizar um atendimento ruim e viralizar um momento ruim. Cabe a empresa ter uma postura séria, transparente e seguir os passos acima, não tem erro. É preciso sangue frio, saber que muitas vezes haverão injustiças, porém, ainda assim é possível ajustar processos apesar do contexto ruim.

Outra nuance que é destacada nas rede sociais é a diferença de postura, o termo a “zoeira nunca acaba” é presente. Recentemente duas notícias bombaram. A primeira um chef de cozinha curitibano bombou na internet com um vídeo em que “desanda” um cliente que fez um comentário ruim sobre o seu restaurante. Foi festejado, compartilhado, exaltado, seu restaurante lotou. Por outro lado, uma cliente carioca reclamou do atendimento que recebeu em um hotel, o dono igualmente “desandou” a cliente, este porém, por não fazer vídeo no lugar da exaltação veio o repúdio.

Os dois estão errados, não quer receber críticas, construa um iglu e viva de pescaria. Por mais injustas que as críticas sejam elas precisam ser respeitadas e avaliadas. Cai primeiro o empresário que acha estar no pedestal.

Por que meu negócio naufragou?

bankruptcy-750xx3795-2135-0-80Muito já escrevi com o passar dos anos neste blog e nas redes sociais, já falei, enfim… fiz o que pude para tentar humildemente orientar, dar a minha opinião sobre algo que as pessoas tem certo dificuldade em entender: você é responsável por seu destino. Ok, eu concordo que a sorte tem sua parcela de culpa na coisa toda, eu concordo que as circunstâncias vez ou outra te joga no fundo do poço e é difícil recuperar, mas posso te garantir uma coisa: só depende de você! Antes de continuar quero te lembrar duas frases e falemos delas na sequencia:

 

 – Quanto mais eu trabalho, mais sorte eu tenho!
 – Enquanto muitos perdem tempo chorando, eu perco meu tempo vendendo lenço

Estas frases só confirmam uma coisa, há saída. Ela está ali, e depende de cada aproveitar a oportunidade. Recentemente li o livro, “QI Estratégico”, um livro bem denso mas que em suma te chama para um reflexão: não deite em berço esplêndido, ele irá te derrubar. É preciso aproveitar cada ciclo para antecipar tendências, ajustar estratégias e mudar rumos. Em momentos de crise, por exemplo, é importante saber fazer mais com menos, descobrir quais áreas poderiam ser melhor avaliadas, quais precisam de investimento e quais podem te fazer economizar. Não, ninguém quer mandar ninguém para o olho da rua, às vezes é preciso, mas esta deve ser uma solução pensada e baseada em números e não em medos.

Respondendo, finalmente, o título deste artigo: os gestores se perderam no próprio choro. Pensaram que seus negócios seriam perenes e eram efêmeros. Não entenderam os desafios que o mercado lhes propôs e não se reinventaram, na tentativa de descobrir a roda, foram atropelados por ela. Reinvenção é algo diário, sim, tem que ter o seu DNA, sua visão, seus valores, mas ainda assim tem que haver adaptação. Pense em grandes empresas que são hoje diferentes do que imaginaram em qualquer de seus sonhos: a Nokia trabalhava com peixes, a Virgin era uma loja de vinil, enfim, exemplos não faltam e podem lhe servir de inspiração.

Em momentos de dificuldade você não freia, você acelera, porém por caminhos diferentes. Pense nisso!

O medo, a vontade e o trabalho.

motivaçãoSeriedade. Compromisso. Coisas que faltam atualmente as pessoas. Elas simplesmente não se importam mais. Não são raras as vezes que recebo, em meu trabalho, pedidos de emprego. Eles são de toda a ordem, de todo o tipo e para todos os salários. Mas será que estas pessoas querem mesmo trabalhar? Não estaríamos falando apenas em receber? O trabalho, pelo menos como eu o conheço, carece de dedicação, tesão, vontade e ainda mais vontade. É preciso querer fazer, querer vencer, lutar para isso.

Muitas vezes o funcionário, que com a humanização das relações de trabalho passou a ser chamado de colaborador, faz o que é pago para fazer, algumas vezes faz mal feito o que é pago para fazer, simplesmente por um motivo. Ele não se importa. Simples assim. Com essa simplicidade vão se embora os milhares de reais que você gastou em cursos de motivação de pessoas, gestão de pessoas, etc.

Em uma época de pleno emprego, a distinção entre o querer e o poder ficou ainda mais tênue. As pessoas só fazem aquilo que realmente querem, e não se esforçam para querer outras coisas. Não há salário, cargo de chefia ou premiação que vá motivar alguém que não quer ser motivado. Simplesmente não há. Recentemente trabalhei com um profissional bastante competente, tinha habilidades bastante particulares, o que lhe faltava não era saber, era querer. Ficava parado, patinava em coisas que poderia fazer facilmente. Não importa quanta pressão ou incentivo estivesse em jogo, era uma questão de querer.

Nesta mudança de postura patrão/empregado em que vivemos há um fator que ainda não mudou, o medo. O medo de ficar desempregado, o medo em se ter uma remuneração variável, o medo em não ter a carteira de trabalho assinada. coisas do tempos em que trabalhar no Banco do Brasil era um objetivo de vida. Garantir a estabilidade.  Porém, e ao mesmo tempo, vivemos em um tempo sem barreiras, em que tudo é possível, vivemos quase que em uma época barroca, dos antagonismos, a época de incertezas.

