Aprendendo com o profissional Woody da empresa Quarto de Toy Story

ATENÇÃO: para quem entender, há spoilers.

Era uma vez um executivo de alta performance chamado Woody.

Woody conhecia todos os processos da sua empresa chamada “quarto”, tinha todos os seus subordinados sobre controle, promovia debates e reuniões constantes, mantinha feedback claro com todos, mas havia um problema: Woody era considerado velho, era da década de 50.

Todos os anos a empresa que Woody trabalhava promovia um evento especial em busca de novos integrantes para a empresa, este evento chamava-se aniversário, normalmente, Woody sempre mantinha a calma, afinal, tinha a simpatia do conselho diretivo, tinha alta performance nos principais indicadores como alegria, brincadeiras, amizade e lealdade, então, não tinha com o que se preocupar… será?

Em um destes eventos, Woody foi surpreendido com a contratação de outro executivo, Buzz. Buzz era um profissional da nova geração, entendia os principais apontamentos, sabia as tendências de mercado e assim como Woody, mantinha um ótimo relacionamento com seus pares.

Em um primeiro momento Woody reagiu mal, confrontou o novo executivo, tentou deixá-lo mal com a chefia, fez fofoca com os seus pares e acabou sozinho. Quase perdeu o cargo que tanto demorou a conquistar. Chegou a hora do profissional se reinventar. Woody teve que entender que os tempos mudaram, que era vez ou outra é preciso dividir a liderança e assim as responsabilidades. Nesse momento, apesar da idade que normalmente o tiraria do mercado e o encaminharia para a aposentadoria, o xerife, como era conhecido entre os amigos, permaneceu.

Mas, e na vida há muitos “mas”, chegou a hora da mudança. A empresa “Quarto” estava mudando o status quo, não havia mais espaço para profissionais como Woody, Buzz e sua equipe. O que fazer? Novamente a receita se repetiu. A dupla foi em busca de outra empresa que necessitasse dos trabalhos da equipe. Encontrou uma nova empresa “Quarto”, local em que puderam manter viva a chama da sua competência e não precisaram abrir mão daquilo que mais amavam; bater as metas que comentamos acima e o trabalho em equipe.

Aqui é importante um registro: apesar das mudanças, Woody, Buzz enquanto líderes jamais deixaram o desânimo pela falta momentânea de trabalho abalar a equipe. Sempre procuraram motivar cada stakeholder de cada projeto, em conjunto com isso, nunca deixaram a lealdade lhes faltar, enquanto a primeira empresa “Quarto” precisou, a dupla permaneceu. Assim, mostraram ao mercado que eram profissionais diferenciados.

Mas, e como já comentei na vida há muitos “mas”, o tempo de Woody parece ter chegado ao fim. Ele já não era chamado para as principais reuniões na empresa “Quarto”, muitas vezes decisões eram tomadas à sua revelia e até mesmo contra sua orientação. Houve também a aquisição de um novo profissional, este, totalmente desqualificado para a tarefa que fora designada e ainda assim estava a frente de projetos que não queria, mas que Woody queria.

O que fez Woody?

Se revoltou? Tentou sabotar o novo integrante da empresa? Não. Se reinventou.

Como era de seu caráter absoluto, fez o que pode para motivar e treinar o novo colaborador, fez com que este entendesse que a CEO Bonnie precisava de um profissional motivado, que encantasse a cada momento. Treinou, treinou e treinou. Desta vez, apesar de cansado, Woody não dividiu esta tarefa, tal qual um desafio a si mesmo ele fez o seu melhor. Até que chegou a hora de deixar a empresa “Quarto”.

Claro, houve receio, claro que sua equipe fez o que pode para demovê-lo da ideia, mas a verdade é que quando algo não é para você, você também não é para algo, então… Woody se foi. Hoje, atua como freelancer em projetos de resgate e aquisição. Woody também reencontrou uma antiga parceiro da primeira empresa “Quarto” que lhe ensinou que sim, há vida fora do “Quarto” e assim, conhecemos a saga de Woody. Um profissional que qualquer empresa gostaria de ter em seus quadros.

Woody foi até os últimos segundos na empresa “Quarto”, diferenciado. Woody, provavelmente não teve ao longo de sua carreira o reconhecimento que merecia, a remuneração que merecia, mas ainda assim, ele sempre deu tudo o que tinha, e tudo o que ele tinha era o seu melhor.

