Feliz pior ano velho!

Vivo escrevendo sobre como o paranaense pensa pequeno. Acho que o sentimento autofágico que nos é imposto por nós mesmos ao longo dos tempos dificulta nosso crescimento profissional, nosso crescimento intelectual. Pontualmente somos um grande celeiro de várias coisas como jornalistas, humoristas, atores, temos algum sucesso na música e somos expoentes na agricultura, e ponto.

Quando ameaçamos brilhar um pouco mais do que o convencional conseguimos, como ninguém, nos sabotar de maneira espartana. Na política por exemplo, já tivemos candidato a presidência da República, Afonso Camargo, o chamado “Pai do Vale Transporte” sua candidatura foi mais levada a sério em outros centros do que no próprio Paraná. Ano passado, Álvaro Dias era um dos mais cotados para ser candidato a vice na chapa de José Serra, o que fizemos? O boicotamos solenemente, através do tucanato local não mantivemos palavras, desfizemos acordos e Álvaro ficou sem o posto.

E ainda na política jamais tivemos a participação que temos hoje, um casal no ministério e um chefe no gabinete da presidência, mesmo assim, não gostamos quando uma verba bilionária é liberada para a construção do metrô, ou é porque nosso sistema é melhor, ou porque ela poderá ser usada como propaganda eleitoral.

No esporte, aí sim, somos os campeões mundiais do autofagismo, ontem, por exemplo, era assim, o Coxa ganha vai para a Libertadores, o Atlético ganha poderia se salvar. O Atlético ganhou, mas não levou, seguiu o caminho que iniciara em Janeiro e foi rebaixado. O Coxa, finalista de tudo em 2011, ficou pelo caminho, tristes, certo? Nada!

Saíram todos saltitantes para casa, afinal o Coxa não foi para a Libertadores o que serviu de alento para a torcida atleticana, e a da Coxa igualmente feliz visto que seu maior rival foi para a segundona. Enquanto isso, em Minas, um time que nada ganhou em 2011, sem os 3 principais jogadores, venceu o maior rival de 6, para não deixar dúvidas. (se você me perguntar se eu acredito em entrega do jogo, digo sim, mas não pelo nobre motivo do bairrismo, é outro esporte, que não futebol).

Terminamos 2011 como 2010, pobres, violentos, cheio de impostos. A tão criticada família no poder criticada por Beto Richa só mudou de sobrenome e ganhou superpoderes. A violência desenfreada piorou em 2011, apesar do lançamento do Paraná Mais Seguro, diga-se de passagem, o único programa com a marca do atual governo. Os buracos das ruas curitibanas pioraram, mas sejamos justos, eles estão instalando novas luminárias, que por ignorância não consigo entender por que são tão importantes.

É verdade que iremos pagar menos multas em 2011, já que a URBS foi proibida de multar. Não se preocupe, ano que vem ela volta! Em 2011 também conhecemos o verdadeiro Derosso, 14 anos na presidência da câmara, contratou a mulher para fazer assessoria, e nada. Nada ué, qual é o problema? Eles preferiram criticar a vereadora que os criticou. E uma das poucas coisas que funcionavam razoavelmente bem em Curitiba, a saúde, entrou no ritmo do MMA e houveram muitas agressões aos funcionários públicos.

É, 2012 que nos aguarde, seguimos no embalo do Tiririca, pior que tá, não fica!

1 thought on “Feliz pior ano velho!

  1. Sobre o futebol, te digo… o dia em que esse esporte melhorar minha vida em alguma coisa, eu prestarei atenção nele… mas na atual conjuntura, quero que o cu de coxas, atleticanos e paranistas pegue fogo… tô nem aí… não me importo com futeba…
    E no mais, esse “autofagismo” já sentimos na carne como é… e quanto às multas, impostos e cia, ah! Meu amigo, sou crente que as coisas só irão de mal a pior… as vezes me pego divagando: “Será que não seria bom se o mundo realmente acabasse em 2012?”

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