De toda a ladainha exposta o que fica é: não faça o que não quer, não contrate quem não quer ser contratado. E mais, caso tenha feito uma das duas coisas, seja valente. Peça a demissão ou demita. Alguns funcionários praticamente imploram a sua demissão. Não acredito que alguém aprenda a gostar de algo sem que lhe dê uma chance. É preciso vontade de fazer, vontade de vencer, vontade de aprender.

Jamais fique onde não quer, onde não te querem, o medo pode ser apavorante, mas a derrota tardia é ainda mais.

Boby, o cara que resolve os problemas. Sua empresa tem um Boby?

Muito se fala no mundo corporativo em pró-atividade, é basicamente aquela tarefa que a maioria das pessoas faz corpo mole, que não por acreditar que aquilo não faça parte de suas atribuições, mas alguém, de repente, sem ninguém pedir, resolve ir lá e resolver! (com o perdão do trocadilho). Esse é o Boby, nosso personagem no texto de hoje.

Boby Vendramin é meu amigo, é um empreendedor, não é um funcionário e pratica a pró-atividade de maneira correta, ou seja, faz e ensina a fazer. A pró-atividade não deve ser uma tarefa a mais na mesa de alguém, não, ela deve ser exercida esporadicamente por quem busca aprender e ser rápido na execução das tarefas.

Boby, nosso personagem, Boby verifica as informações antes de repassá-las, foca na solução e não nos problemas, busca abordagens criativas, e tem uma irritante, porém, pertinente perfeição em seus trabalhos. Mas que trabalhos? Aí é que entra a pró-atividade de Boby. Ele, de nascimento, (ok, piadinha sem graça) é Webdesigner, mas o meu problema é com o celular, e aí? Aí é que Boby não sabe resolver, mas procura, insiste, tenta e se tudo der certo, resolve.

Isso é pró-atividade, fazer algo por alguém de maneira  ou pela empresa sem ser cobrado e tão pouco pago por isso.

No mundo corporativo as pessoas  buscam cada vez mais a individualidade, quando o mercado busca exatamente o contrário, e esse cuidado é pertinente a quem quiser entrar em grandes empresas o, a divisão do trabalho, o autogerenciamento são ferramentas valiosas que estão a disposição da gestão e logo será culturalmente implantado no Brasil.

A pró-atividade será, em um futuro próximo, tema de feedback, hoje ela é apenas um plus e nada mais que isso, as pessoas não são demitidas por não serem pró-ativas, mas não são promovidas por não o serem.

Pessoas como Boby podem fazer parte de times de alto desempenho, que, aliás, precisamos ter uma nota mental sobre o que são times de alto desempenho. Eles, definitivamente não são aqueles times que vez ou outra batem metas ou fazem o que são pagos para fazer. Times de alta performance são aqueles que fazem sempre bem, sempre com excelência o que são pagos para fazer e por isso alcançam resultados desejados.

Boby, é meu amigo como já falei aqui, mas mais do que isso, é um profissional “Midas”, tudo que ele coloca a mão vira ouro porque ele faz com dedicação e cuidado cada uma das tarefas que são atribuídas.

No mundo corporativo assim como na vida, em boca fechada não entra mosquito

Há um ditado que diz: “em boca fechada, não entra mosquito” é verdade. A boca fechada é uma das principais qualidades que você pode ter no ambiente corporativo. É evidente que aqui não falo de dar opiniões, contribuir em reuniões ou explanar planos, não é isso!

Ficar de boca calada é uma qualidade na popular “rádio corredor”, nas fofocas do cafezinho, nas conversas privadas pelo Messenger, e aqui também incluo o termo “boca fechada”. Minha mãe me ensinou desde pequeno que quando eu não tivesse algo bom para falar sobre uma pessoa, não deveria falar nada. E assim você também deveria agir.

Como diria o eterno professor Tibúrcio: – Vamos pensar um pouco: de que vai ajudar a sua carreira o fato da sua colega estar ou não saindo com o chefe? Estar usando ou não um decote. O seu colega casado estar tendo um caso, ser homossexual, a menina estar grávida, enfim… são inúmeros os assuntos que podem te desvirtuar do dia a dia. Vai por mim, o código de ética da sua vida deve prever um filtro para estas conversas.

Por falar em filtro, vamos para a antiguidade com Sócrates, até ele em tempos remotos já previu essa nossa incontinência verbal e deixou para nosso deleite a sabedoria dos 3 filtros que diz o seguinte:

Antes de você falar alguma coisa para alguém passe essa informação por três filtros:

1 – Essa informação você tem certeza que é verdade? É absolutamente verdade?

2 – Essa informação é algo bom?

3 – Essa informação tem alguma utilidade para seu interlocutor?

Pense nisso: Antes de contar ou falar algo que você não tem certeza de que seja verdade, não é algo bom e não vai ajudar ninguém no seu dia a dia. Se você pensar bem é melhor ficar de boca fechada, afinal, os mosquitos estão por todos os lugares.