Aprendendo com o profissional Woody da empresa Quarto de Toy Story

ATENÇÃO: para quem entender, há spoilers.

Era uma vez um executivo de alta performance chamado Woody.

Woody conhecia todos os processos da sua empresa chamada “quarto”, tinha todos os seus subordinados sobre controle, promovia debates e reuniões constantes, mantinha feedback claro com todos, mas havia um problema: Woody era considerado velho, era da década de 50.

Todos os anos a empresa que Woody trabalhava promovia um evento especial em busca de novos integrantes para a empresa, este evento chamava-se aniversário, normalmente, Woody sempre mantinha a calma, afinal, tinha a simpatia do conselho diretivo, tinha alta performance nos principais indicadores como alegria, brincadeiras, amizade e lealdade, então, não tinha com o que se preocupar… será?

Em um destes eventos, Woody foi surpreendido com a contratação de outro executivo, Buzz. Buzz era um profissional da nova geração, entendia os principais apontamentos, sabia as tendências de mercado e assim como Woody, mantinha um ótimo relacionamento com seus pares.

Em um primeiro momento Woody reagiu mal, confrontou o novo executivo, tentou deixá-lo mal com a chefia, fez fofoca com os seus pares e acabou sozinho. Quase perdeu o cargo que tanto demorou a conquistar. Chegou a hora do profissional se reinventar. Woody teve que entender que os tempos mudaram, que era vez ou outra é preciso dividir a liderança e assim as responsabilidades. Nesse momento, apesar da idade que normalmente o tiraria do mercado e o encaminharia para a aposentadoria, o xerife, como era conhecido entre os amigos, permaneceu.

Mas, e na vida há muitos “mas”, chegou a hora da mudança. A empresa “Quarto” estava mudando o status quo, não havia mais espaço para profissionais como Woody, Buzz e sua equipe. O que fazer? Novamente a receita se repetiu. A dupla foi em busca de outra empresa que necessitasse dos trabalhos da equipe. Encontrou uma nova empresa “Quarto”, local em que puderam manter viva a chama da sua competência e não precisaram abrir mão daquilo que mais amavam; bater as metas que comentamos acima e o trabalho em equipe.

Aqui é importante um registro: apesar das mudanças, Woody, Buzz enquanto líderes jamais deixaram o desânimo pela falta momentânea de trabalho abalar a equipe. Sempre procuraram motivar cada stakeholder de cada projeto, em conjunto com isso, nunca deixaram a lealdade lhes faltar, enquanto a primeira empresa “Quarto” precisou, a dupla permaneceu. Assim, mostraram ao mercado que eram profissionais diferenciados.

Mas, e como já comentei na vida há muitos “mas”, o tempo de Woody parece ter chegado ao fim. Ele já não era chamado para as principais reuniões na empresa “Quarto”, muitas vezes decisões eram tomadas à sua revelia e até mesmo contra sua orientação. Houve também a aquisição de um novo profissional, este, totalmente desqualificado para a tarefa que fora designada e ainda assim estava a frente de projetos que não queria, mas que Woody queria.

O que fez Woody?

Se revoltou? Tentou sabotar o novo integrante da empresa? Não. Se reinventou.

Como era de seu caráter absoluto, fez o que pode para motivar e treinar o novo colaborador, fez com que este entendesse que a CEO Bonnie precisava de um profissional motivado, que encantasse a cada momento. Treinou, treinou e treinou. Desta vez, apesar de cansado, Woody não dividiu esta tarefa, tal qual um desafio a si mesmo ele fez o seu melhor. Até que chegou a hora de deixar a empresa “Quarto”.

Claro, houve receio, claro que sua equipe fez o que pode para demovê-lo da ideia, mas a verdade é que quando algo não é para você, você também não é para algo, então… Woody se foi. Hoje, atua como freelancer em projetos de resgate e aquisição. Woody também reencontrou uma antiga parceiro da primeira empresa “Quarto” que lhe ensinou que sim, há vida fora do “Quarto” e assim, conhecemos a saga de Woody. Um profissional que qualquer empresa gostaria de ter em seus quadros.

