jun 01

Importa para onde estamos indo?

Eu sei, parece uma pergunta tola. Mas ela importa. Assim, como também deveria importar a pergunta desse texto. Importa para onde estamos indo? Parece que não importa não. Perdemos totalmente a a visão do todo, só vamos, tipo manada, comprovando todos os dias as mais velhas pegadinhas em que um segue o outro sem saber o motivo, assim somos nós, humanidade atualmente. Estamos sempre esperando um milagre.

Sabemos, já sabemos, ninguém mais precisa estudar ou precisa de mais tempo para comprovar que estamos destruindo o planeta, mas o que fazemos a esse respeito. Só vamos. Desfazemos acordos, criticamos quem critica essa ruptura, caminhamos para a extinção do planeta, mas seguimos indo.

Estamos cansados de saber em que tipo de políticos devemos ou não confiar, em que tipo de discurso devemos ou não confiar, quão perigosas são as arbitrariedades, mas ainda assim, clamamos por elas. Buscamos por elas, estamos apenas indo.

Estamos fartos em ouvir sobre fake news, sobre os perigos dela para a vida de pessoas comuns como eu e você e sobre a vida de toda uma nação, mas, desde que nos interesse, seguimos compartilhando fake news como se não houvesse amanhã, como se não houvesse consequências, apenas seguimos.

Recentemente passamos por muitas provas, derrubamos uma presidente, veio o vice e nos calamos sobre a corrupção dele, como se ela fosse menor que a de sua antecessora, dizemos, talvez para nos sentirmos bem conosco mesmo que também somos contra ele, mas nada, absolutamente nada fizemos a esse respeito. Quando os preços dos combustíveis começaram a disparar, nada fizemos, somente reclamamos em redes sociais. Quando uma greve dos caminhoneiros veio, apoiamos como se houvéssemos encontrado a tábua de salvação. Bastou acabar a gasolina (ou a chicória) acabar que com ela foi o nosso apoio.

Agora, de verdade, importa para onde estamos indo?

Deveria. Mas lá no fundo do nosso coração, não importa não. Queremos apenas ficarmos quietinhos em nossa zona de conforto, queremos ter um trabalhinho que nos dê uma salário no final do mês e uma leve esperança de melhora um dia, quem sabe, na vida. Queremos também que nossa opinião valha sobre todas as outras, pois, provavelmente sabemos muito mais que outros, temos a resposta e o histórico para todos as questões do mundo.

Na verdade, e de verdade, só importa para onde estamos indo se estivermos indo para onde achamos que é o caminho certo. E esse é o fim, ou ao menos é o começo dele. Na onde de # vale algumas para nossa reflexão:

#somostodoshipocritas
#somostodosegoistas
#somostodosgenios
#somostodosapenasnós

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mar 13

A alegria genuína

Ver a alegria genuína de alguém é algo sublime, divino e extremamente emocionante. O brilho no olhar. O sorriso, o choro sincero. Tudo isso faz a gente ter certeza de que sim, há algo mais, há humanidade, nós podemos ser muito melhores do que nos apresentamos. O exemplo da menina Rinah, de Macapá é um dos grandes exemplos. Um bolo, era isso que ele queria. Foi isso que ela pediu. A situação tava difícil e o valor do bolo iria fazer diferença, mas junta aqui, empresta ali e saiu até um cachorro quente com refrigerante e Rinah chorou.

Chorou o choro sincero da vida, daquilo que queremos e conseguimos. O choro de não se sentir sozinho. O choro de alegria, o choro bom, o choro gostoso, o choro da felicidade.

É assim também com trabalho voluntário, quando você não recebe nada em troca e acaba recebendo muito mais do que deu. Recebe humanidade. Recebe amor. Não dá para medir, não dá para nem mesmo para contar aos demais.

Quando você presenciar um momento destes, contemple-o. Ele é único. Você pode não ter outra oportunidade. E não pense que eles só aparecem na dificuldade, não. Ele aparece no abraço sincero, no presente de natal conquistado, ao ouvir a voz de quem se ama. Ele está lá, basta você baixar a tela do celular e ver. Simples assim.

Quem quiser ler a história da menina Rinah, clica aqui

E quem quiser ver outro momento genuíno dá uma olhada nesse vídeo aqui de pessoas ouvindo pela primeira vez

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nov 12

As coisas do meu passado

Recentemente vivi uma daquelas experiências que ninguém gosta de viver, o arrependimento. Uma querida tia, com síndrome de down, ficou muito doente até que hoje, faleceu, e evidentemente o arrependimento se dá pelo pouco tempo que vivi com ela. Ela faleceu com 47 anos, tenho 36, ou seja, poderia ter vivido muito mais, dado muito mais atenção, tê-la mimado, era uma criança.

Arrepender-se faz parte do ser humano, porém é um sentimento inútil, só serve para te deixar mal, para baixar suas onda cerebrais, e se você acredita nisso, para fazer você vibrar com espíritos nada bons, mas faz como para ter esse tipo de sentimento? Minha tia, essa criança especial em tudo representava um passado que eu deixei de lado, apesar de amar ela, de verdade, eu, pouco fiz para mantê-la por perto. É como uma lembrança, ela estava lá e poderia ser acessada, não está mais e agora, desta ligação do passado, pouco resta.

Lembro com uma saudade adolescente de quando ela e minha avó que faleceu há muitos anos vinham nos visitar, era uma festa. A Fia, como a chamávamos era capaz de decorar todos os personagens de uma novela, todos os enredos e falar sobre eles por anos, você poderia perguntar qual era o nome do ator X na novela Y que ela lembrava. Era meiga, engraçada e carinhosa, ainda assim, ela ficou distante, eu a deixei distante. Por quê? Não sei. Sempre tive notícias dela, boas notícias e isso me confortava, era se como ela não precisasse de mim, e é verdade, ela não precisava, eu precisava dela, precisava para lembrar o que eu era, de onde vim.

Neste turbilhão de notícias ruins, algo me surpreendeu, e talvez tenha me surpreendido porque estive distante e na verdade sempre foi assim, eu que não lembrava ou mesmo sabia. Eu tenho uma família, daquelas grandes de tios, primos, etc. Nesta curta convivência do hospital reencontrei a maioria deles, vi que todos estão bem e vi que se ajudam, se conhecem, se visitam e se amam. Foi muito reconfortante. E talvez como uma destas promessas que a gente faz quando algo ruim acontece, talvez porque sempre senti falta disso e não sabia, promete mantê-los por perto. Como uma homenagem ao meu passado, como uma homenagem à Fia que os amava tal qual uma criança ama seus pais. Ela tinha muitos pais e mães e eu sou muito grato por isso.

