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nov 01

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Das reticências da vida…

Pax-Leonard-Stephen-1As importantes coisas da vida, serão mesmo tão importantes assim? Estaremos nós, dando a devida prioridade para quem merece prioridade? Não importa a sua crença, tem os que acreditam que tudo termina por aqui, tem os que esperam encontrar virgens, tem os que esperam dormindo um julgamento e tem aqueles que apenas se mudam após a morte, como eu disse, não importa a sua crença, ela é pequena, vã e insuficiente para explicar coisas do nosso dia a dia. Por que fiz isso, por que fiz aquilo…bem me quer…mal me quer.

No final, todo ser humano é ridículo, cada qual a sua maneira, uns são covardes demais, outros corajosos demais, outros não dão valor, outros não encontram valor ou nunca estão satisfeitos com o que tem. Uns tem demais, outros tem de menos, uns andam de carro, outros de ônibus, outros vão andando… não importa. No final, todos somos igualmente ridículos, como diria Raul, com a boca cheia de dentes esperando a morte chegar.

O ser humano tem apenas uma certeza na vida: vai morrer. Se o final já está desenhado, por que insistimos em não mudar a narrativa? Quem disse que você tem que estudar 20 anos? Quem disse que você tem que trabalhar 40? Quem disse que você precisa casar, ficar solteiro, ter filhos? Ninguém, ainda assim, apesar do final já estar escrito, apesar das crenças pessoais de cada um, ainda assim, seguimos tais quais bois em direção ao abatedouro.

John Lennon (Não gosto dele #prontofalei) disse uma vez (disso eu gosto) que vida é aquilo que acontece enquanto você está fazendo planos. Para que planos, cara pálida? Não existem planos, existe um final já escrito, você só precisa tomar uma decisão importante na vida, só uma… como você vai chegar até lá? E sabe o mais incrível de tudo isso… não existe respostas erradas.

Você pode encontrar com seu destino inevitável sendo uma dona de casa feliz, sendo um executivo multimilionário, sendo um andarilho… não importa, não existem respostas certas. Só existe um compromisso que deve ser seguido: você deve ser feliz na jornada. Não importa o que aconteça, como você viva, quais são as suas limitações, há sempre uma escolha, como diz o ditado, se for cair… que caia atirando. Você pode escolher submeter a sua vida a felicidade dos outros, ok, nada errado com isso, desde que você esteja feliz com essa decisão. Perceba que seja qual for a sua decisão, o final ainda é o mesmo.

Você pode decidir que chegará ao final sendo o maior babaca dos últimos tempos, ok, o destino é o mesmo. Pode ser que menos pessoas chorem no seu enterro, mas quem se importa. Se você era amado ou odiado isso agora pertence aos livros ou a memória de cada um, não tem nada a ver com você. O importante… já disse, é você chegar na bandeirada final com a alma lavada, com a jornada concluída.

Quer outra boa notícia? Lá vai… você pode mudar de ideia a qualquer momento, em qualquer idade, a qualquer tempo. Sim, afinal você não sabe quando chegará o momento, então… se você decidir ser quem realmente quer ser um minuto antes do final, ainda assim você morreu sendo quem sempre sonhou ser. Não pensem que este texto tem a ver com morte, pois não tem, uma leitura básica vai te levar a concluir o óbvio, este texto é sobre vida. Ela é que importa.

Não se culpe demais, não beba demais, não faça nada demais. Experimente. Viva. Seja feliz na medida, seja triste na medida, experimente o fel para sentir o verdadeiro sabor do mel.

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