Woody foi até os últimos segundos na empresa “Quarto”, diferenciado. Woody, provavelmente não teve ao longo de sua carreira o reconhecimento que merecia, a remuneração que merecia, mas ainda assim, ele sempre deu tudo o que tinha, e tudo o que ele tinha era o seu melhor.

Acredite, a culpa não é das estrelas

se-a-culpa-e-minha_originalEm tempos bicudos como o que estamos vivendo, vejo muita gente reclamando da crise, dos empregos em falta, dos baixos salários, da falta de oportunidades e clientes, e sim, tudo isso é verdade. Fomos levados a uma crise, que eu em meus 34 anos não tinha vivido. Será? Pensando bem, o que conta mesmo é a crise que vivo sendo empresário, empreendedor, São 5 anos, e de fato, jamais vivi algo assim. Mas todo esse floreio é para quê? Para tentar entender, por que sendo funcionário eu não senti a crise, e ao contrário, fui promovido e tive promoções salariais consecutivas? Eu era especial? Não. A resposta é simplesmente uma: eu dei o meu melhor.

Ontem estive em Supermercado popular de Curitiba, em tempos de crise você troca a fila inexistente pela melhor oferta. Chegando lá,encontro um mercado razoavelmente lotado, caixas trabalhando e clientes insatisfeitos com a demora do atendimento e com o tamanho das filas. Andando um pouquinho mais, vejo muitos, e o “muitos” neste caso não é um exagero, funcionários do mesmo mercado ali, parados, olhando no celular, conversando entre si, falando da vida, enfim, nada que fosse da minha conta. Mais intrometido que qualquer outra coisa, puxei papo com um grupinho.

Lá me contaram que o salário é horrível, que o vale alimentação é pouco e por isso não fariam (e não faziam mesmo) absolutamente nada fora do que foram contratados, simples assim. Então, lá estavam eles, “trabalhando” em um domingo à tarde falando sobre futilidades enquanto clientes falavam mal do local de trabalho daquelas pessoas. Será que estas pessoas tem uma mente tão pequena ou o mercado tem um plano de carreira e RH tão incompetentes que não premiam a atitude?
Sim, pois enquanto estavam lá, parados, poderiam ajudar a embalar as compras, poderiam carregar sacolas de velhinhas, repor mercadoria, limpar o chão, por que não? Poderiam fazer algo útil da presença deles naquele lugar. Chamariam a atenção, seriam vistos, ok, seriam taxados de puxa-sacos pelos colegas sem o mesmo espirito, mas em um momento qualquer seriam promovidos, seriam usados como exemplo, mudariam de posição e voliá, logo se perguntariam que diabos de crise é esta que todos falam?!

O círculo é vicioso e funciona assim:

O funcionário é contratado para X, iguais a ele tem mais 100. Na crise, o número de funcionários X precisa ser diminuído, como X só faz a função de X, é dispensável, não precisa estar ali, será demitido. Viverá de 2 a 6 meses com o seguro desemprego sem maiores preocupações com a vida, após este retiro espiritual, voltará a carga em busca de uma nova colocação X, enquanto procura encontrará muitas portas fechadas, afinal, o mercado não precisa de tantos X assim, e, claro, culpará o governo, o antigo patrão, a educação do Brasil, o SINE, a vida, os colegas que puxaram seu tapete, o supervisor que não largava do seu pé. Enfim, escolheria uma bunda alvo para expor todo o seu rancor e contar para a sociedade como ele sendo um X, era vítima de um sistema que penaliza.

Em sua vida, tudo vai mudar.

Tudo vai mudarA ideia de que tudo sempre continuará na boa, ou má, maré de sorte é um erro comum entre as pessoas e as empresas. A cada nova mudança de mercado, a cada nova ação do governo, como diria a Band News FM, em 20 minutos, tudo pode mudar!