São pessoas que a amavam, que ajudavam a cuidar dela, uma criança de 47 anos e que apesar do amor, era uma criança de 47 anos. Minha tia, meus tios que lutaram até contra os prognósticos médicos, não perderam a esperança, minha prima Talita que uniu e organizou todos. Obrigado. Vocês me lembraram o que é família.

Obrigado, Fia, por todo tempo que esteve conosco, perdão por não estar mais tempo com você e sinto muito não poder te levar à praia como prometi no hospital. Quando prometi realmente achava que você iria operar, reclamar e sair dali junto conosco para o próximo capítulo da novela. Acredito piamente que você está em um plano espiritual melhor e maior. Não importa a religião, todos imputam aos downs o codinome anjo, e foi isso que você foi, um anjo. Muito obrigado.

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set 09

Uma conta alta demais para o futuro

Desde que eu me lembro, sempre tive como meta o jornalismo. Sempre brinquei de jornalismo, fazia jornais com a mão, até que aos poucos fui publicando meus próprios jornais “de verdade” e fiz disso uma profissão. Lembro também do primeiro processo, esse a gente nunca esquece, e um me desculpem os novatos, mas jornalista de verdade tem que incomodar os poderosos a ponto deles tentarem te calar pelo dinheiro, aqui representado pelos processos.

Hoje, estou mais longe desse mundo, cuido de comunicação mas não de jornalismo, porém, ele ainda me é caro. Acompanho curioso cada movimento que esse xadrez complicado do poder dá, acompanho ainda mais de perto, por força do ofício, a tecnologia e posso afirmar para vocês, claro, dentro da ignorância de hoje, que é menor do que a de ontem e muito maior que a de amanhã:

Estamos fazendo uma conta alta demais para o futuro.

Vou explicar, calma.  No comércio, algo muito comum quando se desconfia que alguém está roubando é: deixe mais coisas à vista para serem roubadas, acompanhe, flagre, demita e ponto final, ou seja, cada vez dê mais corda para que se enforquem sozinhos.

O que estamos hoje? Temos muita corda. Caíram do céu?
Não.

Tudo que está a nossa volta tem motivos específicos, atendem a propósitos muitas vezes não republicanos, não passamos de peões em um intrínseco jogo que de fato, não jogamos. Com a tecnologia nos foi ofertada a “liberdade”. Não precisamos mais destes “abutres” da imprensa para nos dizer o que está acontecendo no mundo, basta eu me conectar ao Facebook. Nada mais será como antes, agora nós, o povo, temos poder.

É verdade. Agora, troque a palavra poder pela palavra corda.

Ganhamos muita corda e ninguém está reclamando. Junto com a corda veio também um presentinho que faz toda a diferença, e esse é dificil de explicar, assim como tudo que não querem que a gente entenda. Chama-se algoritmo.

É basicamente o seguinte:
Junte um povo que lê muito pouco (o povo do mundo inteiro), dê a ele algo muito legal, que faça você encontrar os amigos, distribua fartamente a noção de que toda a imprensa atende aos propósitos dos poderosos e não aos seus, unam-se em comunidades para protestar contra isso e acrescente o ingrediente final: o algoritmo.

O algoritmo  pode ser milhares de coisas, mas neste caso é uma programação usada em 9 a cada 10 redes sociais que faz o seguinte: mostra pra você aquilo que potencialmente você quer ver. Por exemplo, você gosta de futebol, na sua timeline irá surgir muito futebol, e quanto mais você interagir com o algoritmo “futebol” mais futebol irá aparecer, é simples, é genial.

Agora, troque “futebol” por, sei lá, PT, PSDB, Dilma, Bolsonaro, ou qualquer outro assunto polêmico. Adivinha o que irá aparecer na sua rede? Sim, aquilo que você mais gosta e interage. Vamos ao exemplo mais recente. Eleições 2014. Quantas vezes você ouviu ou leu:

– Não conheço ninguém que disse que iria votar na Dilma, como ela pode ganhar?

Agora você já sabe o motivo, nosso “amigo” algoritmo fez o trabalho de “esconder” os eleitores da Dilma de você, então, só apareceram os pimpolhos que votavam no Aécio.

Mas se assim fosse, apenas opiniões, ok, quem daria bola? Mas, amigos, temos as queridas Fake News. Sim, elas, as famigeradas notícias falsas. Elas já são mais de 50% dos links de opinião compartilhados. Fake News é antigo, usado desde sempre, mas nunca teve tanta penetração graças ao que hoje chamamos de algoritmo.

O algoritmo, aliado a fake news representa hoje, na opinião deste humilde escriba, a maior ameaça a liberdade de imprensa, liberdade de expressão e jornalismo livre que o mundo já viveu. Está cada vez mais fácil condenar a fake news e a partir daí arrumar desculpas para termos a imprensa oficial (alguém falou 1984 e o ministério da verdade?). Pensa comigo, se estamos vivendo em um mundo onde não sabemos mais o que é verdade e o que não é, que tal termos um departamento público dizendo para você em quem ou em o quê acreditar? É lógico, é seguro, e claro, os governos garantem que não irão censurar nenhum tipo de informação. O que lhe parece?

Qual é a solução? A curto prazo? Nenhuma. Isso também torna a solução de longo prazo impossível. O ser humano se adapta muito rapidamente as situações, e rapidamente vamos nos acostumar ao fim da privacidade em nome da nossa segurança. Emails hackeados pelo governo? Claro, vá em frente. Ligações monitoradas, certo, peguem os caras maus. Imprensa censurada, go! Tudo em nome da “verdade”.

Nós somos assim.

Se já não fosse ameaça suficiente temos o inimigo de sempre: o dinheiro. Sim, o dinheiro compra tudo, incluindo o veículo que ousar ir contra o status quo, incluindo o blog que publique algo “impublicável”. Mas não pense que funciona como uma transação comercial normal, não. Eles são sórdidos e agem nas sombras, ao menos até a velha e tradicional imprensa descobrir o que há de verdade no caso.

