O início da guerra contra a lua

O ano não poderia ser pior, 2789, o planeta Terra acabava de ser atacada por Marte e sua colônia de humanos independentes. Havia resquícios de energia nuclear carbon 72 por todo lado. Graças aos cientistas da Nova Terra, os efeitos não passavam de simples dores de cabeça, ainda assim, incomodavam, e muito.

Com sua base na lua desde 2098, o ser humano transportou para lá um velho hábito: o da conquista.

Países independentes iam, se instalavam e depois, ansiavam por mais território, deve ser algum defeito no DNA humano, especulam cientistas, afinal, cada palmo da lua é exatamente igual ao anterior, ainda assim, havia guerras para conquistas de territórios.

Em 2356, tivemos um versão aprimorada do império romano dos tempos medievais, como são chamados os séculos anteriores ao 22, o povo PruRo, uma mistura de russos originais com alguns dissidentes europeus, havia conquistado toda a lua, todos os demais povos, incluindo o extinto povo (na lua) dos Estados Unidos.

Segundo as contas dos ministros terráqueos, não valeria a pena manter uma base na lua apenas pelo nome, a era da vaidade havia dado espaço para a era da razão.

Desde então, o povo Pruro começou um ambicioso projeto de oxigenação do satélite, o projeto, claro, era complexo. Havia a necessidade de 3 camadas de proteção multilaser para evitar as chuvas de meteoros e também de lixo estelar, cada vez mais comuns, as camadas teriam que ter a possibilidade de abertura e fechamento instantâneo para a saída e entrada de naves. Além disso, uma grande redoma de vidro seria colocada trazendo enfim um ambiente oxigenável para o satélite, a partir daí, permitir sua agricultura e auto-suficiência.

Tudo ocorria sem maiores intercorrências não fosse por um fato absolutamente simples: sementes.

Não havia sementes na lua, agora chamada de Planeta Independente PruRo. Uma comissão diplomática foi enviada ao planeta mãe para negociar a compra das sementes junto as autoridades, mas não obteve sucesso. Uma coisa era tomar para si um satélite sem expressão ou função, outra era querer transformá-lo em um planeta. Além disso, já havia diferenças visíveis nas marés ocasionadas pelo “fechamento” da lua.

Definitivamente não haveria negociação.

Sem saída, ao povo PruRo restavam duas opções:
– comprar o alimento necessário diretamente de outros planetas ou;
– atacar, roubar o planeta mãe em busca de sementes.

Continua…

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