E pode  mesmo! Sei que é muito mais fácil escrever do que viver, mas acredite, falo como um alguém que vive diariamente a gangorra do mundo das empresas. Desde as pequenas coisas, até grandes movimentos, a certeza é uma só: tudo mais cedo ou mais tarde, irá mudar. Temos, como a maioria dos animais, dificuldade em mudar. Temos apego a coisas, locais, situações, cargos e empregos. Gostamos mesmo da zona de conforto. No livro “Quem Mexeu no Meu Queijo”, de uma maneira forçada é verdade, somos apresentados a necessidade de entendermos o novo e lidar com ele.

Então, como um cozinheiro lista suas receitas, vou listar algumas coisas que me ajudam a lidar com maior facilidade com esta situação: repito, nunca é fácil, busco amenizar e me preparar, mas o “sofrimento é inevitável.

1 – Tenha em mente – Tudo vai mudar – Isso deixa você muito mais acostumado com o que pode vir

2 – Provoque pequenas mudanças o tempo todo – Mude sua mesa de lugar, a disposição de móveis, o local do almoço, provoque isso com frequencia e com certeza terá boas surpresas.

3 – Exercite o mundo do “se” – Se você fosse mandado embora, se você for transferido, enfim… busque alternativas antes delas acontecerem, quando isso ocorrer, você já sabe exatamente o que fazer.

4 – Quando a mudança acontecer, nunca, jamais, fale, diga ou reaja de imediato. Respire, pense, e só assim responda.

5 – A mudança não é ruim. É bom, ok, pode parecer no primeiro momento que o mundo vai desabar, mas não vai.

6 – Por fim, tenha sempre o plano B, e se você não quer mudar, saia de onde você está (mudança) e faça por si só o seu “igual”.

A vida nos coloca frente a frente com as surpresas diariamente, depende de cada um de nós saber o que de melhor podemos tirar em cada uma destas situações.

Para encerrar, quero lembrar de uma antiga parábola que sempre guia aqueles que buscam a calma em momentos de euforia…

Diz a lenda que um antigo rei em seu leito de morte, em meio a uma guerra chama seu filho mais velho e avisa que vai morrer. Dá os conselhos normais, fala sobre justiça, retidão e lhe entrega um anel:

– Quero que você use esse anel, ele será sinal da nossa aliança e vai te fazer lembrar dos conselhos que dei.

O rapaz vai a guerra, no caminho, triste, olha para o presente do pai e lê a inscrição:

Isso vai passar!

Depois de alguns meses de combate, o rapaz volta para o seu reino vitorioso, e é recebido com honras. O povo o saúda nas ruas, um momento de alvoroço e alegria. Neste instante o rapaz lembra do pai e novamente lê a inscrição em seu anel:

Isso vai passar!

Bem-Vindo a cidade puxasacolandia

bajulador-581x400Estou lendo um livro sobre administração, estratégia, essas coisas… chama-se QI Estratégico, me foi ofertado pelo amigo Francisco Tramujas. No livro, muito teoria sobre quem fez, como fez, o que deveria ter feito. Um livro que fala de história e teoricamente te indica como fazer no futuro para não cair nas mesmas armadilhas. Este livro me fez pensar em como, atualmente, estamos nas mãos da boa vontade de outras pessoas. Como a competência meio que deu lugar aos acertos e conchavos do chamado networking.

Sempre, desde que me lembro de minha vida de gestor de alguma coisa, e lá se vão mais de 12 anos, contratei pessoas melhores que eu em alguma coisa, sempre acreditei que o progresso depende do suor de cada uma delas e para mim a fórmula do sucesso er: 90% transpiração, 5% talento e 5% sorte, sem os últimos dois itens você seria um bom profissional e ficaria tranquilo, pois tudo só dependeria, ainda assim do seu trabalho.

Mas, mudou. E para pior, não fechei em minha mente ainda a nova fórmula, mas já está claro para mim que os 90% de suor já não são suficientes para nada, então, a fórmula está mais ou menos assim:

20% suor, 5% talento, 5% sorte, 40% conhecer alguém, 30% não ter freio para o fim.

Agora, só o suor não te adianta, aliás, nenhum dos itens sozinhos funciona, o que funciona é uma somatória, e não, isso não ficou melhor. Você, profissional, ficou nas mãos de pessoas que podem ser menos talentosas e competentes que você, que podem não ter a mesma disposição que você, mas conhecem alguém… a era do puxasaquismo, chegou!