Não esqueçam, todos sempre negam em um primeiro momento até que os fatos concordam por eles. Foi assim com Nichoson e o famoso Watergate, foi assim com Collor e a Elba e mais uma centena de exemplos em que a imprensa, ninguém mais senão a imprensa livre descobriu e noticiou.

Vejamos a terra da liberdade. Um blog de reputação bastante questionável publicou um vídeo de um famoso lutador de vale tudo, aqueles vídeos, íntimos, pelados, sexo, enfim, você já entendeu. O que aconteceu, o cara processou a publicação e ganhou 200 milhões de dólares.
Ah, Ediney, você está defendendo que os jornalistas não responsabilizados por seus atos? Não, não é isso, inclusive chamei a publicação de questionável.

Mas vamos aos fatos jornalisticamente falando:
Era verdade? Sim.
Tinha interesse público envolvido? Se fosse apenas o vídeo de sexo, não. Mas o vídeo continha o que de verdade pensava aquele lutador, eram coisas racistas, misóginas e homofóbicas. Além disso, ele era embaixador da boa vontade, ou seja, a opinião dele contava e muito.

Mas, e sempre tem o “mas”, a história não acaba  aqui. Descobriu-se que na verdade, quem bancou todo o processo do lutador que enfrentava problemas financeiros era um milionário da internet, que usou o processo de terceiros para se vingar de uma nota que a publicação dera anos luz no passado sobre ele.

Não se enganem, é tudo sobre o dinheiro.

Eu até terminaria esse texto com conselhos sobre ler a matéria, conferir a fonte, ver a credibilidade do jornalista e investigar, mas definitivamente, quem precisa destes conselhos não chegará até este parágrafo, afinal, como eu disse no começo deste artigo, as pessoas não leem e o algoritmo não deixará que isso se espalhe. Prepare seus filhos, eles pagarão essa conta no futuro, bem próximo.

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jul 07

Devo aceitar ou ficar em um trabalho só pelo dinheiro?

Resposta esperada: SIM. Resposta pronta: Não. Resposta certa: você quem sabe.

Cada um de nós sabe exatamente onde aperta nosso sapato, cada um de nós sabe o que acontece quando chega o final do mês e não há dinheiro em casa, quando a conta está estourada ou em tempos de Whats o seu telefone não para de tocar com cobradores na sua cola. Mas, e sempre tem o bendito “mas”, estamos falando de vida, de futuro.

Diz o velho ditado, com procedência indefinida:

Trabalhe em algo que ama e não trabalhará um só dia na sua vida.

Será? Trabalhar em algo que amo me trará a garantia que não terei ninguém nesse trabalho querendo puxar o tapete? Não terei as pressões normais por metas que afetam o mundo corporativo dia a dia? Não seremos obrigados a aguentar chefes, patrões, semi-deuses que só fazem transformar o trabalho em algo penoso? Sério?

Sabemos que não é verdade. Não importa o que você faça, não importa quanto você ame ou tenha se esforçado para alcançar sua colocação, sempre haverão dias bons e dias ruins. Compare com um casamento. Não importa quanto vocês se amem, haverá discordância, haverá quebra-pau, normal.

Agora, ainda comparando com relacionamentos, a história é conhecida: não tinham nada em comum, mal se conheciam, mas por alguma trama do destino começaram a se encontrar, compartilhar tempo e de repente, assim, como quem não quer nada, surgiu uma amizade profunda, que virou namoro, que virou cumplicidade, que virou amor, que virou paixão. Já ouviu histórias assim, não?

Agora, pensa, se você nunca trabalhar em algo fora da sua zona de conforto jamais terá a oportunidade de se apaixonar por algo diferente. Jamais poderá namorar um novo modo de fazer as coisas. Quem sabe você seja muito bom em algo, mas a convivência com o pai que é médico, com a mãe que é dentista ou com o irmão mais velho que está estudando medicina fecha seus olhos para o verdadeiro talento. Quem sabe?!

Então, respondendo a pergunta que abre esse texto: Não.

Mas você deve sim, aceitar trabalhar em algo fora do que normalmente procura pelo desafio, pela vida, por tudo o que pode trazer de bom para você, e sim, você pode usar o dinheiro sem culpa.
Isso não quer dizer que você deva abandonar seus sonhos, mas quem sabe, usando esse outro trabalho como uma estrada para chegar até lá, você não encontra outro no meio do caminho. Partiu caminhar?!

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jul 03

As portas que deixamos abertas

Portas AbertasHoje estamos na posição X na empresa Y com salário Z e com colegas diversos e de diversos setores, nada mais comum, nada mais randômico. Porém, e ah… o que seria do mundo sem estes “poréns”… neste momento esquecemos que tudo se trata de algo passageiro e tratamos o efêmero como eterno e nos sentimos os reis.

Algumas vezes há desrespeito com relação as pessoas que ocupam, naquele momento – enfatizo, posições menores na hierarquia da empresa, há desrespeito com fornecedores tanto em negociação como em coisas básicas como a própria educação.

Mas o que parecia eterno assume sua posição de efêmero e aí vamos ver o que de fato deixamos plantado pelo caminho. Boas sementes com bons contatos que irão reconhecer nosso esforço e competência e portanto nos ajudarão nessa jornada, ou somente plantamos ervas daninhas?

Se o seu caso for o segundo, sempre haverá chance de, a partir de agora, fazer diferente, fazer mais e melhor. O que passou, passou e cabe a você tentar aparar o máximo de arestas possíveis. Uma dica, encontre-se em uma posição consolidada para não parecer que o seu desejo sincero de mudar as coisas e o modo como elas se apresentaram seja apenas aparente e interesseiro.

Mas, o mais importante: queira verdadeiramente aparar as arestas.

Todos já ouvimos que a faxineira que limpa o centro cirúrgico é tão ou mais importante que o médico que salva vidas na sala de cirurgia, mas de fato: quantas vezes você levou isso a sério? Quantas vezes você se colocou na posição que é sua de direito, a de igual?
Todos nós, não importando raça, credo, cor, idade, profissão, posição social ou quaisquer outras classificações você quiser dar, somos feitos a partir da mesma coisa, móleculas que juntas formam essa massa que costumamos chamar de corpo humano, todo o resto é diferença construída pelo homem a partir do que foi submetido e das escolhas que ele fez a partir desta submissão.

