nov 18

Olhe para trás – por Vivi Antunes

tumblr_m4i8r8ir7b1r61z1to1_500De quando em vez, é preciso olhar para trás e ver quem um dia você foi.

De onde veio.

O que queria quando de lá saiu.

Relembrar o que o motivou, o que o trouxe até a esse lugar onde hoje está.

De quando em vez, é preciso olhar nos olhos do passado e lembrar-se das marcas que ganhou

para chegar aonde hoje está.

Porque os caminhos do sucesso, da alegria, da desilusão e do fracasso, todos têm espinhos e

pedras afiadas.

Pensar em tudo que enfrentou para chegar até esse lugar.

De quando em vez, é preciso olhar nos olhos dos sonhos que um dia teve.

Dos que foram plenamente realizados. Daqueles que receberam os louros da grande

realização.

Assim, também dos que foram deixados pela metade. Abandonados como um sapato meio

usado à beira do caminho.

Mais doloroso, porém necessário, é ter que encarar aqueles que simplesmente foram

colocados em uma caixinha e guardados, intocados.

Sem jamais terem sido nutridos, trabalhados, verdadeiramente sonhados, ficam quietos,

dormindo até que, esquecidos, desaparecem para sempre.

De quando em vez, é preciso olhar nos olhos de em quem um dia você acreditou plenamente.

Ver que alguns, onde você se jogou e confiou, na verdade, nunca foram um lugar seguro para

descansar.

Felizmente, porém, em outros ainda existe a verdade, cumplicidade e a fidelidade daquele

olhar que serão eternas.

De quando em vez, é preciso olhar nos olhos do que você um dia acreditou.

Olhar com calma e lucidez.

Analisar enquanto dá tempo de calibrar, retornar, afinar, desistir ou simplesmente continuar.

Desistiu do caminho até então seguido?

Escolha outro.

Ninguém merece ficar à mercê do vento.

Continua no caminho escolhido?

Levante a cabeça e siga com segurança, com a certeza de quem parou, ponderou e decidiu

prosseguir.

Siga inteiro, siga pleno.

De quando em vez, é preciso olhar nos olhos de quem você é e sentir orgulho disso.

Afinal, você desse jeito é só você e mais ninguém.

Autora

Vivi Antunes é ajuntadora de letrinhas e assim o faz às segundas, quartas e sextas no

www.viviantunes.wordpress.com

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out 07

Não é que eles queiram o seu mal, eles só querem que você esteja tão mal quanto eles.

mulher-mascaraO título meio que falou tudo que eu queria falar neste texto, a partir daqui são palavras perfumarias e serão baseadas em exemplos. Vejam vocês, há pessoas que não tem a menor intenção em ser feliz, ao menos não fora do jeito delas. Vamos para exemplos absolutamente bobos para que você entenda isso no seu dia a dia.

Dia das crianças, fotos no Facebook.
É meio que uma tradição, a data se aproxima e as pessoas trocam as fotos do seu perfil para fotos de quando eram crianças, um saudosismo que não faz mal a ninguém, não tem nenhum tipo de prejuízo e nos faz lembrar dos velhos e bons tempos, mas claro, há sempre aquele que acha isso uma imbecilidade. Nada errado com isso, entenda que ele tem o direito de achar o que bem entender. De querer, pensar e até escrever o que bem entender, mas é realmente necessário afrontar as pessoas com essas opinião? É realmente não necessário dividir isso com pessoas que você quer bem e que tem esta pratica? E de novo, ela não está fazendo isso por mal, ela simplesmente quer que você pense e tenha a mesma opinião dela, é a literalidade da frase, não é nada pessoal.

Eu sou bom humilde e vocês não.
Essa é clássica, mostrar para todos como você é uma boa pessoa, como você sabe exatamente como ajudar a todos e ninguém mais no mundo te entende. Claro, isso não teria graça sem contar para todos o que você fez, como você e lembrá-lo sempre que possível que realmente fez alguma coisa boa para alguém. A mão esquerda pode até não saber o que a direita fez, mas o resto do corpo, ah… esse vai saber em detalhes quão incompreendido você é e quão ingratas são as outras pessoas com relação a você. Vamos lá, para ninguém esquecer, não é por mal, é simplesmente porque as pessoas são assim.

Fofoquinhas
Ah, como não amar? Saber coisas que os outros não queriam que vocês soubesse? Saber dos detalhes até ali escondidos, e claro, qual é a graça se você não repassar ainda mais para outras pessoas, quase que uma utilidade pública, saber passo a passo tudo o que se refere aos outros e contar aos demais, sempre adicionando comentários jocosos. E assim, gente, atenção, não é por mal, não é contra você, eles até gostam de você, mas é uma fofoca, como resistir?

Enfim, somos pontuais em fazer com os outros o que certamente não gostaríamos que fizessem conosco, evitamos ao máximo nos colocar no lugar dos outros para não sentirmos aquilo que nos faz tão mal e que não percebemos que pode fazer igualmente mal para os outros. Somos frágeis e imperfeitos e continuamos incorrigivelmente maus, muito maus. Até quando pensamos, ah, não é por mal, é simplesmente porque as coisas são assim.

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set 27

O medo

46464791-cachedEra uma vez uma pessoa que tinha medo do desconhecido. Esse medo a deixava ali, parada, sem reflexos.
Era uma vez uma pessoa que tinha medo do que outros poderiam pensar sobre ela. Esse medo a deixava ali, parada, sem reflexos.
Era uma vez uma pessoa que tinha medo de julgamento. Esse medo a deixava ali, parada, sem reflexos.

Um dia esses três medos se encontraram e se vangloriavam de como eram bem sucedidos na missão de deixar seus hospedeiros com medo, o primeiro dizia:

– Meu hospedeiro não conhece locais bonitos pois acha que não será bem aceito ali, que não tem roupas para ir, eu sempre arrumo uma desculpa para que ele dê a si mesmo e aos outros.

O segundo medo não deixou por menos:

– Meu hospedeiro não toma nenhuma decisão sem ter certeza absoluta de que as pessoas vão gostar do que ele está fazendo, já o fiz perder muitas oportunidades.

O terceiro ainda mais entusiasmado afirma:

– Meu hospedeiro poderia ser chamado de xerox, por ter medo do julgamento só usa o que todo mundo usa, só pensa o que todo mundo pensa e só tem as opiniões que todo mundo tem, outro dia quase se revoltou e quis ter uma opinião diferente, ah… cortei as asas rapidamente.

Algum tempo depois, em uma noite como tantas outras noites, a mesma a pessoa sonhou, e no sonho sem nenhum tipo de medo para brecar seus impulsos, desejos e pensamentos, ousou ser feliz por si só pela primeira vez. Hoje, não há nada que a pessoa queira mais no mundo do que sonhar ser feliz novamente, mas infelizmente, tem muito medo de tentar uma vez mais.

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set 05

Shit happens, e não há nada que você possa fazer.

shit_does_happensSim, shit happens (merdas acontecem), queira você ou não. Aliás, não é questão de “querência” é questão de “vivência”. A equação é absolutamente simples: se você vive, shit happens.

Existem todos os tipos de “shits”, a do trabalho, a da família, a dos relacionamentos, enfim, escolha o setor e sim, a “shit” vai acontecer, não tem erro. Não é um complô do universo contra você, é simplesmente uma lei não explicada da natureza. Sabe aquela coisa de isso não vai acontecer comigo, tomei todos os cuidados, e etc? Sim, vai acontecer com você.

Pode ser bobagem, tipo derrubar café na camisa quando você tem uma reunião importante, ou algo grande como bater o carro quando se está indo atrasado para o aeroporto pegar um voo internacional não reembolsável, shit happens.