Por que meu negócio naufragou?

bankruptcy-750xx3795-2135-0-80Muito já escrevi com o passar dos anos neste blog e nas redes sociais, já falei, enfim… fiz o que pude para tentar humildemente orientar, dar a minha opinião sobre algo que as pessoas tem certo dificuldade em entender: você é responsável por seu destino. Ok, eu concordo que a sorte tem sua parcela de culpa na coisa toda, eu concordo que as circunstâncias vez ou outra te joga no fundo do poço e é difícil recuperar, mas posso te garantir uma coisa: só depende de você! Antes de continuar quero te lembrar duas frases e falemos delas na sequencia:

 

 – Quanto mais eu trabalho, mais sorte eu tenho!
 – Enquanto muitos perdem tempo chorando, eu perco meu tempo vendendo lenço

Estas frases só confirmam uma coisa, há saída. Ela está ali, e depende de cada aproveitar a oportunidade. Recentemente li o livro, “QI Estratégico”, um livro bem denso mas que em suma te chama para um reflexão: não deite em berço esplêndido, ele irá te derrubar. É preciso aproveitar cada ciclo para antecipar tendências, ajustar estratégias e mudar rumos. Em momentos de crise, por exemplo, é importante saber fazer mais com menos, descobrir quais áreas poderiam ser melhor avaliadas, quais precisam de investimento e quais podem te fazer economizar. Não, ninguém quer mandar ninguém para o olho da rua, às vezes é preciso, mas esta deve ser uma solução pensada e baseada em números e não em medos.

Respondendo, finalmente, o título deste artigo: os gestores se perderam no próprio choro. Pensaram que seus negócios seriam perenes e eram efêmeros. Não entenderam os desafios que o mercado lhes propôs e não se reinventaram, na tentativa de descobrir a roda, foram atropelados por ela. Reinvenção é algo diário, sim, tem que ter o seu DNA, sua visão, seus valores, mas ainda assim tem que haver adaptação. Pense em grandes empresas que são hoje diferentes do que imaginaram em qualquer de seus sonhos: a Nokia trabalhava com peixes, a Virgin era uma loja de vinil, enfim, exemplos não faltam e podem lhe servir de inspiração.

Em momentos de dificuldade você não freia, você acelera, porém por caminhos diferentes. Pense nisso!

Boby, o cara que resolve os problemas. Sua empresa tem um Boby?

Muito se fala no mundo corporativo em pró-atividade, é basicamente aquela tarefa que a maioria das pessoas faz corpo mole, que não por acreditar que aquilo não faça parte de suas atribuições, mas alguém, de repente, sem ninguém pedir, resolve ir lá e resolver! (com o perdão do trocadilho). Esse é o Boby, nosso personagem no texto de hoje.

Boby Vendramin é meu amigo, é um empreendedor, não é um funcionário e pratica a pró-atividade de maneira correta, ou seja, faz e ensina a fazer. A pró-atividade não deve ser uma tarefa a mais na mesa de alguém, não, ela deve ser exercida esporadicamente por quem busca aprender e ser rápido na execução das tarefas.

Boby, nosso personagem, Boby verifica as informações antes de repassá-las, foca na solução e não nos problemas, busca abordagens criativas, e tem uma irritante, porém, pertinente perfeição em seus trabalhos. Mas que trabalhos? Aí é que entra a pró-atividade de Boby. Ele, de nascimento, (ok, piadinha sem graça) é Webdesigner, mas o meu problema é com o celular, e aí? Aí é que Boby não sabe resolver, mas procura, insiste, tenta e se tudo der certo, resolve.

Isso é pró-atividade, fazer algo por alguém de maneira  ou pela empresa sem ser cobrado e tão pouco pago por isso.

No mundo corporativo as pessoas  buscam cada vez mais a individualidade, quando o mercado busca exatamente o contrário, e esse cuidado é pertinente a quem quiser entrar em grandes empresas o, a divisão do trabalho, o autogerenciamento são ferramentas valiosas que estão a disposição da gestão e logo será culturalmente implantado no Brasil.

A pró-atividade será, em um futuro próximo, tema de feedback, hoje ela é apenas um plus e nada mais que isso, as pessoas não são demitidas por não serem pró-ativas, mas não são promovidas por não o serem.

