Tempo, será?

Acabo de postar no twitter, “compro tempo, paga-se bem…” e logo após ter apertado a tecla “enter” pensei, para quê?  Para ver o vídeo de um débil mental contando como foi que matou o cartunista  Glauber e depois atirou em policiais no intuito de chegar ao Paraguai? Para ver o policial que mal preparado tomou um tiro da própria arma enquanto fazia uma batida? Para ver São Paulo passando vergonha mundial com a prova da Indy ou ainda para ler que o Rio de Janeiro não tem dinheiro para fazer as Olimpíadas caso os royaltes do petróleo não sejam mantidos, nessa chantagem barata do governador? Não,eu errei! Não preciso de mais tempo, ou melhor, preciso de mais tempo para coisas que não posso ter.

Preciso mais tempo com minha família, com meus amigos, com os esportes que sempre postergo começar. Preciso de mais tempo para  tentar decifrar esse enigma terrível, “ser ou não ser”. Sim, ser!

Fico pensando: como dormem a noite os abutres do dinheiro público? Como dorme o governador do DF ao saber que o dinheiro fácil colocado em uma sacola fez com milhares de pessoas de seu estado passassem fome diariamente? Como dormem os presidentes, líderes, ditadores que matam com diferentes justificativas povos de diferentes histórias?

Como dorme o deputado que matou e ainda não pagou? Como dorme o juiz que 10 anos depois adiou novamente o julgamento do caso Zanella? Como dormem? Como? Já escrevi aqui que sofro por antecipação, se devo uma agulha ao colega ao lado não durmo, porque sabe-se lá se ele precisará ou não da bendita agulha…

Existem pessoas que são más por natureza, nasceram assim, não tem muito o que fazer, são más, fazem o mal, sabem que é o mal, mas ainda assim, deitam e dormem. Como?

Nosso país tem jeito? Não sei! O que sei é que enquanto formos bonequinhos manipulados tais como fantoches, e aqui me incluo solenemente, sou apenas um bitolado da história, sou mais curioso, mas ainda assim manipulado. Tenho convicções tão contaminadas pela opinião de terceiras e incrustadas na minha personalidade que nem lembro mais o que era ou o que pensava. Mas de uma coisa sei, deito e durmo, não tenho atitudes que prejudiquem, que roubem ou algo que o valha, certamente tenho menos recursos que aqueles que hoje tem muito tempo para planejar suas maldades.

Afinal, para que eu quero mais tempo mesmo? Melhor ficar concentrado no trabalho e esquecer o mundo a minha volta.

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