A boa notícia é que você pode tentar se prevenir ao máximos das “shits”. No exemplo do café, tenha sempre uma camisa reserva, claro que um dia a “shit” vai acontecer quando você não tiver mais a camisa que você esqueceu de repor, mas sim, você pode tentar ao máximo se prevenir. Sabe aquele email que não podia ir para a pessoa X porque ela está sendo citada no email? Então, você provavelmente em algum momento da sua vida vai colocar ela nos destinatários sem querer, e sim, essa “shit” vai rolar. Sim, é verdade que você pode ler 10X antesde mandar, também é verdade que você possa ser um hacker, invadir a máquina e retirar o email, mas aí a “Shit” é outra, é proposital.

Teve uma vez que perdi uma grande conta em uma empresa que trabalhava simplesmente porque postei X em Y, nada a ver, nenhuma relação e não importava se eu tinha posto duas pessoas para conferir, simplesmente aconteceu, afinal, shit happens. Serviu para aprender? Mas é claro que sim, mas a verdade, meus amigos, se tivesse eu colocado 10 pessoas para conferir, talvez eu me livrasse dessa “shit” mas eu cairia em outras (como caí), É uma lei da natureza, quase um mandamento número 11.

Não ficarás furioso com as “shits” da sua vida.

Antes que me interpretem mal, não estou eu aqui proclamar um grande …oda-se para as “shit”, não, não é isso. Você irá (e deve) sofrer com elas, algumas vezes as consequências serão grandes, e assim como as “shits” originais você terá que fazer força para se livrar delas, o texto aqui é para dizer para você:

– hei, você não está sozinho no universo, “shits” acontecem com as outras pessoas também.

Se previna, como falei anteriormente tente manter todos os cuidados possíveis à mão, tenha sempre uma camisa reserva, uma blusa, um guarda-chuva e uma boa desculpa preparadas, mas uma hora ela vai acontecer, afinal, shit, simplesmente, happens!

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set 05

Tudo bem para você se…

Nao importoSe o time que perdeu não for o seu
Se o candidato que você defende não for o alvo da crítica
Se o ajuste econômico não te pegar
Se a morte não chegar para alguém próximo
Se a vítima da piada não for você
Se o dinheiro usado para o fim não for o teu
Se o usuário da droga não for seu filho
Se a vítima do acidente de trânsito não tiver relação com você.

 

Aí, tudo bem!

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ago 11

O jornalismo que sonhei, que vivi, que vejo

movahedian20130127082954687Os incautos que aqui me seguem, ou que ao menos leram o “Sobre” sabem que sou jornalista. Me formei em jornalismo em 2003, meu pai sempre trabalhou com comunicação, me inspirava em figuras jornalísticas populares da minha época como Roberto Cabrini e um jornalista totalmente popular chamado Ney Inácio. Como a maioria dos estudantes desta área, fato reforçado depois da queda do diploma, pensava em mudar o mundo, denunciar as mazelas, e blá, blá, blá, e assim como essa mesma maioria, me enganei.

Hoje sou um empreendedor sofredor e acompanho o jornalismo com curiosidade saudosista. Não mudei o mundo, arrumei um ou outro processo de alvos de antigas reportagens e foi só. Vendo que não iriam permitir que o mundo fosse mudado pelas minhas letras em grandes veículos, criei o meu próprio jornal e então descobri que contas precisavam ser pagas, o jornalismo começou a se misturar com as finanças e diante deste perigoso mundo, desisti do hardnews e me aventurei no mundo do entretenimento de serviço, lindo, contava com um editor sensacional, cito Sérgio Ludtke, bancava matérias mesmo que essas ferissem o ego de anunciantes, um dia ele saiu, essa premissa saiu com ele, pouco depois saí também e assim findou-se, por enquanto talvez, minha carreira jornalística.

Como expectador, tenho acompanhando horrorizado o que acontece com o jornalismo, que graças as redes sociais se perde em um leilão alucinado em busca de likes e shares. Mas vocês me dirão:

– Mas Ediney, sempre foi assim, as redes sociais só trouxeram isso à tona.

Talvez seja verdade, mas atualmente além de vir à tona, piorou, a busca pelo sucesso midiático tem pautado as redações e o pior, construído manchetes. Vamos a um exemplo:
Na semana passada o STF decidiu que as operadoras de telefonia não podem ser obrigadas por lei estadual a instalar bloqueadores de celular em presídios. Um lead absolutamente simples que se tornou:

– STF proíbe bloqueadores de celular em presídios
– STF decide que lei de bloqueadores de celular são inconstitucionais.

e por aí vai…

A questão é: o internauta de rede social, em sua grande maioria, lê manchete, comenta manchete, compartilha manchete, a partir desta premissa não importa que no “corpo da matéria” estejam esmiuçados os poréns, as pessoas simplesmente não irão ler. Bom, temos os jornais impressos e destes as pessoas até podem ser salvas pelo texto todo, mas aí, do seu lado, aí mesmo… quantos estão neste momento com um jornal impresso em mãos? O número de páginas físicas dos jornais diminui a cada mês, você acha que o motivo são as pessoas lerem cada vez mais?

Mais um rápido caso, se você chegou até aqui é guerreiro do povo brasileiro e merece.

Manchete dos jornais e principais portais do país:

– Ronaldo diz que solução para o Brasil é cuspir em adversários.

Entendendo o fato:

Ronaldo (que alías é péssimo comentarista – minha opinião, meu blog) comentando o empate da seleção com o Iraque, disse que faltava o jogador raçudo, que dá carrinho, que grite, que cuspa… e foi isso! Você pode achar o comentário do cidadão horrível, sim! Mas você pode distorcer o que ele falou? Não.

O resultado:

Milhares de pessoas xingando o pobre Ronaldo sem ter a devida contextualização do fato.

Há alguma esperança no front, o Nexo, por enquanto se apresenta como um demonstrador puro de notícias, do tipo isso acontece por conta disso, por outro lado, são cada vez mais populares conteúdos como o do Antagonista, que fazem muito bem o que se propõe, apresentar o seu olhar sobre um fato em nada mais que algumas palavras, estes entenderam que se lê cada vez menos e se opina cada vez mais.

O futuro a Deus, a sua crença ou a sua descrença, pertence, mas que ele se apresenta totalmente nebuloso, com um cheirinho de ministério da verdade, ah, isso se apresenta.

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jul 29

Sobre doces, cachaça e sonhos

imagesO entendimento da vida, de algo maior ou menor que nós mesmos, nossos limites e nossas superações e principalmente a coragem da mudança e do perdão fazem parte do combo de uma vida, de uma existência melhor. Mas do que, afinal de contas estou falando? De nós. Simplesmente, de nós. Exemplos, frases, vídeos, não faltam argumentos para te motivar ou para te deixar para baixo, a questão é:

O que você vai fazer sobre isso?

Vamos imaginar uma situação hipotética? (sim, eu adoro situações hipotéticas)

Você trabalha no ramo de frutas e verduras, e tem aquele fornecedor que te entrega a tal da Fruta do Conde, bem segmentado, bem específico e você tem cliente certo para ela. Você compra por 10 e pode vender por 15, baita negócio. Mas o vendedor da tal fruta que antes era legalzão, agora também virou amigo do outro dono de quitanda, sem problemas, o problema é que esse vendedor começa a adotar práticas que você não gosta, mas, veja bem, se você deixar de comprar essa Fruta do Conde não tem outro fornecedor e também perderá os clientes que representam grande parte do seu faturamento. O que fazer? Se submeter? Mudar? Desistir?

Amigos, não há resposta certa. Há aquela resposta que você consegue encarar. A mim, o melhor, é desistir e enfrentar as dificuldades que essa decisão trará. Medo de perder a empresa, desafios com novos produtos, enfim… é necessário ter coragem, mas não posso julgar aquele que segue outro caminho, afinal, cada um sabe o calo que lhe aperta, e esse texto não é sobre julgamentos e sim sobre você, ou eu, sobre nós e nossas crenças e atitudes.

