Tratar adulto como criança. Se identificar como criança. A arena está fechada para você!

Eu tenho uma filha pré-adolescente de 13 anos e um menino de 9 anos, ainda os trato como crianças:

– Tomou banho?
– Lavou a mão?
– Puxou a descarga?
– Estudou para prova?

É sobre isso e está tudo bem, esse é o papel, mas e quando esse papel se posterga além do tempo e invade as trincheiras profissionais e adultas? Quando aquele que devia buscar o aprendizado, a superação, o conhecimento, o destaque na própria profissão fica aguardando alguém perguntar sobre o estado do próprio bumbum ou, ainda pior, ameaça “contar tudo para a mãe”? Afinal, é trabalho da liderança, do gestor, do chefe, do colega de trabalho se tornar babá de adulto? Qual é o limite?

Vamos aos fatos, e juro que vou tentar não entrar no campo da geração, mas, e sempre tem o “mas”, é preciso colocar uma lupa sobre nossas próprias vidas e atitudes. De um lado nós temos adultos que ainda não entenderam de maneira efetiva as mudanças que estão ao nosso redor, mas estão lá, ainda que muitas vezes, sob a marca da reclamação, está lá, firme, aprendendo.

Agora, há uma galera diferente, acostumada com o “venha a mim o Vosso reino”, acostumado com resoluções em poucos segundos. Pessoas acostumadas com os comentários críticos e sem compromisso com a veracidade ou a repercussão do mesmo. Esse profissional já está no mercado, este profissional está atuando, e, infelizmente, está encontrando um enorme números de “babás corporativas” que só fazem alimentar ainda mais esse pseudo ego infantil.

Nesta vertente, o que temos são tempos difíceis a frente. Primeiro, porque esses profissionais infantilizados, em regra, se sentam e costumam chorar e culpar nas primeiras dificuldades, não há a busca pela resolução, mas sim pelo culpado, que, claro, nunca é ele. Os tempos também se mostram desafiadores por conta do sentimento de “abraço” de não discordância em que vivemos. Fruto das bolhas da internet, não há mais lugar para o contraditório, e para a mínima possibilidade de o erro estar nesses profissionais, não. São acostumados a bolhas de solidariedade e compreensão, não de discussão, são acostumados a estrelas avaliativas em que os pequenos poderes parecem ganhar corpo no melhor estilo “você sabe com quem está falando?”.

Há que se pontuar: no intuito de “agradar” esse infantilizado profissional, os ambientes de trabalho ficaram mais divertidos, afinal, agora temos mesas de open bar, frutas e ginástica laboral nos escritórios, mesa de ping pong, pipoqueira, refrigerante e cerveja e, claro, um cantinho para o “merecido” descanso.

Ocasionalmente, e juro que é só de vez em quando, dá até inveja desse bebezão.
Gugu dadá!?

Acredite, a culpa não é das estrelas

se-a-culpa-e-minha_originalEm tempos bicudos como o que estamos vivendo, vejo muita gente reclamando da crise, dos empregos em falta, dos baixos salários, da falta de oportunidades e clientes, e sim, tudo isso é verdade. Fomos levados a uma crise, que eu em meus 34 anos não tinha vivido. Será? Pensando bem, o que conta mesmo é a crise que vivo sendo empresário, empreendedor, São 5 anos, e de fato, jamais vivi algo assim. Mas todo esse floreio é para quê? Para tentar entender, por que sendo funcionário eu não senti a crise, e ao contrário, fui promovido e tive promoções salariais consecutivas? Eu era especial? Não. A resposta é simplesmente uma: eu dei o meu melhor.

Ontem estive em Supermercado popular de Curitiba, em tempos de crise você troca a fila inexistente pela melhor oferta. Chegando lá,encontro um mercado razoavelmente lotado, caixas trabalhando e clientes insatisfeitos com a demora do atendimento e com o tamanho das filas. Andando um pouquinho mais, vejo muitos, e o “muitos” neste caso não é um exagero, funcionários do mesmo mercado ali, parados, olhando no celular, conversando entre si, falando da vida, enfim, nada que fosse da minha conta. Mais intrometido que qualquer outra coisa, puxei papo com um grupinho.