Você é o centro do Universo

Captura de Tela 2014-12-19 às 09.56.21Uma vez alguém me disse (acho que foi o Boby mas não tenho certeza) que você atrai tudo aquilo que busca, pensa, trabalha. Comecei a pensar atenção nisso, e não é que ele tinha razão?! Um cinegrafista conhecido meu tem o dom de atrair tragédias, onde ele vai, onde ele anda, não importa, algo ruim acontece e lá está ele para registrar. Uma conhecida afirma não ter sorte na vida, “nada dá certo”, e não é que nada dá certo mesmo?! Alguns dirão que trata-se de constatação, será? Não seria possível estarmos presentes em um círculo vicioso em que as coisas acontecem exatamente por estarmos alimentando-as?

Conheço pessoalmente mais pessoas que poderia escrever, e muitas delas são pessoas lindas, maravilhosas, gente boa mesmo, mas na web… na página do Facebook… é incrível, são perseguições, preocupações, insinuações, assuntos insistentes, tiro da minha timeline e assim não perco o carinho que tenho por ela e também não me fico me remoendo pensando em responder ou não, indignado ou não, enfim, simplesmente é melhor para ambos. Perdemos os dois e também, ganhamos os dois.

Pense comigo: quanto você pode falar sobre determinado assunto? Muito. Se você, por exemplo for a favor do governo, terá zilhões de notícias boas para compartilhar. Se você for contra terá igualmente zilhões de notícias ruins para compartilhar. Uma coisa atrai a outra. Você simplesmente se fecha para outras opiniões, se fecha para outros pontos de vista, fica em uma ilha que você é o monarca de um reino sem povo, só espelhos que refletem exatamente o que você quer ver.

E as insinuações? Estas simplesmente dinamitam qualquer boa intenção que você tenha no futuro. Escrevi outro dia que todas as frases que começam ou terminam com “nada contra”, em 100% dos casos corroboram com o caso do “nada contra”. As insinuações funcionam da mesma forma. O que você acha que vai conseguir dando indiretas? Sendo sarcástico? Sendo misterioso? No mínimo vai atrair o mesmo para você, aí não adianta dizer coisas como: “você sabe que eu gosto de você”, “você sabe que eu gosto de te provocar”, “você sabe como eu gosto de brincar”, não, não irá adiantar, os danos já estão foram feitos, agora é lidar com aquilo que você atraiu para você mesmo.

Ainda no ramo dos “pensamentos”, você com certeza ouviu a frase “dinheiro chama dinheiro” se isso é verdade, por que não seria igualmente verdade “maldade chama maldade”, “mentira chama mentira” e etc? É totalmente verdade, portanto, focar a sua vida, o seu pensamento, suas energias em coisas realmente boas para você e para os seus dias. Teste, você notará a diferença. Trabalhar com confiança, viver com energia renovada, tudo isso é uma  somatória de coisas que mudarão a sua vida.

Pense nisso.

Infelizmente só o suor não lhe serve

unnamedSempre acreditei nas pessoas, e não escrevo isso como uma forma genérica ou com o intuito de angariar simpatia para mim, não. Sempre, realmente, acreditei nas pessoas. Se alguém chegar agora me convidando para ver uma vaca voar a chance de eu me levantar acreditando que realmente verei tal vaca é de 99%. E este tipo de coisa, ultimamente, tem me trazido mais problemas do que nunca.

Dia a dia trabalho em média nove horas por dia. Não estou reclamando, nem de longe, entendo que para buscar algo temos que de fato fazer por merecer. Há trabalhos que necessitam de meia hora de sua atenção, há outros que necessitam de maior atenção, sem dramas, enfim, sempre acreditei que o suor, a inteligência me levariam a conquistar as coisas. Até me trouxeram muitas, mas atualmente é preciso mais. É preciso estar atento aos espertalhões. Aqueles que buscam se aproveitar desse seu suor em benefício próprio. Que te enganam, que mentem, que fazem os maiores rodeios para no final venderem toda a dificuldade do mundo.