E não precisam viajar em teorias, estou apenas falando sobre decisões. Sim, não. Fazer da sua vida o conto de fadas que você mesmo escreveu é uma tarefa árdua, difícil e que vai te levar a muitas frustrações, mas desistir deste sonho, trará ainda mais. Não sei quantas vezes escrevi aqui sobre felicidade. E felicidade está em ser o que se quer, estar com quem se ama e fazer aquilo que se sonhou. Com isso em mente:

Sim, precisamos falar sobre sua coragem:

Afinal de contas, qual era o seu sonho, aquele escondido no seu íntimo. Não falo aqui da sua fantasia infantil sobre ser bombeiro, astronauta, jogador de futebol. Não. Falo aqui sobre o seu sonho lúcido. Sobre como você imaginou a sua vida quando de fato começou a pensar a sua vida. Entendamos:

Sonhei que seria chefe, hoje sou faxineiro.

E levando em conta que não há absolutamente nada de errado em ser faxineiro, apenas não era o seu sonho, a pergunta: Quais foram os passos que você deu na direção de se tornar “Chefe”? Como traçou essa meta? Como conduziu o processo?

 

NOTA DO LEITOR “MAS”.

Mas, Ediney, a vida nos engole.  A gente passa correndo por ela, a gente tem contas para pagar. Olhei para o lado e já tinha um filho, respirei mais demoradamente e casei, de repente me apareceu um carro na garagem com um carnê e assim, a vida me engoliu, eu estava no turbilhão da vida, tentando sobreviver, os sonhos ficaram em seu devido lugar, no mundo dos sonhos.

Caro leitor “mas”, é fato. A vida nos engole, mas ela não é um redemoinho, ela não te arrasta, a verdade é que você se deixa levar por todas estas realidades, para cada uma das ações, nesse fim, não tem acidente, tem consequência de ação, e se há erros que você só pode cometer uma vez, outros você cometer e corrigir várias e várias vezes, e esta é a realidade de 9 a cada 10 realidades. Quer mais um exemplo? Vai lá.

Outro dia andando na Rua XV em Curitiba me deparei com a seguinte cena:
Um morador de rua, abrigado em seu cobertor pedindo que um vendedor de doces lhe fornecesse gratuitamente um exemplar já que estava com muita fome. A resposta? Não.

– Amigo, você pode não acreditar, mas no ano passado eu estava na mesma situação que você, também vivia nas ruas, também pedia comida de graça e a verdade é que eu vivia com tranquilidade assim, um dia a cachaça acabou e no momento que a sobriedade me pegou de solavanco entendi que se eu permanecesse aqui, morreria aqui, provavelmente com fome e com frio. Então, decidi pedir mais uma vez, desta vez fui de casa de doces a casa de doces pedindo uma caixa para vender, só ganhei a confiança lá pela trigésima. Vendi aqueles, vendi outros, sai da rua. Hoje, moro em uma pensão, vendo doces caseiros que são mais caros e posso ganhar mais de dia e voltei estudar de noite. Até já reencontrei uma filha minha que prometeu me ajudar ainda mais. Logo, logo estou empregado, se Deus quiser e minha vida vai voltar para onde sempre deveria estar. Então, se eu te der esse doce, você seguirá onde está e hoje sei que o lugar de ninguém é na rua.

Após essa conversa, o homem partiu.

Sim, ele teve um momento de iluminação. Sim, a vida também o tinha engolido, a vida também tinha deixado os sonhos dele para trás, ainda assim ele retomou o caminho. É trabalhoso, cansativo, às vezes, desanimador. Mas vale a pena. Nada vale mais do que viver sonhando acordado, porque a vida é de fato um sonho ou um pesadelo, e que de verdade, você tem toda a gestão sobre ela.

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jun 20

Jornalismo online: em busca do pagamento perdido

journalism_crisis_cartoonA internet, a linda e maravilhosa internet, ela que divide tanto as opiniões, que leva as opiniões ao seus extremos simplesmente mudou tudo. Tudo o que conhecíamos como verdade, como difícil, como fácil, não importa, ela mudou. Para os pobres incautos que escolheram o jornalismo para ganhar a vida, estes tem uma remada ainda maior para dar: convencer que o jornalismo online, também é jornalismo. Se também é jornalismo é preciso que tenha um profissional para escrever as notícias, se precisa de um profissional, este precisa de um salário, se este precisa se um salário, logo é preciso que se obtenha ganho com essa atividade,e é aí que a porca torce o rabo:

– Eu? Pagar por notícias da internet? Nem a pau!
– Que porcaria esse site que só deixa eu ler 10 notícias por mês, agora acabou.

Em um mundo cheio de manchetes que se transformam em textos e que por si só formam as mais diversas opiniões, parece incrível que alguém queira cobrar por algo que certamente se conseguirá de graça em uma rede social qualquer, ou ainda será copiado por um blog que utilizará a velha tática do modo anônimo + inspeção de elementos para conseguir as informações que busca. E aí, a primeira incoerência se apresenta: perceba que a notícia que você está lendo de graça, foi escrita por alguém que é pago, por um empregador e que não terá absolutamente nada por ter disponibilizado aquele conteúdo.

Ok, Ediney, onde está a democratização da informação? Eu respondo: onde sempre esteve; nos blogs de opinião, nas agências públicas de informações. Ah, mas essa é chapa branca, sim, é verdade, mas é de graça. Importante que deixemos claro uma coisa: a grande maioria das informações que se busca de forma “de grátis” dizem respeito ao esporte, cultura, tv e fofocas, então o bom e velho argumento de que a democratização da informação prejudica a democracia não passa de um mito urbano.

Importante falar também e assim sejamos claros: não é possível fazer internet free, sem conteúdo pago. Não dá. Se você está lendo coisas free é porque alguém pagou. Outro fato que é importante ressaltar, ontem você pagava o impresso, hoje acha abominável pagar o online.

Sim, poderia haver outras formar de monetização? Anúncios, por exemplo? Sim, claro. Mas eles são suficientes para garantir em uma ferramenta plural e democrática? Esse segmento seria suficiente para se manter um veículo realmente isento? Pouco provável. O impresso não conseguiu, o online certamente não conseguirá. Os grandes jornais do mundo já estão nas plataformas online e cobrando por essa leitura. Por que não?

Por um mundo sem links?
Sim, pode parecer contradição da minha parte, mas o caça links, nada mais é que o jornalismo transformado em publicidade: manchetes como:

– Técnico da Série A é demitido durante o jogo
– Mulher de político é pega no flagra

Não é jornalismo, é publicidade, clique, abra o meu site, veja o meu anúncio ou assine o meu jornal que eu te conto. Então, sim, por um mundo sem links. Não se pode cobrar literalmente sem entregar, literalmente o que se cobra.

Que comece o debate.

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jun 06

Não deixe teu cérebro te sacanear e siga 10 passos para ser feliz.

train-brain-stay-positiveSempre acreditei que coisas boas ocorrem com pessoas boas, mas também ocorrem com pessoas más, fazendo assim com que por vez ou outra nos sintamos meio que abandonados, afinal, de que adiantou ser bom e ir pelo caminho mais tortuoso se os caminhos retos, vez ou outra, também dão certo. Se você procurar na religião a resposta, vai encontrar, algumas mais poéticas, algumas mais apocalípticas ou até mesmo de justiça. Algumas dizem que você precisa colecionar coisas boas para entrar no reino do céu, outra diz que as coisas ruins que acontece na verdade são provações que você mesmo escolheu antes de nascer para tentar evoluir, assim como há também os homens e mulheres que entendem tudo isso como um bando de besteiras, morreu, acabou e ponto, sem discussão, então, pouco importa se durante a sua vida você foi bom ou mau, importa como você conseguiu se sair, simples assim.

Não há, meus amigos, resposta certa que possa ser provada, ou melhor, seguindo cada uma das crenças entenderá que todas conseguem provar o seu ponto de vista. Não é fácil, a dica mais simples é: escolha uma alternativa e seja feliz, ou não escolha nenhuma, a chance de acerto é exatamente a mesma para cada escolha da sua vida, 50%. Quando nos deparamos com “injustiças” na vida, nos perguntamos, por quê? Por que o trabalhador morreu e não o bandido? Por que o bêbado está vivo e o outro motorista não? São muitas as perguntas, e para todas elas só temos respostas simbólicas, metafóricas e baseadas na fé de cada um.