Pessoas como Boby podem fazer parte de times de alto desempenho, que, aliás, precisamos ter uma nota mental sobre o que são times de alto desempenho. Eles, definitivamente não são aqueles times que vez ou outra batem metas ou fazem o que são pagos para fazer. Times de alta performance são aqueles que fazem sempre bem, sempre com excelência o que são pagos para fazer e por isso alcançam resultados desejados.

Boby, é meu amigo como já falei aqui, mas mais do que isso, é um profissional “Midas”, tudo que ele coloca a mão vira ouro porque ele faz com dedicação e cuidado cada uma das tarefas que são atribuídas.

Entender a parte do todo é o “pulo do gato”

Uma vez usei o termo “vestir a camisa” e um coordenador comercial me censurou. Dizia-me ele que este termo havia sido derrubado por grandes estudiosos da administração. Que as pessoas devem focar em sua tarefa e que a somatória de esforços traria o resultado da empresa. Não acreditei.

Desde que me lembro, sempre me apaixono pelas coisas que faço, não dou valor para as coisas pelas quais não torço. Não tenho fé em algo sem contexto, sem um bem maior por trás, sem um objetivo gigante.

Trabalhar em equipe é essencialmente isso! Fazer o “seu” bem feito, além de torcer e “ajudar” o colega a também cumprir sua tarefa, e assim chegarmos a um resultado comum. Há muito tempo, quando estabeleço metas, deixo claro que o alcance individual não tem valor já que a questão máster não foi alcançada. Justo ou não? Talvez o tema suscite polêmicas, mas a verdade é que não se pode premiar um fracasso, nem que seja premiar a parte “boa” do fracasso, ela não existe.

Há vários tipos de equipes, confira alguns:

• Equipe Família: é aquela que todos conhecem a maioria dos detalhes da vida do outro, mesmo as nuances pessoais. Há respeito na forma hierárquica, porém há maior liberdade de se tocar em temas polêmicos ou pouco convencionais em uma relação normal do trabalho.

• Equipe Cuba: Há o ditador, a divisão de tarefas imutável, e cuidado se alguma das tarefas não sair a contento.

• Equipe Rio 40º: Um chefe que não consegue se impor, uma equipe que age na base da rotina e quando o resultado acontece é mais na base do suor do que da competência.

• Equipe Dr. House: O chefe é um gênio e também um carrasco. O resultado é o objetivo da questão, e nesta equipe os fins sempre justificam os meios.

• Equipe Silvio Santos: Aqui quem manda é o patrão. A equipe não sabe quanto tempo irá ficar no ar, quando terá que mudar de horário e tão pouco se o humor do chefe irá lhe permitir fazer qualquer tipo de participação

• Equipe Lótus: O objetivo é sempre ficar na frente do último. As metas não estudadas com base nos números de mercado. O melhor das pessoas não é extraído e o resultado é a total inércia.

Evidentemente existem vários tipos de equipes, todas com seus pequenos detalhes e pequenas vantagens. A maioria delas sobrevive a maior parte do tempo na base da superação, o ideal para um dia a dia corporativo é:

• Tarefas bem definidas para cada indivíduo • Cada um entender que faz parte de um grande plano para se alcançar uma meta maior;

• A permanente distribuição de informações é um dos “pulos do gato” do sucesso;

• O estímulo a competição é importante, mas não deve ser a meta principal;

• E por falar em metas, elas devem ser feitas em conjunto com a equipe e cada pequeno número deve ser estudado e explicado.

Não há receitas de bolos em gestão de equipes, mas evitar pequenos erros ajudam e bastante na rotina corporativa.

Apostas

Diariamente fazemos várias apostas. Apostamos na roupa que escolhemos para o dia, no caminho que escolhemos para o trabalho ou nos cinco minutinhos a mais que para você não farão falta.

Algumas apostas são mais ousadas que outras, se você escolher uma camisa horrorosa ouvirá gozações mas a sua vida seguirá como dantes. Se você se atrasar para o trabalho levará uma bronca ou advertência e a sua vida seguirá como dantes. Agora há escolhas que mudam tudo o que você reconhece como normal a sua volta.