Então, antes de destilar toda a sua superioridade frente aos demais lembre-se que assim como a roda gigante, o fato de estar no topo, não garante que você irá por lá permanecer.

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jul 03

Respeite a si mesmo, seu trabalho e seu talento

Respeite seu trabalhoEntenda ao ler esse texto entenda que: algumas pessoas simplesmente não te respeitam. Não importa se você é bom no que faz, não importa se você paga seus impostos direitinho ou é uma pessoa de família exemplar, elas não te respeitam. Já se perguntou por quê?

Porque você se posicionou assim. A resposta, apesar de dura é real. Durante algum tempo, em episódios específicos e quem sabe, usando de muletas as desculpas da vida como “preciso desse cliente”, “não posso perder esse dinheiro” ou ainda a mais popular de todas: “Ele é gente boa!”, as pessoas foram entendendo que você tem o valor que elas acham que você tem. Foram entendendo que apesar de você fazer tudo certinho e muitas vezes, bem acima do acordado, você não está no mesmo patamar das pessoas que cobram o que devem por seu trabalho. Em grosso modo, elas, as que cobram o que devem, viraram meta e você virou realidade.

Os que odeiam são admiradores secretos que não entendem porque tantos te amam.
Paulo Coelho.

E de novo, não trata-se da qualidade do seu trabalho ou do seu atendimento, aqui tratamos do modo como você se posicionou e principalmente: coragem. Não estou fazendo um discurso difuso para dizer que você fez tudo errado, afinal, só você sabe o tamanho do seu aperto, agora, se você tem certeza que é um profissional diferenciado, que se coloca nos melhores patamares, é preciso coragem para enfrentar agora águas revoltas para depois poder navegar em mares mais tranquilos.

Tudo isso é diferente de negociação, bem diferente aliás. Negociação são duas partes tentando encontrar um meio do caminho entre duas ambições, não há favores, há duas partes que tem coisas diferentes a oferecer. Negociação não é você acertar A e esperar AB, também não é você pagar X e cobrar pelo alfabeto inteiro. Não é. Isso é falta de respeito, de valorização e é aí que você precisa se posicionar, e sim, você pode perder o cliente por isso. E sim, você pode passar por perrengues financeiros, e sim, você chegar muito perto de desistir, mas não vai. Porque você sabe quão bom é, e que passará por mais essa.

Muitas das derrotas da vida acontecem quando as pessoas não percebem o quão perto estão quando desistem.
Thomas Edison

As relações comerciais precisam ser maduras, sem medos ou receios, elas precisam se basear na relação ganha-ganha, quando um destes elos se quebra, evidentemente haverão sequelas, mas só para aqueles que permitirem sequelas. Como diz a música, levanta, sacode a poeira e dá a volta por cima. Isso vale para tudo, incluindo as negociações.

Pense: não há vencedores em uma negociação, há acordos bem fechados!

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jun 05

Quando chegar a hora, a coragem tem que falar mais alto

15962182-een-tegen-allenÉ sempre muito interessante, vivemos reclamando da falta de oportunidades, de como as pessoas tem ou não sorte na vida. Mas e quando chegar a hora, você estará preparado? Terá coragem para fazer o que é preciso ser feito? Conseguirá entender o próximo passo a ser dado?  Pois é, muitas vezes nos falta o culhão, a coragem de assumir as mudanças resultantes de nossas ações. Ok, já falei aqui que muitas vezes não sabemos a decisão que estamos tomando, mas muitas sabemos e queremos o resultado que ele apresenta, porém é sempre importante estar atento: sacrifícios são necessários e eles serão o termo orientador do sucesso ou não da ação.

Vamos aos exemplos, eles são sempre importantes para o fácil entendimento das ações.

Você está insatisfeito com sua casa, seu carro, enfim, com algum bem material, aí você se movimenta, procura outras opções, visita, vê, enfim…e aí chega a hora. Você encontrou o imóvel certo, no local certo, e aí vem os “mas” da vida….

– mas preciso fazer a mudança
– mas será que será possível fazer mudança utilizando os mesmos móveis
– será que vou gostar dos vizinhos…
– mas será que não vale a pena ficar por aqui mesmo?

E aí você vai se perdendo nos “mas” da vida. Mas pensa em algo maior, pensa em algo como a fusão de uma empresa… vamos lá, mais um exemplo:

Seu objetivo master era fazer o que gosta e ficar rico com isso, nada mais natural, aí você trabalha duro, monta uma empresa bacana, porém, esta te consome muito tempo, aí chega alguém mais motivado com você e faz a proposta, quer comprar a sua empresa, você…

– mas será que vendo, o que vou fazer depois…
– e os empregados, são meus amigos e certamente serão demitidos…
– e se eu continuar a trabalhar, será que não consigo fazer tanto dinheiro quanto este comprador?

E os “mas” da vida consomem você novamente.

Pequenas ou grandes mudanças carecem de coragem, carecem que você assuma riscos, e que entenda que nem todos vão ficar felizes com a decisão que tomar, e ainda assim, você terá que tomar tais decisões. Sem nenhum mas.

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maio 09

O dia que me tornei fã de Michel Teló

imagem_release_901068Como todos os incautos que me acompanham aqui no Blog sabem, sou caipira de Mandirituba, ou seja, ouço música sertaneja, dito isto, vale igualmente ressaltar, que Michel Teló não está em nenhuma das minhas playlists, porém ignorar sua existência e sucesso é ao mesmo tempo desconhecimento com música e com fatos do mundo, afinal o cidadão colocou até o Presidente Obama para dançar com o hit, “Ai se eu Te Pego”

Enfim, caí na chamada para o show Bem Sertanejo, um musical que se propõe a apresentar a história da música sertaneja, e após assistir esse espetáculo de aproximadamente 3h tornei-me fã de Michel Teló, sem necessariamente colocá-lo em minha humilde playlist. O espetáculo faz jus ao nome, é um espetáculo, um elenco enorme que através de intervenções leves, simples e piadas pitorescas aborda a história do brasil, o aparecimento dos bandeirantes, a escravidão do negro e do índio e o surgimento desse chamado sertanejo na história e como isso se tornou o sucesso que é hoje. Mas o espetáculo não é meu ponto, ele é ótimo, se tiver oportunidade assista, mas não é o centro deste texto, o centro é Teló.