Já escrevi aqui que entendia que sim, devemos nos preocupar com o próximo, pois, parece que estou em um grupo muito pequeno ao pensar assim. Aqui no meu trabalho, por exemplo, tenho diversos ex-clientes que simplesmente entendem que não devem o que devem. Não importa se você tratou, assinou, combinou acertou, aceitou. Se recusam a te atender, a te pagar ou ainda dignificam-se a responder seus emails, como se isso fosse a coisa mais comum do mundo.

Entendam que aqui não falo dos prejuízos financeiros que isso acarreta, não. Falo da falta de palavra, da pouca preocupação com o que é certo, com o que você disse que era bom, que queria, que buscava e de repente, sem te falar, sem te responder, sem se comunicar, mudam de ideia, ou seja, mentiram. Faltaram com a palavra, e isso, meus amigos, não é outra coisa que não falta de caráter. E caráter é algo que o seu suor não pode compensar.

Há coisas que simplesmente fogem do teu controle, que não há o que fazer. Cuidar de pessoas com má formação, é uma delas. Nestes anos de empreendedorismo aprendi o que não queria: há muitas pessoas, mas muitas mesmo que simplesmente enriquecem as custas do trabalho dos outros. Seja pagando salários menores do que poderiam aos seus, seja enganando propensos parceiros.

Há punição? Não sei. Duvido. A maioria das pessoas que se encaixam neste perfil estão muito bem, obrigado. É verdade que não conheço suas vidas pessoais e também não posso avaliar seus sonhos, mas aos olhos nus, exibem a melhor das formas.

Fico, de verdade, muito triste com isso. Queria jogar o jogo do ganha-ganha, mas o jogo jogado é “quem engana mais chora menos”. É triste, mas é verdade.

De nada bom para falar para regulação da internet

Nos últimos 3 meses ando em demasia concentrado em meu trabalho e tenho deixado o blog um pouco de lado, mas a verdade é que não ando achando nada bom para escrever. Assim como o jornalista de “Marley e Eu” que tem uma coluna no jornal e passado algum tempo começa a receber reclamações dos leitores por estar mal humorado, assim também eu (sem o sucesso dele, claro).

Nestes últimos meses tenho conversado mais com pessoas e menos com máquinas. As pessoas são más, simples assim. Incluo-me. Não consigo encontrar esperança nem em mim, nem nos demais. Próximos a mim, todo tipo de gente: pessoas querendo se afirmar, pessoas querendo mandar, pessoas querendo mostrar quão melhores que as demais elas são.

Na internet, talvez seja ainda pior. Nas redes sociais, escondidas atrás de grandes ou pequenas telas, todo tipo de bobagens são ditas. Não importa se o leitor da mensagem ou o destinatário dela é uma pessoa que tem sentimentos, tem família ou que ainda se importa com a sua própria reputação, simplesmente vociferam ferozmente, como se todos tivessem que concordar com sua iluminada opinião.

Não são poucos os casos de pessoas fracas, que levadas por opiniões de terceiros na internet, por fofocas maldosas espalhadas na rede encontram um destino que não se convenciona para ninguém, a morte. Em Ponta Grossa, por exemplo, há dois anos, um rapaz de 17 anos cometeu suicídio porque espalharam na quase falecida rede Orkut que ele seria homossexual . Ele não aguentou as piadinhas e ameaças ocultas e resolveu deletar sua vida deste plano. Ninguém foi punido.

O crime da moda é colocar fotos e vídeos de ex-namoradas e namorados  para apreciação pública. Qualquer motivo é motivo. O mais recente ficou conhecido como o Furacão da CPI, o vídeo mostra a moça fazendo sexo com seu namorado e fazendo coisas que a maioria das pessoas que assistiram e comentaram fazem, mas, como estavam escondidas  por pseudônimos puderam posar de “santas madres teresas” e novamente expelir o seu ódio sem saber exatamente contra o quê e tão pouco o por quê.