No amor e na vida profissional estas apostas são mais contundentes. No amor você pode apostar que traindo não será descoberto e mesmo que não seja a sua vida mudará, você mudará o seu conceito de “normal” ou viverá sobre a tensão de ser descoberto. Casar ou não casar? Separar ou não separar? Todas apostas!

No trabalho, as suas apostas além de mudarem a sua vida podem mudar a vida de várias pessoas, sua equipe, sua empresa e a imagem que as pessoas tem dela. Tive um chefe certa vez, que humildemente cito, Sérgio Ludtke (hoje editor da plataforma digital de uma grande revista), que era inquieto. Gostava de apostas e elas normalmente eram certeiras, demonstravam resultados.

Lembro que eu, um ignorante editor assistente, me questionava a aposta chamada “twitter” proposta por Sérgio. Não via utilidade naquela ferramenta, não entendia porque devia perder o meu tempo e de minha equipe com “aquilo”, que as pessoas na web eram ativas e não passivas para esperar que as notícias ou links viessem até elas, não preciso dizer que era uma aposta certeira. Na época troquei a incredulidade por cursos, me atualizei e hoje vejo com menos miopia as coisas ao meu redor.

A principal diferença entre apostas certeiras e apostas que “apostam” (com o perdão do trocadilho) na sorte é o embasamento delas. De manhã quando você vai escolher a camisa para o trabalho você se tem como base o seu gosto pessoal, os elogios ouvidos outrora ou a moda que lhe dá sustentação na escolha, a chance de você errar diminui sensivelmente.

No trabalho também é assim, as apostas devem responder ao lead, devem conter experiências pessoais acumuladas e principalmente devem ter o propósito para as quais nasceram. Quando o meu ex-chefe fazia as apostas editoriais dele, tinham no currículo sua experiência pessoal , pesquisas de tendências e o que não é ensinado nas academias, o feeling.

Hoje sou menos ignorante que naquela época e ainda muito ignorante para nossa época, mas procuro fazer apostas mais certeiras do que aquelas que contam com a ajuda divina para o seu sucesso.

Então, antes de empreender esforços em algo oculto ou sem histórico de sucesso, pense em como fazer e por que fazer…isso lhe poupará um tempo precioso, um desgaste desnecessário e um atalho atraente para o resultado final,e ainda assim lembre-se, apostas são apostas e dois resultados são possíveis: ganhar ou perder!

A diferença do bom colaborador do “nem tão bom assim” define-se pelo seu salário?

Essa é uma questão que vem atormentando gestores com o passar dos meses. Muitas vezes ( e é a maioria) os gestores tem pouco ou nenhum poder de decisão sobre este assunto e tem que “brigar” com seu superior como se fora pedir um aumento para si mesmo.

Dentro da equipe a questão é ainda mais delicada. Talvez por um erro de comunicação do gestor, ou pela falta de credibilidade do mesmo, o colaborador sente-se injustiçado ao exercer um trabalho que despende maior tempo, maior cobrança, maior concentração e no fim do mês o seu salário vem igualzinho ao colega menos “cobrado”.

Aqui está uma questão que todo gestor deve prestar atenção. Apesar de parecer um tema batido, equipes inteiras são contaminadas ou desfeitas por temas como estes. O superior deve deixar claro para seus comandados qual é, e como funciona o posicionamento salarial da empresa. Como e quando um colaborador pode receber um aumento e o que o fato dele ter mais responsabilidades que outro se deve a confiança que o gestor deposita nele e que na eventualidade de uma promoção, com certeza o seu nome estará no topo da lista de indicados.

Tenho certeza que muitos dos que leem este artigo estão se perguntando: E a meritocracia? Sim, vocês tem razão e sempre que possível ela deve ser aplicada diariamente, mas aqui tomamos por base a situação da maioria das empresas brasileiras que tem políticas de salários definidas por cargos e não por trabalho exercido e isso faz toda a diferença em seu relacionamento profissional.

Algumas vezes deixamos passar pequenas coisas na rotina de trabalho como se elas fizessem parte do conhecimento comum, o que não é verdade. Todos que tomam decisão devem ter sempre em mente é que o que não é dito, por mais absurdo que o tema seja não pode ser cobrado!

Pense nisso na próxima reunião que fizer com sua equipe e veja o clima funcional melhorar 100%.