Michel Teló é um astro, arrasta multidões por onde vai, seus shows lotam todas as datas em que se apresenta, mas lá estava ele sendo chamariz para um espetáculo de teatro, tem toda cara de show, de caça níquel, de alguém que apesar do elenco irá se mostrar como superior a todos, mas não foi isso que assisti, aliás muito pelo contrário. Assisti “mais um”, e isso é ótimo. Ele, em momento nenhum do show se mostrou superior aos demais integrantes do musical, que diga-se, cantavam absurdamente bem, daquelas vozes que emocionam ao se ouvir. Ele era mais um, simples assim.

Teló interpretava, cantava, sabia de seu papel e o fazia com maestria, na verdade, apesar de toda a estrutura da peça parecer pertencer a ele (um ônibus e quatro carretas), no palco ele era mais um. Ele cantava tanto quanto os outros, ele participava tanto quanto os outros e em momento nenhum os usava como escada, era mais um. Foi aí que me tornei fã de Michel Teló. É verdade que ele é a estrela daquele show, é verdade que o show só existe porque ele capitaneou um quadro no Fantástico com o mesmo nome, mas ali ele estava representando um papel.

As músicas apresentadas no show, apenas uma era dele, de fato contavam a história da música passando por todas as fases da música sertaneja, o musical entregou de fato o que vendeu, história, teatro e grande elenco. Nem mesmo quando era ovacionado pela platéia com gritos de “lindo” ele deixou de lado o elenco, ele era mais um. Então, com a mesma facilidade que as pessoas normais (porque pessoas famosas só são normais na composição física), com carisma e simplicidade, esse cantor me fez fã. Fui ao espetáculo achando que estava caindo em um pega trouxa, caça-níquel, acabei descobrindo que era um “pega fã”.

Foi maravilhoso, emocionante e o recomendo para todos que gostam de música, mesmo aqueles que tem um pré-conceito contra o rapaz, acreditem, ali, ele é apenas mais um.

Aqui a playlist apresentada no show

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abr 17

Um brinde que devemos fazer todos os dias: à vida

Living_StretchingComemorar, e por mais que você ache que faz festa, que sai com regularidade, temo informar: você comemora pouco a vida. A vida, meu nobre leitor, é o único bem que não lhe pode ser restituído da maneira como você conhece. Não há saída, não há meio termo, ou você tem, ou não tem! Simples assim. Comemorar a vida é mais que um exercício de saber quanto tempo lhe resta, é mais sobre como saber como viver o tempo que lhe resta. É uma receita de bolo que não chega ao fim, é você colocar todos os dias, todas as horas, enfim, em todos os instantes novos ingredientes na forma, mas este nunca vai ao forno. Essa hora não chega e não há nada que você possa fazer a esse respeito.

Comemorar a reunião. Comemorar a amizade. Comemorar a vida em cada uma de suas nuances, não importa o tamanho delas, mas sim o fato de se estar comemorando. Encontre motivos que possam lhe parecer fúteis e comemore. Carro novo? Comemore! Cueca nova? Comemore! Chegou em casa 10minutos antes? Comemore! Esse é o ensinamento, comemore! Não fique procurando significados extras, uma mensagem extra neste pequeno texto, não. A mensagem é clara e exposta. Comemore!

Todos vivemos momentos difíceis na vida. Todos passamos por aquilo que chamamos de provações, que ao olhar de alguns é simplesmente insuportável, para o olhar de outros é apenas um passeio no playground. Somos diferentes na forma que sentimos, na forma que agimos, na forma que demonstramos os sentimentos, mas podemos nos igualar em um aspecto: podemos ser melhores em tudo e, como já falei diversas vezes acima: comemorar tudo o que for possível, cada nova chance, cada nova inspiração.

Entenda: não há motivos plausíveis para se abandonar a busca incessante pela vida, por uma vida melhor. E entenda ainda mais: todos iremos tropeçar, e devemos usar tal tropeço para entendermos, crescermos. E por fim, entenda acima de tudo: a vida é única, linda e pode ser tão bela quanto nós almejamos construir.

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abr 05

Flertar com o inesperado

Ter flerte com; fazer a corte a; cortejar, galantear, namoricar

Flertar até tem um significado bonitinho no dicionário, mas você pode flertar imprudentemente com tanta coisa, com a morte, com a sorte, com o sucesso, com o fracasso, com a vida, com a ambição, assim como você pode flertar com o amor.

O flerte é muitas vezes involuntário, aberto, absurdo, abstrato.

Flertar é estar disponível, se colocar ao lado, esperar A e receber B.

Flertar é inesperado, complexo, fortuito e constante, dois lados iguais de uma mesma moeda.

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mar 12

Dando valor enquanto se tem, enquanto se descobre, quando se descobre

hqdefaultSim, queridos amigos, o tema é clichê, mas o que seria da vida sem os clichês nossos de cada dia?! E vamos pensar: se é clichê você já deve ter ouvido essa parada trezentas milhões de vezes, e aí o que você fez a respeito? Nada! Aliás, pioramos para dedéu em tudo o que pudemos, em piorar, somos de uma competência, invejável.

Sabe aquela coisa que ateu chama Deus quando tá em perigo, isso aí, esse é o espirito. Pensa comigo, num daqueles exemplos que eu dou a cada novo texto, daqueles que você lê e pensa: cacete, isso nunca vai acontecer comigo. E aí a máxima: nunca, é muito tempo.

Está lá você, serelepe, pimposo, cheiroso e descobre que o seu filho quebrou o seu lindo, seu no caso, teu, vídeo game. Você estava quase passando de fase e… deu ruim, ele quebrou. Manja o esbregue (palavra mandiritubense que relata bronca exacerbada)? Nesta bronca você vai ressuscitar cada fantasma da vida do moleque, cada pequena caquinha será lembrada e não importa se você de fato já o perdoou ou não, se já deu bronca por estas caquinhas ou não… você vai lembrá-las.

Todo mundo de cara, todo mundo vai dormir e tcharãnnnnnnn….

Uma m… acontece, não importa a m…

Uma m… acontece e você teme nunca mais falar com o moleque, nunca mais vê-lo, teme que a sua última lembrança dele seja uma bronca por conta de um vídeo game. What? Sacou como o vídeo game ficou menor? Pequeno? Quase imperceptível? Clichês, meu nobre, clichês…

Eles são aquilo que deveríamos aprender, fazer e não esquecer. E isso tem muita relação com “a última vez”. A última chance. Amanhã? Não, amanhã não existe. Depois? Fantasia! O agora é sua única certeza. Nem no passado você pode confiar totalmente, sempre haverá um ministério da verdade, nem que ele esteja apenas na sua mente, para transformar tudo o que foi bom em bom demais, e tudo o que foi ruim em ruim demais. O agora. Só conte com ele.