Portanto, meu amigx, não há saída válida ou possível, salvo, e graças a Deus tem o salvo, aproveitar cada minuto da sua vida, é difícil? Quase impossível, o seu cérebro foi treinado para te sacanear, toda vez que você ver uma oportunidade ele verá um problema, cada vez que você quiser falar ou fazer algo ele será o ponto destoante da falta de coragem e excesso de vergonha.

Existem por aí, zilhares de treinamentos, conceitos, terapias e até mesmo remédios para você tentar burlar esse mecanismo do cérebro. Claro,sempre há a possibilidade de você ser um daqueles iluminados e nada o atingir, se você for um deles, eu te invejo, a maioria de nós mortais somos muito menos que isso. Procure algo que o faça se sentir bem, alguns caminhos são mais curtos, outros são mais longos, mas se você se dedicar, em todos vai encontrar a iluminação que tanto busca. Não se deprima, não se omita, e principalmente, não se entregue. Você só tem certeza desta vida, as demais, se houverem, a negociação é longa e a fila é grande. Então, no melhor estilo faça o que eu digo e não o que eu faço, 10 dicas mais que batidas para você ser feliz todos os dias:

  1. Elogie alguém todos os dias, não vale ser a mesma pessoa.
  2. Tire um tempo para ouvir outras pessoas. Eu sei que você é a pessoa mais compromissada do mundo, mas algumas vez, é tudo que a outra pessoa precisa para ter um dia melhor.
  3. Saiba que discussões com tom elevado de voz não levam a lugar, e que uma “vitória” em uma discussão assim, passa muito rápido.
  4. Peça desculpas, e aí vale para as coisas do dia a dia e também uma ligação para aquele amigo da escola que você vivia sacaneando.
  5. Seja Solidário. Algumas vezes você pode questionar, outras simplesmente ajude.
  6. Entenda que o tempo das pessoas ao seu redor é curto, então vale mesmo a pena aquela discussão? É mesmo necessária aquela crítica?
  7. De tempos em tempos faça besteira, não do tipo de crime, mas do tipo ir trabalhar de pantufas, pular de paraquedas, fazer uma serenata. Arrisque-se.
  8. Seja verdadeiro amigo de alguém, isso inclui não criticar, não questionar e não fofocar, apenas ser amigo, ouvinte.
  9. Ame.
  10. Admire alguma coisa por algum tempo, você precisa mesmo desta foto? É mesmo necessário esse check in? A sua vida vai parar se você não fizer um Snap? Guarde recordações na sua cabeça, passe algum tempo olhando para o nada, e pensando no tudo. Olhe paisagens, pessoas e atrações como se fora a última vez que você o fizesse, lembre-se, quem sabe seja!

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maio 23

O que nunca fazer em reunião de negócios – 10 dicas

59cba9403bcbd4e3a7ff13aa811e4d0aOk, eu sei que vou falar de um tema que você domina, certo? Espero que sim. A lista abaixo, as regras abaixo (não, não estou C*…ando regras) são coisas essenciais para você prestar atenção, se policiar totalmente, e nunca, jamais em tempo algum fazer em um reunião de trabalho. São erros comuns, que você pode não dar muita importância, mas são essenciais para a sua imagem ao final dela, afinal, a primeira impressão é a que fica.

1 – Bocejar em reunião.
Gente, por favor, primeiro, você dormir bem antes de qualquer dia de trabalho para que desta maneira você possa produzir mais. Bocejar em uma reunião sinaliza total desinteresse para o tema em questão, “diz” para a empresa que aquela é só mais uma reunião e ter sucesso ou não é indiferente para você.

2 – Postura corporal
Acreditem, mas algumas pessoas não conseguem manter a postura corporal em uma reunião de negócios, inclinam o corpo na mesa, ficam batendo a mão, sentem na própria perna na cadeira, não isso não é legal. A empresa não é tua amiga, você não está em casa e deve se manter como um visitante não intrusivo.

3 – História da minha vida
Se você tem a necessidade de contar a história da sua vida, escreva um livro. Você está lá para falar de negócios, mantenha-se preso a isso. Claro, alguns SEGUNDOS de amenidades ok, o jogo de futebol, o tempo ou até mesmo a política podem receber uma lapada, rápida, apenas para quebrar o gelo e nada mais. Mantenha-se no tempo. Lembre-se que as pessoas que o estão recebendo tem outros afazeres e quando mais tempo você levar, menos tempo ele terá para outras funções.

4 – Pi ri ri
Aqui vamos na primeira polêmica: você demorou eras para marcar a reunião, conseguiu a agenda e no dia… piriri. O que fazer? Cancelar. Sim, cancelar. Seja claro sem ser explícito: informe a empresa que você teve um problema de saúde de última hora e que precisará remarcar, sem dramas. As pessoas entenderão. Elas não entenderão, por mais que digam que sim, por mais que digam para você ficar tranquilo, essa é a imagem que restará de você: o cara que c*ou na primeira reunião. Acredite, pode parecer tolo, menor, mas não é. Isso faz diferença.

5 – Velho amigo
Um erro absolutamente comum, o receptor é simpático e de repente você já acha que é o melhor amigo dele, tapinhas nas costas, palavrões, troca de olhares. Como assim? Acorde, aqui é uma relação cliente fornecedor. Com o tempo, e muito tempo, você poderá ir adquirindo certa liberdade, mas isso está bem distante das primeiras reuniões.

6 – Atrasadinho
O trânsito está horrível? Sim. Mas, salvo a terra seja invadida por marcianos querendo guerra, o atraso por menor que seja, não é tolerado. Assim como no item 1, mostra falta de respeito pela empresa e pelo tempo que ela lhe cedeu. Portanto, arrume sua agenda para que tudo esteja encaixado, chegue com uma antecedência de 10 minutos, não mais, não menos.

7 – Ema, ema, ema…
Uma reunião de negócios, principalmente com novos clientes, não é o mesmo que divã de psicólogos. Não é o fórum para você reclamar da situação do país, falar sobre como outros clientes não estão pagando. Ema, ema, ema cada um com seus problemas. A relação comercial é simples: se há um produto, há um preço, se há um preço há os que podem e os que não podem pagar. Não tem como errar.

8 – O passado está morto
Não é pouco comum empresas falando mal de outras empresas em reuniões. Falar bem de outras empresas, normal e recomendável, falar mal, nunca, jamais. Mesmo que esta seja conhecida algoz do seu atual cliente e prospect. O pensamento é assim: Se este cara está falando mal da empresa agora, por que não falará mal da minha no futuro?

9 – Mute para que te quero
Quando você marca uma reunião, você separa para aquela empresa o tempo, o tempo pertence somente para ela. Então, não é local para você responder emails alheios ao objeto da reunião, não é local para você atender a sua esposa ou esposo que pede urgência na margarina para o café da tarde. Simplesmente desligue o celular, acredite, o mundo seguirá girando sem você. Caso esteja esperando uma ligação de vida ou morte, desmarque a reunião.

10 – Dress code
Não, aqui não tem uma receita de bolo. Há empresas que simplesmente vão te ignorar na ausência do terno e da gravata, há outras que não se importam, então a dica é: vista-se o melhor que puder dentro do seu próprio dress code. Não usa gravatas diariamente? Sem problemas! Capriche na camisa, mantenha o penteado em dia, banho em dia e seja feliz, tudo dará certo.

Essas são 10 regrinhas básicas, que todos deveriam saber instintivamente, alguns escorregam, por isso esse texto. Logo escreverei um texto ao contrário, coisas que não devemos fazer ao marcarmos uma reunIão com um futuro fornecedor. Até lá, aqui, tem uma prévia sobre isso.

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maio 16

Por que os filhos nos tornam pessoas melhores?