Não entrarei em casos como pedofilia, prostituição, comentários racistas ou fascistas que são igualmente pavorosos e expõe a cada dia a natureza podre do ser humano,  quero apenas falar sobre regulação.

Sim, apesar de ter escrito sobre liberdade, sobre censura, sobre negação de todo tipo de liberdade, estou escrevendo para registrar que:  infelizmente sou a favor da regulação da internet.  As pessoas não podem mais se esconder. Continuo a favor da liberdade, de escrever e visitar que sítios quiser.

Comentários em blogs, sites jornalísticos e afins deveriam ser amplamente liberados, incluindo uso de palavrões ou frases ofensivas, mas estes só deveriam ser aceitos mediante documento de comprovação como RG ou CPF.  As empresas provedoras dos serviços seriam responsabilizadas pela segurança das informações.

Esta, é claro, é só a minha opinião cheia de vícios e contaminada por tudo o que vivi até hoje.  Se você não concorda, respeito-o imensamente, se puder não ofender minha mãe nos comentários, agradeço da mesma forma. Infelizmente termino este texto como comecei, ainda sem ter coisas boas para escrever.

A grande estrela da empresa é (ou deveria ser) o trabalho em equipe

Entender o que o seu colaborador espera de você é tão importante quanto o contrário. E isso faz toda a diferença no seu dia a dia no trabalho. Entender como funciona o trabalho em equipe, como se portam as pessoas quando expostas a pressão pelos prazos e como elas se comportam ao se depararem com um colega de trabalho pouco receptivo ao trabalho de equipe podem não ter impacto imediato na vida da empresa, mas no final são o que definem o sucesso ou não do seu negócio.

Para continuarmos esta discussão partamos do principio que todos farão o seu melhor para a empresa e neste melhor está o seu talento para o trabalho, a sua dedicação a empresa e claro, o trabalho em equipe. O trabalho em equipe, se permitem uma sugestão, deve ser a estrela da sua empresa.

Com isto em dia, você pode simplesmente dobrar esforços de uma hora para outra sem maiores problemas, você pode por exemplo abdicar de um colaborador que por motivos diversos teve que se ausentar da empresa por períodos pequenos ou para sempre, a locomotiva chamada produção não pode parar.

Tudo o que foi dito nas linhas acima parecem coisas corriqueiras, mas não é o que se vê no dia a dia das corporações. Pessoas melindradas, pessoas invejosas ou até mesmo inseguras com suas posições se esforçam em fazer a sua parte, que não falte e muito menos que não sobre tempo, porque usar o trabalho de um colega para algo que deveria ser seu parece tão absurdo quanto uma falta.

Cabe, portanto, aos gestores conduzir sua equipe de maneira a primar pela qualidade do trabalho e pelo trabalho em equipe, uma velha, porém certeira, frase diz que a equipe é a cara do gestor. Portanto, se na sua equipe há alguém mal educado, é porque o gestor o foi ou permitiu que isso acontecesse. Se a equipe prioriza a individualidade em detrimento da coletividade, a razão é a mesma.

Lembre-se: na individualidade vemos uma grande pessoa fazendo grandes feitos. Em grandes equipes, vemos grandes pessoas fazendo grandes feitos, então, do individual ao coletivo, quem ganha com a segunda opção é a sua empresa.

Entender a parte do todo é o “pulo do gato”

Uma vez usei o termo “vestir a camisa” e um coordenador comercial me censurou. Dizia-me ele que este termo havia sido derrubado por grandes estudiosos da administração. Que as pessoas devem focar em sua tarefa e que a somatória de esforços traria o resultado da empresa. Não acreditei.

Desde que me lembro, sempre me apaixono pelas coisas que faço, não dou valor para as coisas pelas quais não torço. Não tenho fé em algo sem contexto, sem um bem maior por trás, sem um objetivo gigante.

Trabalhar em equipe é essencialmente isso! Fazer o “seu” bem feito, além de torcer e “ajudar” o colega a também cumprir sua tarefa, e assim chegarmos a um resultado comum. Há muito tempo, quando estabeleço metas, deixo claro que o alcance individual não tem valor já que a questão máster não foi alcançada. Justo ou não? Talvez o tema suscite polêmicas, mas a verdade é que não se pode premiar um fracasso, nem que seja premiar a parte “boa” do fracasso, ela não existe.