E o agora é, desculpem-me a franqueza, um belo de um FDP. Isso, um FDP. Ele não te conta quando vai embora, quando vai acabar, quando chega a hora, ele simplesmente se vai. Não há tempo para soluços, não há tempo para lamentos, foi, acabou, já era. E qual “já era” ficou? A bronca imbecil? A traição? A beleza? O elogio sincero? A ajuda? Qual foi o seu último agora?

Agora mesmo… se aquela m… que falamos ali em cima chegar, como ela vai te encontrar? Que agoras você deixou? Terá lamentos sobre a sua última chance? Então, os convido a me enviarem dez reais cada, já que os bons conselhos devem ser cobrados, e este é bom, e sim, é um clichê: aproveite o traiçoeiro “agora”.

Dê o seu melhor. Faça a sua parte. Claro, condene o garoto, afinal ele estragou o seu vídeo-game, mas não deixe isso ser o seu último momento. Mostre, cobre, oriente, perdoe. Esse é o roteiro. Essa é a vida. E assim, quase impossível eu sei, mas vá lá, se mesmo que você seja o cara mais certo do mundo, o the best, o cheio de razão, o vítima de injustiça mor, não deixe que o seu “Agora” seja contaminado por isso. Perdoe. Afinal, nem sempre se terá uma outra chance, de se perdoar.

E por falar em clichês, liberte-se de alguns deles, entre eles aquele que diz:

A única certeza da vida, é a morte.

Nem sobre isso, a gente pode estar totalmente certo, Lázaro está aí, ou estava, para confirmar!

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fev 17

Ser Pai

IMG_0501Manja aquelas montanhas russas que são no escuro e toda a sensação possível é medo, susto e alívio? Ser pai é mais ou menos assim.

Ser pai é em resumo uma aventura sem fim, de uma hora para outra você se torna espelho de alguém, não importa se você quer, você se torna, gesto são repetidos, palavras são ouvidas e repetidas, atitudes, enfim… ser pai é como criar um clone que você espera que seja melhor que você.

Ser pai é a melhor coisa que pode acontecer para uma pessoa que ama a vida, pois ela se fartará, a cada sorriso, a cada corrida, a cada nova palavra dita, a cada plural bem dito e também com os plurais mal ditos..

– Pai quero dois “nescais”.

Porém, ser pai também é tatear no escuro, é enfrentar algo menor que você e muito mais poderoso, é descobrir como dosar broncas e castigos sem uma receita de bolo ao lado. Brigo? Negocio? Consolo? Isolo? Grito?

Não há respostas certas, ou melhor, e este é o problema, há respostas certas demais, todos tem uma opinião para dar, há especialistas em cada detalhe da criação e a sensação que fica é que aquilo que é dito, pode dar certo com qualquer um, menos para você.

Ser pai é ficar bravo quando a sua cama é invadida nas madrugadas da vida por um ser com menos de um metro e meio mas que parece tomar espaço do gigante do pé de feijão, e também é ficar frustrado quando esse mesmo serzinho não vem até você pedindo aquele abraço carinhoso.

Ser pai é uma aventura, cheio de mocinhos, princesas e castelos que precisam de proteção. É entender que cada um tem o seu jeito diferente de enfrentar cada situação, mas também cada um é absolutamente igual no medo que sente na doença, no silencio, na queda, no choro, na febre, no vômito, no joelho raspado, na falta de apetite, na sobra de apetite.

Ser pai é bom demais, na idade certa, no tempo certo, recomendo! Mas a pergunta que se faz é a mesma tendo seu filho 1 ou 50 anos:

Ser pai, como ser?

 

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jan 02

Ele se foi, aos berros, mas foi…

2017Sem maiores delongas, sim, o título faz referência ao ano de 2016, o ano que chamei de manada. A manada é assim, não importa o que você quer, ou o que você vê, ou ainda o que você se sente, interessa sim o que a manada acha que você deve achar, simples assim. Já dei o meu próprio testemunho, achei esse ano uma m… total, daí fui fazer o tal resumo do ano e cadê essa desgraceira toda do ano? No efeito manada, e aí não me interprete mal, e tampouco interprete isso como uma crítica, pois, apesar de comprovar que o ano não foi tudo isso de ruim, sigo achando que ele foi uma m…, faço parte da manada.

No exato momento em que badalou o último segundo de 2016, respirei aliviado, parece que havia passado uma tormenta, algo que te afogava, que te cercava, que olhava raivoso para você, passou. Pois bem, eis que 2017 se apresentou. Todo esperançoso, ele veio sorridente, charmoso, chegou chegando e como tudo novo, teve suas licenças, algo do tipo, ah, isso é coisa do ano passado. Um massacre aqui, um atentado ali, tudo isso nos primeiros minutos do novo ano, mas foi longe, não foi conosco, parecia totalmente 2016.

A loucura meus amigos, está em nós, em mim e em você. Não importa em que ano estamos, não importa como estamos, importa o que pensamos, o lobo que alimentamos o bom ou o ruim. Continua sendo genial essa história de separar o ano, dar um break, fazer um pit stop e começar tudo novamente, tudo de maneira nova, sendo velho, tudo renovado, mas com a mesma roupa, ainda assim é maravilhoso. É revigorante.

Agradeço imensamente a oportunidade de viver mais um ano, de começar novamente com uma nova chance, depende de mim, das oportunidades em que eu me colocar, da maneira que eu souber aproveitar as oportunidades, é lindo!

Viva 2017! Vá, 2016, missão cumprida, ingrata missão, é verdade, mas cumprida!

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dez 20

A verdade de todos nós

64a807702cc0f2c980c85b11a5f0d4d6Vou começar um texto que por certo não vai terminar, ou você não vai entender, então, se for… vá, mas é por sua conta e risco.

Todo mundo vive em fases, você vai descobrindo as suas verdades, os seus limites e a sua vida vai desenhando o seu caráter, quem é você e para onde você vai, mas o mais importante, como você vai chegar lá. Mas você parou para pensar que as pessoas simplesmente não tem as repostas, ou melhor, não sabem fazer as perguntas certas durante o percurso?