Lá me contaram que o salário é horrível, que o vale alimentação é pouco e por isso não fariam (e não faziam mesmo) absolutamente nada fora do que foram contratados, simples assim. Então, lá estavam eles, “trabalhando” em um domingo à tarde falando sobre futilidades enquanto clientes falavam mal do local de trabalho daquelas pessoas. Será que estas pessoas tem uma mente tão pequena ou o mercado tem um plano de carreira e RH tão incompetentes que não premiam a atitude?
Sim, pois enquanto estavam lá, parados, poderiam ajudar a embalar as compras, poderiam carregar sacolas de velhinhas, repor mercadoria, limpar o chão, por que não? Poderiam fazer algo útil da presença deles naquele lugar. Chamariam a atenção, seriam vistos, ok, seriam taxados de puxa-sacos pelos colegas sem o mesmo espirito, mas em um momento qualquer seriam promovidos, seriam usados como exemplo, mudariam de posição e voliá, logo se perguntariam que diabos de crise é esta que todos falam?!

O círculo é vicioso e funciona assim:

O funcionário é contratado para X, iguais a ele tem mais 100. Na crise, o número de funcionários X precisa ser diminuído, como X só faz a função de X, é dispensável, não precisa estar ali, será demitido. Viverá de 2 a 6 meses com o seguro desemprego sem maiores preocupações com a vida, após este retiro espiritual, voltará a carga em busca de uma nova colocação X, enquanto procura encontrará muitas portas fechadas, afinal, o mercado não precisa de tantos X assim, e, claro, culpará o governo, o antigo patrão, a educação do Brasil, o SINE, a vida, os colegas que puxaram seu tapete, o supervisor que não largava do seu pé. Enfim, escolheria uma bunda alvo para expor todo o seu rancor e contar para a sociedade como ele sendo um X, era vítima de um sistema que penaliza.

Foco no que você tem de melhor

01-el-socioAqueles que me conhecem sabem que sou um ávido consumidor de tv, assisto absolutamente tudo, de programas extremamente ruins e mal feitos até mesmo superproduções que até podem trazer algum conhecimento para a sua vida. Dentre estes tantos programas, um tem me chamado a atenção: “O Sócio”, programa do History Channel, que conta como o milionário empresário Marcus Lemons vai até empresas em dificuldade e tenta, ao se tornar sócio e investir, reerguer o negócio, mas sabe qual é o principal problema que ele enfrenta? O ego. Sim, o ego.

Os empresários não aceitam que simplesmente não sabem de tudo, tem dificuldade em entender que é preciso se cercar de profissionais competentes em cada uma das áreas para que a partir daí a administração flua normalmente. Mas o ponto aqui é: porque você acha que precisa manter cada detalhe do processo em suas mãos? Por que centralizar soluções é tão atraente para você?

Vou usar um exemplo do próprio programa para ilustrar o que digo. Uma academia está em dificuldades, não consegue crescer. Fruto do ideal de um marido personal trainer e uma esposa que desenvolveu produtos de alimentação para ajudar as pessoas a se alimentarem melhor. O problema desta empresa não era vender pouco, era não saber focar no necessário. O personal exigia que tudo passasse por sua aprovação, embalagens, ingredientes de produtos, canais de venda e a pergunta que o futuro sócio fez: o que você entende destas coisas? Nada. Mas ainda assim o rapaz seguia desvalorizando sua esposa e o trabalho dela interferindo em um processo e assim perdendo dinheiro.

Não vou entrar em mais detalhes sobre o programa em si, mas no ensinamento final dele, foque no que você é bom. Tenha clara quais são as suas limitações e como você pode confiar em pessoas para melhorar você e sua empresa. Antes de fazer uma critica na base do “gosto” ou “não gosto” pense que é possível que de fato você esteja errado. Que as pessoas estejam lhe oferecendo sempre o melhor e confiar nelas pode ser uma boa ideia, afinal, temos talentos diversos e cada um deles deve ser valorizado.

Não conheço pessoas de sucesso que se cercaram de auxiliares piores que eles, eles sempre são iguais ou melhores aos seus chefes e assim mesmo que deve ser. O próprio “sócio” do programa, quando entra em uma questão que entende pouco, chama pessoas que o aconselham a tomar a decisão correta, muitas vezes, ele inclusive desistiu de negócios seguindo conselhos de seus subordinados.