Há vários tipos de equipes, confira alguns:

• Equipe Família: é aquela que todos conhecem a maioria dos detalhes da vida do outro, mesmo as nuances pessoais. Há respeito na forma hierárquica, porém há maior liberdade de se tocar em temas polêmicos ou pouco convencionais em uma relação normal do trabalho.

• Equipe Cuba: Há o ditador, a divisão de tarefas imutável, e cuidado se alguma das tarefas não sair a contento.

• Equipe Rio 40º: Um chefe que não consegue se impor, uma equipe que age na base da rotina e quando o resultado acontece é mais na base do suor do que da competência.

• Equipe Dr. House: O chefe é um gênio e também um carrasco. O resultado é o objetivo da questão, e nesta equipe os fins sempre justificam os meios.

• Equipe Silvio Santos: Aqui quem manda é o patrão. A equipe não sabe quanto tempo irá ficar no ar, quando terá que mudar de horário e tão pouco se o humor do chefe irá lhe permitir fazer qualquer tipo de participação

• Equipe Lótus: O objetivo é sempre ficar na frente do último. As metas não estudadas com base nos números de mercado. O melhor das pessoas não é extraído e o resultado é a total inércia.

Evidentemente existem vários tipos de equipes, todas com seus pequenos detalhes e pequenas vantagens. A maioria delas sobrevive a maior parte do tempo na base da superação, o ideal para um dia a dia corporativo é:

• Tarefas bem definidas para cada indivíduo • Cada um entender que faz parte de um grande plano para se alcançar uma meta maior;

• A permanente distribuição de informações é um dos “pulos do gato” do sucesso;

• O estímulo a competição é importante, mas não deve ser a meta principal;

• E por falar em metas, elas devem ser feitas em conjunto com a equipe e cada pequeno número deve ser estudado e explicado.

Não há receitas de bolos em gestão de equipes, mas evitar pequenos erros ajudam e bastante na rotina corporativa.

A diferença do bom colaborador do “nem tão bom assim” define-se pelo seu salário?

Essa é uma questão que vem atormentando gestores com o passar dos meses. Muitas vezes ( e é a maioria) os gestores tem pouco ou nenhum poder de decisão sobre este assunto e tem que “brigar” com seu superior como se fora pedir um aumento para si mesmo.

Dentro da equipe a questão é ainda mais delicada. Talvez por um erro de comunicação do gestor, ou pela falta de credibilidade do mesmo, o colaborador sente-se injustiçado ao exercer um trabalho que despende maior tempo, maior cobrança, maior concentração e no fim do mês o seu salário vem igualzinho ao colega menos “cobrado”.

Aqui está uma questão que todo gestor deve prestar atenção. Apesar de parecer um tema batido, equipes inteiras são contaminadas ou desfeitas por temas como estes. O superior deve deixar claro para seus comandados qual é, e como funciona o posicionamento salarial da empresa. Como e quando um colaborador pode receber um aumento e o que o fato dele ter mais responsabilidades que outro se deve a confiança que o gestor deposita nele e que na eventualidade de uma promoção, com certeza o seu nome estará no topo da lista de indicados.

Tenho certeza que muitos dos que leem este artigo estão se perguntando: E a meritocracia? Sim, vocês tem razão e sempre que possível ela deve ser aplicada diariamente, mas aqui tomamos por base a situação da maioria das empresas brasileiras que tem políticas de salários definidas por cargos e não por trabalho exercido e isso faz toda a diferença em seu relacionamento profissional.

Algumas vezes deixamos passar pequenas coisas na rotina de trabalho como se elas fizessem parte do conhecimento comum, o que não é verdade. Todos que tomam decisão devem ter sempre em mente é que o que não é dito, por mais absurdo que o tema seja não pode ser cobrado!

Pense nisso na próxima reunião que fizer com sua equipe e veja o clima funcional melhorar 100%.