Ok, você conhece um cara que é um FDP, um trombadinha que com 14 anos roubou mais carros que você pegou ônibus, difícil olhar para essas pessoas com alguma solidariedade e deixar a raiva de lado, isso seria quase ser um santo, mas santos existem. Um causo para vocês:

Um homem chega em casa com sua caminhonete é abordado com arma por um ladrão que o ameaça, leva a sua caminhonete e partiu. Graças a Deus não houve disparos nem problemas maiores. Quando foi comentar com os amigos o ocorrido ele simplesmente disse:

Um espirito não evoluído levou meu carro.

Assim, só isso, simples assim, não xingou, não desejou que o cidadão morresse, não pensou em como seria bom se a polícia o pegasse em uma blitze e lhe mostrasse como bandido deveria ser tratado, simplesmente o deixou ir.

Quantos de nós conseguiríamos tal feito? Já tive um carro roubado nas mesmas condições, apesar de ter ficado relativamente tranquilo, desejei algum tempo que os ladrões (eram 2) se dessem mal, muito provavelmente sou um espirito em busca de evolução também. As perguntas certas fazem toda diferença no caminho. O que acontece se eu for por aqui? O que tem ali? Mas será que isso vai prejudicar alguém? As perguntas certas…

Pensa comigo, se você não sabe que existe o mel, por que não usar o fel contra todos?

Será que aquele trombadinha assaltante que falamos ali em cima já ouviu uma palavra de carinho, sentiu o conforto de um abraço? Será que ele já se perguntou se existia alguma outra maneira de conseguir dinheiro senão o roubo? Será que ele ao menos sabe perguntar? Eu sei, é quase uma viagem intergalática esse tipo de reflexão, quase parece um pedido de perdão por alguém que vá te causar dor, mas não é.

Compreender e conceder alguns minutos de pensamento sobre tal ato evita várias coisas, entender que as pessoas são falhas, e que apesar de acreditarem piamente no que fazem, não entenderem fazer mal à alguém ou simplesmente olharem a si mesmas com o olhar dos que não podem ser vencidos é em si um ato de pena, ou reflexão.
A punição não deve ser suplantada, é até recomendável para que, talvez desse modo, venha a reflexão, mas a punição é colocada e não deve ser exarcebada.

Normalmente as pessoas colhem o que plantam, mas a verdade é que algumas sementes são desconhecidas e as plantamos na esperança que floresçam frutos quando o resultado acaba por ser espinho, a ignorância pode te levar a alegria mas também pode te levar a um estranho desconhecido.

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nov 18

Olhe para trás – por Vivi Antunes

tumblr_m4i8r8ir7b1r61z1to1_500De quando em vez, é preciso olhar para trás e ver quem um dia você foi.

De onde veio.

O que queria quando de lá saiu.

Relembrar o que o motivou, o que o trouxe até a esse lugar onde hoje está.

De quando em vez, é preciso olhar nos olhos do passado e lembrar-se das marcas que ganhou

para chegar aonde hoje está.

Porque os caminhos do sucesso, da alegria, da desilusão e do fracasso, todos têm espinhos e

pedras afiadas.

Pensar em tudo que enfrentou para chegar até esse lugar.

De quando em vez, é preciso olhar nos olhos dos sonhos que um dia teve.

Dos que foram plenamente realizados. Daqueles que receberam os louros da grande

realização.

Assim, também dos que foram deixados pela metade. Abandonados como um sapato meio

usado à beira do caminho.

Mais doloroso, porém necessário, é ter que encarar aqueles que simplesmente foram

colocados em uma caixinha e guardados, intocados.

Sem jamais terem sido nutridos, trabalhados, verdadeiramente sonhados, ficam quietos,

dormindo até que, esquecidos, desaparecem para sempre.

De quando em vez, é preciso olhar nos olhos de em quem um dia você acreditou plenamente.

Ver que alguns, onde você se jogou e confiou, na verdade, nunca foram um lugar seguro para

descansar.

Felizmente, porém, em outros ainda existe a verdade, cumplicidade e a fidelidade daquele

olhar que serão eternas.

De quando em vez, é preciso olhar nos olhos do que você um dia acreditou.

Olhar com calma e lucidez.

Analisar enquanto dá tempo de calibrar, retornar, afinar, desistir ou simplesmente continuar.

Desistiu do caminho até então seguido?

Escolha outro.

Ninguém merece ficar à mercê do vento.

Continua no caminho escolhido?

Levante a cabeça e siga com segurança, com a certeza de quem parou, ponderou e decidiu

prosseguir.

Siga inteiro, siga pleno.

De quando em vez, é preciso olhar nos olhos de quem você é e sentir orgulho disso.

Afinal, você desse jeito é só você e mais ninguém.

Autora

Vivi Antunes é ajuntadora de letrinhas e assim o faz às segundas, quartas e sextas no

www.viviantunes.wordpress.com

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out 07

Não é que eles queiram o seu mal, eles só querem que você esteja tão mal quanto eles.

mulher-mascaraO título meio que falou tudo que eu queria falar neste texto, a partir daqui são palavras perfumarias e serão baseadas em exemplos. Vejam vocês, há pessoas que não tem a menor intenção em ser feliz, ao menos não fora do jeito delas. Vamos para exemplos absolutamente bobos para que você entenda isso no seu dia a dia.

Dia das crianças, fotos no Facebook.
É meio que uma tradição, a data se aproxima e as pessoas trocam as fotos do seu perfil para fotos de quando eram crianças, um saudosismo que não faz mal a ninguém, não tem nenhum tipo de prejuízo e nos faz lembrar dos velhos e bons tempos, mas claro, há sempre aquele que acha isso uma imbecilidade. Nada errado com isso, entenda que ele tem o direito de achar o que bem entender. De querer, pensar e até escrever o que bem entender, mas é realmente necessário afrontar as pessoas com essas opinião? É realmente não necessário dividir isso com pessoas que você quer bem e que tem esta pratica? E de novo, ela não está fazendo isso por mal, ela simplesmente quer que você pense e tenha a mesma opinião dela, é a literalidade da frase, não é nada pessoal.