Captura de Tela 2016-05-16 às 12.08.51Quem me conhece desde os primórdios da minha humanidade sabe que jamais fui um interessado no tema paternidade, achava que não tinha tempo para isso, a verdade é que o interesse era zero. Mas, a roda gigante da vida tem as suas proezas e deixou sob minha tutela não um, mas dois seres, lindos, perfeitos, maravilhosos, e outros adjetivos que os pais despejam em seus filhos, e após eles, me tornei melhor. Por quê? Simplesmente porque a sua vida não te pertence mais, pertence a existência deles, e isso não vai mudar nunca, ao menos assim penso, já que vejo minha mãe, até hoje se preocupando com todos os aspectos dos seus filhos.

Ter filho mostra que você tem que somar um mais um e ver se a conta no final do mês vai dar. Mostra que o caminho mais curto e mais perigoso que antes era a opção mais vantajosa perdeu o seu encanto, você tem responsabilidades, você tem que trazer mais que dinheiro para casa, você tem que “se” trazer para casa, tem que dedicar tempo para eles, tem que dedicar a sua presença para eles. E sim, perder o futebol na tv, a festa do vizinho, o jantar romântico com a esposa, deixar de comprar o carro que queria (ao menos para as pessoas normais). E quer saber? Você vai amar isso.

Os filhos nos tornam melhores porque eles aumentam nosso vocabulário de assuntos os restringindo,explico: se antes você falava sobre economia, futebol, sexo e celebridades, hoje você ainda sabe destes assuntos mas acaba falando sobre como o seu filho se porta na escola, como e o quê ele come, com qual frequência vai ao banheiro e as novas palavras que aprendeu. Ser pai é comemorar a simples ida ao banheiro, o fim da frauda, o fim da mamadeira, o fim da amamentação, o início das palavras, os primeiros passos, as primeiras quedas e as primeiras levantadas.

Mas ser pai também é mudar o seu interior, você conhecerá o medo intimamente. O medo da doença, da morte, da doença, da queda, do sumiço, da comunicação, da febre. Você também ficará mais molenga, provavelmente ficará com olhos marejados ao ver uma criança sendo mal tratada, sofrendo violência ou ainda não tendo o que comer. Você se colocará no lugar daquela família e por mais ou menos religioso que for, sentirá uma imensa vontade de enviar ao menos energias positivas para aquela família querendo o melhor. Rezará.

Enfim, esse conjunto de ações, medos e emoções te tornará uma pessoa muito melhor do que era antes. Você sentirá coisas que jamais pensou sentir, saberá de coisas que jamais imaginou saber e por fim, ensinará algo que nunca buscou aprender, assim é a vida de pai, assim são as emoções de ser pai. Será assim para você também?

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abr 08

O respeito não é mercadoria de troca

angry-boss-malware-rage-bug-threat-pornHá um velho ditado que sempre nos ensinaram: Respeito é Mercadoria de troca. Pois, bem, se ainda não te alertaram disso, afirmo, ele é mentiroso. Sim, respeito jamais deveria ser mercadoria de troca, respeito, aliás, nem mercadoria é, não passa de um donativo, é de grátis, você dá sem esperar receber nada em troca, ou, até espera, mas se não receber, não pode trocar por desrespeito, o teu respeito continua muito grátis.

Há uma dificuldade de compreensão deste tema nas corporações, fomos doutrinados, em regra, que o cargo hierárquico e a hierarquia de poder dão poderes supremos para a pessoa que não tem a mesma prerrogativa. O eterno ciclo vicioso: o presidente maltrata o diretor, que maltrata o gerente, que maltrata o coordenador, que maltrata o supervisor, que maltrata o chefe de operações, que maltrata o operário, que maltrata a recepcionista, que maltrata a tia do café, que faz o café ruim para o chefe tomar, que fica de mau humor e tudo começa novamente.

Respeito, meus amigos, não é nunca deveria ser condicionante, respeito é um aspecto normal da vida das pessoas bem educadas e acima de tudo inteligentes, afinal, um time desrespeitado não pode gerar resultados consistentes a longo prazo, é matemático, mesmo que você seja do pessoal de humanas irá entender isso. Na relação com o poder o mesmo acontece, ou melhor, não deveria acontecer. As pessoas se utilizam de posições temporárias, o famoso “estão” e “são”, para deixar aflorar a verdade de sua natureza.

Important!

Dê poder a uma pessoa e saiba do que ela é capaz, deste ditado, não tenho como discordar.

fngryA pessoa que está no poder de decisão, seja na relação político/ população, empresa/fornecedor, consultor/consultado sempre tem duas opções: ser gentil e firme, ser babaca e firme. Os dois geram resultados completamente diferentes. O primeiro, faz com que o que está subjugado na relação de poder entenda quais são as dificuldades que ele vê, determina de maneira firma como resolvê-las e se possível ensina. O segundo, manda, escarnece, se move nas sombras e muda, muda, muda e muda. Nunca é a culpa do agente de poder, é sempre do outro, não importa se este nunca tenha dado problemas com outros, a culpa dele, afinal, eu mando.

Ser respeitoso com as pessoas não requer absolutamente nada de uma pessoa, nada. Você que está presidente, está diretor, está tomador de decisão, não é melhor, nunca foi e também não será melhor que o boy que entrega a sua correspondência, com o menino da TI que resolve o problema do seu computador abaixo de seus gritos e ameaças, mas também não é pior. Vocês apenas tem responsabilidades diferentes, desse jeito, simples como parece.

No livro (muito bom, recomendo), Sobre Fibras e Gente,  o israelense Amos Genish, presidente da GVT (agora VIVO) conta que não conseguia entender o motivo das pessoas que não eram diretores, ou que não tinham cargo de chefia não se manifestarem na reunião, assistentes falando no ouvido de seus chefes, por quê? Por que os chefes brasileiros, em regra, não tem respeito pela opinião de seu subordinado, e se essa opinião for explicitada na frente do chefe do chefe, então… xi, demissão na certa – Quem ele pensa que é?!

Então, se eu humildemente puder lhes dar um conselho este seria: seja respeitoso com todos. Entendo que muitas vezes a pressão do resultado bate e que apesar dos valores da sua empresa afirmarem a máxima do respeito, sempre tem aquele chefe que dá resultado e não está nem aí para o que diz os valores da sua empresa, mas ele dá resultado. É difícil mudar a cultura, controlar a mudança e ainda ter força o suficiente para fazer valer essa mudança, eu sei. Mas garanto, a longo prazo, o seu resultado humano vai compensar todo esse esforço e pontual sacrifício.

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abr 06

Os 40 poderão salvar o mundo

como-ser-feliz-590x340Meio termo: essa é a questão de maior dificuldade em entendimento da atualidade. As pessoas simplesmente não sabem mais o que significa esse termo, ou melhor, esse meio termo. Não conseguem entender que algumas pessoas tem o “foda-se” ligado. Não se importam, são 40, nem 8 e nem 80. Você está aí todo preocupado com o preço do dólar, com a queda da presidente, com a violência, com o seu time perto da segunda divisão, e outras hecatombes que mudam a sua vida, mas não a desse cara, o cara é 40.

Ah, mas isso para mim é ser alienado.

Ok, você pode até ter razão, o cara pode ser de fato um alienado, mas o cara não está nem aí para a sua opinião sobre ele. Ele em suma é um bon vivant, quer se divertir. Ele comenta com você quaisquer assuntos, dá a opinião dele, afinal ele pensa, sobre qualquer assunto, mas é isso. Ele não se importa em “perder” uma discussão. Ele não se importa da sua opinião ser mais relevante que a dele. Ele simplesmente não se importa.

Acredite, os 40 poderão salvar o mundo, ou pelo menos salvar as discussões do mundo.

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mar 14

Sou jornalista e não entendo mais nada do mundo

NEoMpSjMlmNJss_2_bComo sabem, sou jornalista diplomado, isso faz diferença no preço do dólar, não. Mas faz diferença para que você entenda como pensa este humilde escriba. Aprendi a teoria das coisas, algumas aprendi também na prática, porém o que mais aprendi foi: Teoria e prática são inimigas mortais, não se gostam, não falam uma com a outra, falam mal pelas costas uma da outra e está formada a terceira guerra mundial se alguém as convida para a mesma mesa na hora do jantar.