Então, meus nobres leitores, seja o melhor que conseguir na área que você é bom. Foque no seu talento, ele te levou até aqui e ele te levará mais longe, não queira aprovar, opinar, criticar,cutucar algo que não lhe é familiar, você apenas criará dificuldades de relacionamento, nada mais.

Quem quiser saber mais sobre o programa, clique aqui

Quando você vai deixar de se sabotar?

imagesUma das coisas que sempre me perguntei foi: por que as pessoas se sabotam? Você não sabia? O principal inimigo da maioria das pessoas é ela própria. Criando dificuldades que não precisavam criar, descobrindo problemas que não existiam, as pessoas se sabotam cada dia e cada vez mais. Quer uma prova? Faça com você mesmo, nem precisa procurar o vizinho. Some o tempo que você passa reclamando que algo não deu certo para você com o tempo que você passa agradecido pelo que deu. A diferença é simplesmente massacrante.

Tento viver cada dia com o seguinte lema: se preocupe em se concentrar mais na solução do que no problema. Simples, o seu direcionamento mental irá te levar a focar suas ações em soluções e não no problema. É importante saber os motivos do problema? Claro que é. Mas, mais importante é resolve-lo de maneira rápida. Pensar em tamanho de problema por si só já constitui um erro. Problema tem o tamanho que você der para ele. Entendendo, por exemplo, que tudo na vida vai de zero a dez, um problema se tiver tamanho cinco na sua mente, você certamente será tamanho quatro,ou seja, ele é maior que você.

Se me permite um humilde conselho… dê ao problema o tamanho que ele merece, zero. Não sabote a sua vida. E sim, falo de todos os problemas do mundo, de qualquer problema que você consiga imaginar. Seja maior que ele. Tenha uma mente positiva, direcionada para o bem, e adivinha… coisas boas simplesmente começaram a acontecer. O universo faz questão de te dar tudo aquilo que você busca. Se buscar ser pequeno, pequeno será.

Tenho um caro amigo, me reservarei o direito de preservar o seu nome mas é leitor deste blog e logo se reconhecerá. Acompanhar a vida dele nas redes sociais é como encontrar o pior do ser humano, não, não é ele. Ele é uma pessoa maravilhosa, mas as pessoas e situações que o cercam. Coisas ruins estão acontecendo em volta dele a todo instante. Por quê? Simplesmente porque ele dá a estas coisas uma alta nota no seu dia. Falo disso com propriedade porque em grande parte da minha vida fui assim. Deixava pequenas coisas estragarem minha experiência diária. Um dia, após um telefonema, mudei. Simples assim. Percebi que não adianta. A sua postura frente ao mundo só afeta você, ou melhor, se você irradiar alegria com certeza contaminará as pessoas a sua volta.

Deixe de sabotar a si mesmo. Arregace as mangas e entenda que só depende de você. Qualquer coisa, só depende da sua postura. Encontro pessoas que reclamam que não ganham bem, que suas vidas estão emperradas economicamente… mas… e sempre tem o “mas”… Deus me livre fazer uma hora extra. Trabalhar finais de semana? Nem pensar. Ser pró-ativo e fazer algo que não está relacionado ao seu trabalho? Nem que o mundo acabe. Deixar o futebol? Chegar mais cedo? Sair mais tarde? Ter um segundo trabalho? Não! Não! Não.

E aqui não estou fazendo apologia ao trabalho sem limites, não é isso. Estou afirmando que só depende de você, da sua dedicação, da sua programação mental. A cada dia garanto a você que encontrará dezenas de desculpas para não fazer o que não gosta, e todas válidas. Sei disso porque faço diariamente com relação aos exercícios físicos. Mas entenda, só depende de você, sempre.

Então, convido você a abandonar a condição de vítima. Eu sei que ela é cômoda. Sei que tá tão gostoso ali, afinal, sua vida nem é tão ruim… o mundo não está contra você. O único oponente que você tem é você e aqueles que você elege como tal, no final, você verá, é a tua postura frente aquilo que você chama de problema. Lembre-se, foque na solução!