Eu sou bom humilde e vocês não.
Essa é clássica, mostrar para todos como você é uma boa pessoa, como você sabe exatamente como ajudar a todos e ninguém mais no mundo te entende. Claro, isso não teria graça sem contar para todos o que você fez, como você e lembrá-lo sempre que possível que realmente fez alguma coisa boa para alguém. A mão esquerda pode até não saber o que a direita fez, mas o resto do corpo, ah… esse vai saber em detalhes quão incompreendido você é e quão ingratas são as outras pessoas com relação a você. Vamos lá, para ninguém esquecer, não é por mal, é simplesmente porque as pessoas são assim.

Fofoquinhas
Ah, como não amar? Saber coisas que os outros não queriam que vocês soubesse? Saber dos detalhes até ali escondidos, e claro, qual é a graça se você não repassar ainda mais para outras pessoas, quase que uma utilidade pública, saber passo a passo tudo o que se refere aos outros e contar aos demais, sempre adicionando comentários jocosos. E assim, gente, atenção, não é por mal, não é contra você, eles até gostam de você, mas é uma fofoca, como resistir?

Enfim, somos pontuais em fazer com os outros o que certamente não gostaríamos que fizessem conosco, evitamos ao máximo nos colocar no lugar dos outros para não sentirmos aquilo que nos faz tão mal e que não percebemos que pode fazer igualmente mal para os outros. Somos frágeis e imperfeitos e continuamos incorrigivelmente maus, muito maus. Até quando pensamos, ah, não é por mal, é simplesmente porque as coisas são assim.

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set 27

O medo

46464791-cachedEra uma vez uma pessoa que tinha medo do desconhecido. Esse medo a deixava ali, parada, sem reflexos.
Era uma vez uma pessoa que tinha medo do que outros poderiam pensar sobre ela. Esse medo a deixava ali, parada, sem reflexos.
Era uma vez uma pessoa que tinha medo de julgamento. Esse medo a deixava ali, parada, sem reflexos.

Um dia esses três medos se encontraram e se vangloriavam de como eram bem sucedidos na missão de deixar seus hospedeiros com medo, o primeiro dizia:

– Meu hospedeiro não conhece locais bonitos pois acha que não será bem aceito ali, que não tem roupas para ir, eu sempre arrumo uma desculpa para que ele dê a si mesmo e aos outros.

O segundo medo não deixou por menos:

– Meu hospedeiro não toma nenhuma decisão sem ter certeza absoluta de que as pessoas vão gostar do que ele está fazendo, já o fiz perder muitas oportunidades.

O terceiro ainda mais entusiasmado afirma:

– Meu hospedeiro poderia ser chamado de xerox, por ter medo do julgamento só usa o que todo mundo usa, só pensa o que todo mundo pensa e só tem as opiniões que todo mundo tem, outro dia quase se revoltou e quis ter uma opinião diferente, ah… cortei as asas rapidamente.

Algum tempo depois, em uma noite como tantas outras noites, a mesma a pessoa sonhou, e no sonho sem nenhum tipo de medo para brecar seus impulsos, desejos e pensamentos, ousou ser feliz por si só pela primeira vez. Hoje, não há nada que a pessoa queira mais no mundo do que sonhar ser feliz novamente, mas infelizmente, tem muito medo de tentar uma vez mais.

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set 05

Shit happens, e não há nada que você possa fazer.

shit_does_happensSim, shit happens (merdas acontecem), queira você ou não. Aliás, não é questão de “querência” é questão de “vivência”. A equação é absolutamente simples: se você vive, shit happens.

Existem todos os tipos de “shits”, a do trabalho, a da família, a dos relacionamentos, enfim, escolha o setor e sim, a “shit” vai acontecer, não tem erro. Não é um complô do universo contra você, é simplesmente uma lei não explicada da natureza. Sabe aquela coisa de isso não vai acontecer comigo, tomei todos os cuidados, e etc? Sim, vai acontecer com você.

Pode ser bobagem, tipo derrubar café na camisa quando você tem uma reunião importante, ou algo grande como bater o carro quando se está indo atrasado para o aeroporto pegar um voo internacional não reembolsável, shit happens.

A boa notícia é que você pode tentar se prevenir ao máximos das “shits”. No exemplo do café, tenha sempre uma camisa reserva, claro que um dia a “shit” vai acontecer quando você não tiver mais a camisa que você esqueceu de repor, mas sim, você pode tentar ao máximo se prevenir. Sabe aquele email que não podia ir para a pessoa X porque ela está sendo citada no email? Então, você provavelmente em algum momento da sua vida vai colocar ela nos destinatários sem querer, e sim, essa “shit” vai rolar. Sim, é verdade que você pode ler 10X antesde mandar, também é verdade que você possa ser um hacker, invadir a máquina e retirar o email, mas aí a “Shit” é outra, é proposital.

Teve uma vez que perdi uma grande conta em uma empresa que trabalhava simplesmente porque postei X em Y, nada a ver, nenhuma relação e não importava se eu tinha posto duas pessoas para conferir, simplesmente aconteceu, afinal, shit happens. Serviu para aprender? Mas é claro que sim, mas a verdade, meus amigos, se tivesse eu colocado 10 pessoas para conferir, talvez eu me livrasse dessa “shit” mas eu cairia em outras (como caí), É uma lei da natureza, quase um mandamento número 11.

Não ficarás furioso com as “shits” da sua vida.

Antes que me interpretem mal, não estou eu aqui proclamar um grande …oda-se para as “shit”, não, não é isso. Você irá (e deve) sofrer com elas, algumas vezes as consequências serão grandes, e assim como as “shits” originais você terá que fazer força para se livrar delas, o texto aqui é para dizer para você:

– hei, você não está sozinho no universo, “shits” acontecem com as outras pessoas também.

Se previna, como falei anteriormente tente manter todos os cuidados possíveis à mão, tenha sempre uma camisa reserva, uma blusa, um guarda-chuva e uma boa desculpa preparadas, mas uma hora ela vai acontecer, afinal, shit, simplesmente, happens!

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set 05

Tudo bem para você se…

Nao importoSe o time que perdeu não for o seu
Se o candidato que você defende não for o alvo da crítica
Se o ajuste econômico não te pegar
Se a morte não chegar para alguém próximo
Se a vítima da piada não for você
Se o dinheiro usado para o fim não for o teu
Se o usuário da droga não for seu filho
Se a vítima do acidente de trânsito não tiver relação com você.

 

Aí, tudo bem!

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