Conversando com a Teoria descubro que jornalista de verdade não tem opinião pública, só privada. Mas conversando com a Prática ela me diz que jornalista que não se posiciona é covarde, e não fala com a massa crítica. Em uma conversa durante o café, a Teoria me diz que não posso de maneira nenhuma colocar nada no ar sem tentar ouvir o outra lado da notícia com toda imparcialidade e paciência para tentar entender o ponto de vista, já durante o chá a Prática me conta que isso não é o principal e nem de longe é o que devemos fazer, a ideia é mais ou menos assim: faz a tua matéria, edita e quando ela estiver pronta manda um email procurando saber o outro lado, azar do entrevistado se não der tempo de responder, a gente fez a nossa parte.

A moça Teoria é tinhosa e não se deixa levar pela claque fácil e nem pelo abraço pouco sincero das massas de manobras, já a moça Prática é mais esperta, ela faz as massas, é diferente. Uma diz que a lei, por exemplo, isso ou aquilo. A segunda diz que a lei precisa ser mudada. Uma é analítica, outra opinativa. Mas  a principal diferença entre a Teoria e a Prática é: a desculpa. Enquanto a Teoria faz de tudo para não errar, checa fontes diferentes, houve o outro lado se certifica de todos os pontos, a segunda faz de qualquer jeito e se por acaso errar, diz em uma nota de rodapé, em uma sonora antes do boa noite, erramos e o certo é isso. Pouco importa de na matéria principal você deu 3 páginas ou uma matéria de 5 minutos, pouco importa.

A bem da verdade, a teoria, não quero falar para ela para não faze-la perder ainda mais a serenidade, mas está condenada. Tem poucos amigos, seus filhos estão envelhecendo e aos poucos vão abandonando a mãe. Provavelmente não deixará saudades nem mesmo para aqueles que tem por ela o maior cuidado. Será lembrada, talvez no momento que alguém fizer a porcaria master, a latrina máxima, o erro sem solução, mas aí meus amigos, será absolutamente tarde demais.

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mar 03

O que Kéfera Buchmann tem a nos ensinar sobre comunicação?

fanfiction-kefera-buchmann-5inco-minutos--a-historia-de-uma-estrela-3167785,190220150317Quem é Kéfera Bachmann? Se você começou a ler este texto com essa pergunta é hora de rever seus conceitos e fazer reciclagem, aliás, muita reciclagem. Kéfera é a voz e o rosto de uma nova geração, geração que consome, geração que dita tendências e com a qual a sua marca precisa se comunicar de maneira urgente.

Outro erro clássico ao se falar da moça: não gostar do que Kéfera fala e por isso não dar importância a ela. Clássico, como falei. A moça que eu nunca vi na minha vida, apesar de sermos da mesma cidade, representa uma fatia considerável do público alvo que marcas procuram, ela inspira regras e comportamentos, mesmo que afirme não ser esse o objetivo, mostra tendências e acima de tudo: aproveita oportunidades, e é essa exatamente isso que Kéfera tem a nos ensinar sobre comunicação: aproveitar oportunidades.

A história de Kéfera, em linhas gerais: uma moça que sonha atriz e estuda no ensino médio, resolve fazer um vídeo para o Youtube, fica insegura com a repercussão dele, recebe apoio das amigas continua, torna-se um sucesso nacional, Curitiba fica pequena, talvez os sonhos tenham mudado, talvez não, mas o fato é: ela soube aproveitar as oportunidades que ela e a vida criaram.

Para escrever esse pequeno texto tive a pachorra (palavra de velho, procurem) de assistir todos os vídeos do canal de seu canal no Youtube, além de pesquisar alguma coisa na imprensa. Kéfera sonhava ser atriz e em seus primeiros vídeos ela fazia exatamente isso, dava vazão a este sonho, fazia esquetes, anunciava suas peças no teatro, ou seja, aproveitava o sucesso que fazia no Youtube para também fazer sucesso nos palcos.

Em algum momento descobriu-se no topo do mundo e conseguiu ajuda profissional, a adolescente que sonhava ser atriz tornou-se uma estrela conhecida nacionalmente. Seus vídeos antes editados no Movie Maker e gravados em uma câmera amadora em cima de apostilas ganharam o HD e vinhetas profissionais.

Aqui uma pausa na linha do tempo: leram bem o que escrevi acima, viram como ela usou o que tinha e fez o melhor que podia com isso? Não ficou reclamando que não tinha equipamentos ou sonhando com o dia em que poderia ter melhor sorte, não. Foi lá e fez. Recebeu críticas, sim! A qualidade dos vídeos deixava a deseja, sim. Mas ela foi lá e com o seu talento e carisma, mostrou o que sabia fazer e fez.

Voltando ao texto… o papel de atriz foi dando espaço para a Kéfera profissional do online, sim, porque as oportunidades apareciam e ela as agarrava. Com o sucesso que fazia nos vídeos não demorou a ganhar sua própria loja online em que vende produtos com a sua marca, seu rosto e coisas associadas a ela como o bordão “oi, oi, gente” ou até mesmo a cachorrinha Vilma Tereza.  Nas outras redes sociais como Facebook e Instagram mostrava sua vida e faturava sempre que tinha oportunidade com marcas que queriam associar-se a imagem da moça carismática. Logo surgiu o Snap e com ele um Big Brother diferente, um com edição e de graça, a moça tornou-se não o expectador, mas a irmã de seu público, diariamente ela oferece conteúdo gratuito, muito próximo do espontâneo e intimo. As pessoas conhecem toda a casa de Kéfera, ela os leva junto, mostra o banheiro, mostra a maquiagem e a cozinha, mostra uma linha de produtos que está à venda em sua loja ou a linha de comida saudável que leva sua assinatura.

Comida saudável. Em algum momento Kéfera achou que precisava mudar de vida, já estava em São Paulo e como disse, não a conheço pessoalmente para saber se ela chegou a essa conclusão sozinha ou se o casting que a acompanha aconselhou, mas o fato é que ela decidiu que precisava levar uma vida mais saudável. Não misturou estações, criou novas formas de falar com esse público, novos canais, novos meios e abastece todos eles com conteúdo inédito e exclusivo, aumentando seu público, seu tipo de público, criando um novo público e claro, monetizando.

Hoje o canal principal da moça no Youtube supera 7 milhões de assinantes, um fenômeno absoluto, ela tornou-se uma espécie de Midas da comunicação online, ao contrário do que faz parecer, Kéfera não sofre de um mal que atinge muitos jovens e empresas, a preguiça. Kéfera torna cada oportunidade em realidade. Não gosta de internet? Tem livro? Não gosta de ler? Tem peça? Não gosta de peça? Agora tem cinema.

Quer mais? Vamos as polêmicas? Podemos até ir, mas Kéfera não nos acompanhará. Ela não expõe a marca dela onde não é necessária. Qual é a opinião de Kéfera sobre a Presidente Dilma? Só ela sabe e é assim que deve ser. Por que expor sua marca, seu cliente, você mesmo desnecessariamente? Não faz sentido.

Dando linhas finais ao texto, o resumo é que você pode não gostar, nem de Kéfera, nem do trabalho da Kéfera e nem mesmo concordar com nada do que ela diz, mas não feche os olhos, ela é um exemplo a ser seguido em qualquer área da comunicação. Ela trabalha em diversos mundos e em todos atua com vigor, mostra sua vida quando tem que mostrar, fala sério quando tem que falar e sabe como poucos promover ou até mesmo acabar com uma marca. Mas fazer um trabalho como faz, Kéfera Buchmann e sua equipe, dá trabalho, muito trabalho, precisa gostar, querer e principalmente, fazer. Arrumar as desculpas certas para o momento certo sempre nos parece uma boa ideia, mas lembre-se da máxima, desculpa boa todo mundo tem, sucesso como a da moça rejeitada pelos intelectuais de plantão só com trabalho, inteligência e dedicação.

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fev 25

Apontando o dedo para o lado errado

mf1537_064Hoje pela manhã quando vinha para o trabalho prestei atenção no trajeto e confesso, fiquei surpreso com o que vi, e principalmente por não ter visto antes. Como todos sabem sou de Curitiba, um povo que tem a marca de ser ordeiro, pacato, civilizado, a Europa no Brasil. Será? Mas o que foi, Ediney, que você viu e que trouxe esse tipo de argumentação?! Lixo no bueiro. Ah, mas isso tem em todo lugar do Brasil, pois é. Onde está o tal povo civilizado? A Europa no Brasil.

Outro dia rolou uma enchente em Curitiba, algo normal, o que mudou de outras tantos que já vivemos? Os atingidos. Por incrível que incrível que pareça somente pessoas abastadas foram atingidas, chegava a ser risível (desculpem, sou do tipo que ri de coisa séria) as pessoas com piscinas reclamando das águas, ninguém falando sobre ter perdido tudo, nenhum barraco com risco de cair, somente pessoas abastadas que foram atingidas por águas, chuvas que dentro de uma hora superaram quase todo o mês de fevereiro e que foi agravada pelo quê? Por sujeira no bueiro. Ué… em bairros abastados?

No meu caminho para o trabalho passo pelo bairro do Vista Alegre, ao lado do Bosque do Alemão, se não for a área mais nobre de Curitiba é uma das, mas, o que eu vejo? Lixo no bueiro. Em breve, se a prefeitura não mandar alguém limpar, vai entupir, vai alagar, vai ter água parada, vai ter dengue, vai ter zica e por fim vamos aos panelaços por conta desse governo ineficiente. Sério que somos assim? Sério que viramos os senhores do Mimimi que só sabemos apontar o dedo!? Será que alguém imagina a Dilma no decorrer da madrugada ir jogar lixo nos bueiros? A culpa é mesmo dos governantes? Outro dia a Prefeitura de Curitiba tirou de um terreno baldio no bairro do Boqueirão 12 toneladas de lixo, quanto tempo demorou para jogarem lixo novamente? 5h. Sim, 5h, simples assim.

Chegou a época de decidirmos o que queremos da nossa vida: fazer alguma coisa ou continuarmos a reclamar e reclamar e reclamar. Cara…a porcaria do lixo não vai parar no bueiro sozinho, não. O lixo não vai parar no terreno baldio sozinho, não. A César o que é de César. Temos que parar de apontar o dedo para o lado errado. Somos nós e somente nós os culpados de toda a porcariada de dengue, zica, etc. Apontemos o dedo para os governos quando de fato eles tiverem culpa.

 

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fev 15

Apenas…

TUBOTECA2PS-kob-U102500952984SZB-1024x576@GP-WebHouve uma época em que questionava o fato do Burguer King Brasil do Shopping Curitiba manter um funcionário só para verificar se as pessoas tinham ou não o direito de repor o refrigerante no sistema refil (algo absolutamente comum em países da América do Norte ou Europa), hoje vejo que eles tem total razão, a gente não se ajuda. A iniciativa da Prefeitura de Curitiba: disponibilizar livros para a galera ler durante o trajeto, quando terminar, devolve, sem complicação, sem cadastro, na base da honestidade das pessoas, honestidade? Apenas 15% dos livros volta para que demais usuários possam ler. Apenas 15%.
 
Mais um exemplo? Na Europa a figura do cobrador de ônibus é praticamente inexistente, você entra no trem, metrô ou busão passa o cartão e paga a sua passagem, simples, na base da honestidade. Há uma fiscalização por amostragem e os números de multas aplicadas (50 euros) cai ano pós ano, e a maioria deles é de turistas que convenhamos, podem não saber como funciona o sistema.
 
Quer mais? Na Suécia há o transporte gratuito, para quem precisa de transporte gratuito. Não tem fiscalização nenhuma, ninguém perguntando se você está realmente sem dinheiro, apenas uma porta aberta e caso você precise, passe, simples assim.
 
Reclamamos, e muito, dos governos e temos toda a razão em reclamar, mas será que temos moral para reclamar? Temos dado exemplo aos nossos filhos de como agir no futuro?
 

Important!

Pode parecer pouco, é “apenas” um livro, é apenas algo grátis, é apenas um copo de refrigerante, apenas pular uma catraca, apenas furar uma fila, vivemos no mundo do apenas, apenas para reclamar.

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fev 08

Existe a hora certa para desistir?

good-luckAs pessoas normalmente dizem: é muito difícil perder, e isso é fato, ninguém gosta, mas o mais difícil mesmo é não jogar mais.Sim, pois na derrota tudo o que você tem a fazer (como se fosse fácil) é levantar, sacudir a poeira e tentar novamente. Mas e quando não há essa possibilidade? Quando o mundo te cercou de tantas maneiras que o correto é baixar bandeiras e declarar a derrota, desistir.

Não queridos, não é fácil. E assim como um feto que sente pavor ao sair da barriga de sua mãe, desistir causa uma gama de sentimentos absolutamente distintos de tudo que você já passou, mas a pergunta é: Por que desistir? Algumas vezes não há escolha e a desistência nada mais é que uma imposição da própria sobrevivência.

Antes de seguir aviso aos incautos, não estou escrevendo sobre a desistência maior, a vida. Nunca. A vida é um jogo de fases infinitas e com vidas infinitas, nada, absolutamente nada pode fazer com que você perca a chance de recomeçar e fazer de novo. Pode ser diferente, pode ser mais difícil e até mesmo pior, mas aí vai da sua capacidade de recuperação para entender o que pode e o que não pode ser feito. Nunca desista disso.

Voltando ao nosso devaneio… quando é hora de desistir de um amor? Quando é hora de desistir de um negócio, de uma amizade, de um projeto? Quando? A imposição do tempo é um grande condicionante, mas às vezes o seu óculos está tão sujo que a referência é perdida. Sim, é uma referência ao filme  A Teoria de Tudo.

Notice

Não assistiu? Assista!

No filme falamos disso o tempo todo. Um gênio descobre que tem dois anos de vida. Ele tem uma namorada que o ama, um doutorado a terminar e apenas dois anos de vida. O que fazer? Desistir? Sentar-se a frente da tv sentindo pena  de si mesmo? Pois foi exatamente essa a escolha que ele fez. Mas faltou combinar com a namorada que não desistiu, apesar de todos os avisos, de tudo o que viria ela seguiu em frente e o convenceu a fazer o mesmo, ele fez e tudo de bom acontece. Não anteciparei aqui os acontecimentos do filme que devem ter grande similaridade com a vida real do casal, mas nele há conjunto de momentos em que você pensa, por que eles ainda estão nessa. Por que não desistem?

Saber a diferença entre o certo e o errado, e o principal: ter fé, pode ser absolutamente tudo o que você precisa para seguir em frente em sua meta, não importa qual seja ela. Não importa se é algo importante como salvar um negócio do qual dependem muitas pessoas ou simplesmente acertar aquela cesta da linha dos 3 pontos, isso não faz diferença, negócios, vida, amor… a linha é a mesma.

Alguém falou certa vez, a maioria das pessoas desiste exatamente no momento anterior a conquista do que tanto almejam. Pensemos sobre isso todos os dias. Estabeleçamos marcos, e aqui me permitam citar uma parábola da bíblia, talvez uma das mais icônicas, a de Jó. Para quem não conhece o livro, ele é curto e vale a leitura, nele você ficará com raiva de Deus, do Diabo, do próprio Jó e depois destes sentimentos serem conflitantes você poderá chegar a uma única conclusão: não desista. Não importa o tamanho das dificuldades, não importa o tamanho das privações, não desista.

Por fim lembro a vocês que pequeno ou grande são proporções de grandeza que dependem única e exclusivamente dos olhos que enxergam. Faltar sabão para lavar a roupa é tão ou mais importante do que faltar tinta na impressora ou ainda uma ambulância para levar alguém ao hospital.

Important!

Tudo depende de como isso seria usado, por quem seria usado. Não há diferenças ao longe e de perto só quem passa por estes momentos é que pode opinar.

Todos temos sonhos não realizados, alguns de nós desistimos de realizá-los, fomos enforcados pela vida, pelos acontecimentos, outros simplesmente mudaram de sonhos, o importante é não desistir em tentar ser o melhor que você puder ser, fazer o melhor que você puder fazer e finalmente, ser quem você gostaria de apontar para o seu filho e dizer: este fui eu.

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jan 19

O Facebook não é lugar para pessoas felizes

fila de opinião

Esperando para compartilhar opiniões iguais a tua

Ok, admito, o título talvez seja um pouco incisivo demais, mas acreditem, é a realidade, e ao ler “Facebook” leia “Redes Sociais” (não usei esse título porque ficou grande demais, coisas da minha cabeça). E não é só isso, ao contrário do que faz crer a crença popular, o Facebook (leia Redes Sociais) também não é lugar para debate, não, não e não, pensa que é? Oh, coitado!

O Facebook é o local das certezas, do encontro de opiniões iguais, da formação de quadrilha das letras, é lá, neste cantinho de pixel e códigos que moram as maiores aberrações e arbitrariedade possíveis.

NoTA dO LeiTOR.

Ai, Ediney, então você é contra a internet? Ui, isso é coisa de petista, de tucano, do mensalão, do tremsalão, é culpa da Dilma, tá ganhando dinheiro de quem?!

Continuando o texto…

Cara, pare. Só pare. É exatamente sobre isso que eu estou falando, por que diabos eu tenho que ser contra alguma coisa apenas por falar outra? Veja o exemplo dos fãs da Banda Calypso, por exemplo, o que fizeram? 3 coisas:

– Foram na página da Banda lamentar o fim e xingar o Ximbinha (agora é com X)
– Foram na página do Ximbinha xingar o Ximbinha
– Foram da página da Joelma xingar o Ximbinha

Não sabiam de nada, absolutamente nada do que acontecia, quem sabe o tal do Ximbinha realmente fosse um canalha, mas quem sabe, não. Ainda assim, sem dar o benefício da dúvida, sem pensar duas vezes, as pessoas tiveram todo esse trabalho. Mas não termina por aí, nunca termina por aí. Fosse um pobre incauto, crente de que esse tal de Facebook  é de fato o local do debate e diz:

 – Gente, eu gosto do Ximbinha, vou sentir a falta de dele.

Observe que ele não xingou ninguém, não falou mal da Joelma, nem mesmo defendeu o Ximbinha, apenas expressou sua opinião sem fazer juízo de valor. Não adiantou.

O que ele recebeu como resposta variou de “maldito”, “batedor de mulheres”, “assassino”, enfim… a claque se uniu em gangue apenas porque o cidadão disse que gostava de outro alguém.

Mas a vida, meus amigos, parcos leitores, também é feita de “falsianes web”, são aqueles que inventam um conteúdo “só para ver no que dá”. Algumas vezes, acontece o pior, como o caso das pessoas que quebraram agências da Caixa porque um boato espalhou que aqueles que não retirassem o dinheiro do bolsa família naquele dia ficaria sem nada, ou a senhora dona de casa com problemas mentais que foi assassinada por conta de um boato que falava da presença de uma pessoa que sequestrava crianças, alguém apontou a senhora, que morava no mesmo local há 23 anos e tinha 43 anos e 3 filhos.

Vamos nos ater apenas nas besteiras. Recentemente vi no Facebook (não esqueça de ler redes sociais) uma postagem indignada contra a Rede Globo pois a mesma não havia noticiado a morte da cantora Roberta Miranda, dizia a postagem:

“Merda de emissora. Só o brasileiro para assistir esse lixo. Morre uma das maiores cantora (sic) e eles não falam nada no Jornal Nacional só a morte daquele rockeiro (sic) maconheiro” (era o mesmo dia da morte de David Bowie). Um incauto amigo do cidadão que compartilhou comentou:

– Mas isso é mentira, pare de compartilhar essas coisas.

Recebeu como resposta:

– Vi o link e compartilhei, não sei se é verdade.

Observem: Não sei se é verdade. O cara não sabe se é verdade, o cara inclusive sabe que pode ser mentira, mas ainda assim ele compartilha e fica bravo quando alguém o confronta com a verdade da mentira (ficou estranho), afinal a “rede é democrática, eu posso escrever o que quiser”. Neste caso, os “curiosos” e não informados se deram mal. O link da notícia direcionava para outro site, que até tinha uma notícia falsa sobre a morte da cantora, mas também instalava um daqueles programinhas que acaba com o seu computador e com a sua conta bancária caso você a acesse a partir da máquina.

Então, nobreza, o Facebook (já sabe, né?) não é lugar de gente feliz, não é lugar de democracia, é lugar de encontro de ideias e de iguais, mesmo que estes sejam asnos com feno na boca, ainda assim, iguais. Não se preocupe se você esquecer a regra, os haters sempre estarão lá para te lembrar disso.

O site Oba Oba fez uma lista com 10 comportamentos que só um hater tem, confere aqui 

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jan 04

Não dê muletas para quem não as pediu

coragem-blog-477x300Começou de novo! Sim, eu sei, você já leu isso em todos os lugares, você já escreveu, enfim, mas o fato é que de fato começou novamente um ano que parecia não acabar mais, ao menos para a maioria dos brasileiros, eu disse, a maioria, pois há pessoas que não queriam que este acabasse. Sim, acredite, há pessoas que são e pensam diferentes de você. Não há problemas nisso, mas em 2015 parecemos ter esquecido do diferente, do verso, do lado b. Não falo só das intermináveis e chatas discussões políticas, não falo só para o clássico Aécio X Dilma, Golpe X Não vai ter golpe, não. Falo sobre absolutamente tudo. Esquecemos como é ser diferente.

Mas qual é o grande lance de um ano novo? Qual é o motivo de comemorarmos algo que acontece todos os dias (a meia noite)? O calendário dividido em dias, meses e anos é apenas uma forma de melhor organização, pois seria complicado escrevermos que estamos no dia X milhões, não daria no Twitter, por exemplo. Mas estou divagando, o grande lance do ano novo é a chance de acreditar, perdoar, repensar e recomeçar.

Alguns acham um tormento ter que recomeçar no mesmo trabalho, na mesma rotina, no mesmo dia a dia, outros vibram com isso, e tal acontece em um mesmo setor, em uma mesma empresa, algo completamente normal. A dica é a seguinte: recomece a partir do momento em que tudo fizer sentido. Os desafios serão muito importantes na sua vida, se eles forem importantes para você, se você gosta da segurança, da acomodação, siga esta receita.

Eu sei, estamos em crise, eu sei, a economia está terrível, mas acredite, já esteve pior, acredite, as pessoas viveram para nos contar, acredite, se você tiver coragem e força de vontade, irá vencer. Não estou dizendo que será fácil, não estou dizendo que há uma receita mágica, não estou nem dizendo que você irá vencer. Não. Estou dizendo que não há vitória sem luta, ou como diria Walt Disney, não há vitória sem trabalho duro.

Então meu amigo, levando em conta a perspectiva de vida do brasileiro, 77 anos, levando em conta que você estará saudável durante todo este tempo, levando em conta que você só começa a tomar decisões válidas na sua vida a partir dos 18, e levando em conta que com certeza você já tem mais de 18, faça as contas e se pergunte, que tempo estou perdendo em algo que não amo? Por que estou perdendo este tempo?

Família, filhos, contas, prestações, não importa, como disse acima, não será fácil, mas não jogue muletas para quem não as pediu, assuma seus desafios, encare e seja feliz. É disso que se trata a vida, ser feliz. Mas, um alerta, faça definições antes de começar. Defina o que é sucesso para você e quem sabe, só quem sabe, você já atingiu essa definição e nem sabe, anda insatisfeito por pura falta de informações. Defina, o que é felicidade para você. Arrisque, não há certezas no mundo, apenas tentativas insistentes e determinadas são recompensadas.

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