Quando a empáfia mata


Somos do terceiro mundo, somos inferiores, somos menos evoluídos, tempos problemas com a inteligência, não sabemos nos portar, etc, etc, etc. Estes e outros milhares de adjetivos nos são colocados por povos ditos superiores, pela neura que tomou conta deles, perdemos gente, somos discriminados e não servimos para nada mais do que marcarmos gols ou ainda limparmos suas casas e aceitamos isso com total subserviência porque queremos ganhar dinheiro, dinheiro que não ganharíamos no Brasil. E se eu disser para você que a Inglaterra baseada na neura, na empáfia matou um brasileiro de 04 anos? Exagerado? Talvez! Para quem não lembra do caso: o menino Edygleison ficou conhecido por causa da quase épica batalha que proporcionou ao mundo para provar que os pais não mentiam, que ela criança, não mentia. O pai e a madrasta Flávia Aline Boreski fugiram da Inglaterra em agosto de 2006 porque, ao levarem o menino a um hospital da cidade de Grymsbi, foram acusados de agressão. Edygleison apresentava manchas roxas e avermelhadas na pele. Os sinais, na verdade, eram sintomas da doença rara, a síndrome de Wiscott Aldrich. Desde então os pais travaram uma epopéia para tentar trazer o menino de volta ao Brasil, enquanto o país “extremamente superior ao nosso” tinha dificuldades em assumir o erro. Foram quase dois anos de espera, anos que custaram a vida do menino. Ele precisava com urgência de um transplante de medula óssea, após retornar a terra natal, exames feitos, doador encontrado nos Estados Unidos. O hospital de Clinicas de Curitiba tratava da criança enquanto preparava tudo para a cirurgia, não deu tempo! Na noite de terça-feira o menino não resistiu e faleceu após ter o lado esquerdo do corpo paralisado.
O pai da menino inconsolado reclama, chora, mas agora em vão, qualquer pedido de desculpas, qualquer forma de reparação por parte dos “superiores” não irão trazer o seu menino de volta. Assim como o caso Jean Charles de Menezes o caso irá cair no esquecimento, a terra da rainha irá proteger os seus filhos enquanto “os selvagens do terceiro mundo” tentam mentir e difamá-los. Irão prometer investigação rigorosa, irão até quem sabe ter encontro de chanceleres de ambos os países para posarem para as lentes do mundo todo sorrindo como se a amizade lhes fosse corriqueira. Mas as coisas não irão mudar: o terrível sentimento de culpa e perda que o pai do menino trás em seu peito e o novo endereço de Edygleison: o cemitério de Umuarama no interior do Paraná, bem longe do Big Ben que por um ano e dois meses contou os minutos da vida do menino que iam diminuindo.

Maria competência Rafart

Um programa de notícias, entrevistas , cinema, comportamento, comentários e gastronomia, apresentado por uma psicóloga, esse é o 91 Minutos apresentado por Maria Rafart na Rádio Rock, e o programa é ótimo! Poucas pessoas conseguem falar sobre tanta coisa diferente e ao mesmo tempo como ela.

Seu carisma e simpatia para com o ouvinte é a chave para todo o sucesso que alcançou, ela passa a impressão que conversa com um grande executivo, um teólogo ou até mesmo gari com a mesma entonação da voz, com o mesmo sorriso ao falar.

Não conheço Maria pessoalmente, mas não a abandono no rádio, concordo e discordo de seus convidados com quase a mesma sintonia que qualquer ouvinte ou até que ela mesma. Outro dia dei boas gargalhadas diante da saia justa que âncora se colocou: Elói Zanetti um dos comentaristas fixos do programa discordava veementemente do convidado do dia, Rafael Cury que defendia (e defende) a existência de extraterrestres entre nós, Maria não sabia se sucumbia ao risos provocados pela ironia provocada por Elói ou ainda mantinha a seriedade diante do entrevistado, foi muito bacana!

Maria Rafart é mais uma nos meios de comunicação do Paraná que fazem com que nos orgulhemos do rádio, não é jornalista mas faz seu trabalho com tanto ou mais competência que um profissional da área.

Se você ainda não ouviu Maria Rafart todos os dias a partir das 07h30 na 91 Rock Fm.

E não era ?

A base do bom jornalismo nada mais é, do que ouvir os dois lados da história e em ambos manter-se imparcial. Outro preceito, talvez mais básico ainda é a independencia perante aos poderes constituídos para que se possa fazer uma análise criteriosa dos fatos e INDEPENDENTE de pressões. Ao lançar uma campanha de marketing como esta, a Gazeta do Povo, lança luz a duas questões: não era independente, portanto todas as informações governamentais até agora são apenas reflexos do que queriam os governantes e dois: desde a briga com o governador Roberto Requião a Gazeta passou a adotar uma postura de independencia para forçar o governo a reatar os laços mercantilísticos que sempre manteve, e como vocês podem ver, ambas as situações são extremamente lamentáveis.

Aos olhos pequenos, menos atentos e aos alheios ao correto, a tarja INDEPENDENTE pode parecer um marco do jornalismo, quase que uma era antes e depois e não é! A verdade é que devemos tomar muito cuidado com os extremismos que a imprensa do Paraná sempre cometeu e parece continuar cometendo, a briga do governo com os meios de massa fez com que as reportagens investigativas fossem levadas mais a sério e voltassem a existir, ou seja, de um modo quase que abortivo, voltamos a ter alguma imprensa no estado, mesmo que precisemos nos orgulhar de fazer apenas e tão somente o correto.

O carteiraço está acabando?

O Brasil tem algumas práticas extremamente terríveis como exemplos e pior ainda quando de fato praticadas. Uma das piores é sem dúvida nenhuma o “carteiraço”, para quem sabe, é aquela prática de se afirmar frente uma situação contando para todos qual é o seu cargo, a sua posição, dizendo de quem você é filho, ou a famigerada “você sabe com quem está falando?”, isso é um carteiraço. Ontem em Foz do Iguaçu, vi depois de muito tempo as coisas começarem a mudar, um delegado federal chegou com 200 kg de sobrepeso e atrasado, (quando escrevo atrasado entenda que ele chegou naquela hora que o avião já está subindo, tá tudo fechado, não entra nem sai mais ninguém) quando viu que não poderia mais entrar acreditem, ameaçou prender, é isso mesmo você não leu errado, ameaçou prender piloto, funcionários e comissários da TAM se acaso eles não deixassem o delegado entrar. O desfecho da situação foi a correta apesar de uma hora de atraso, 170 passageiros irritados, o delegado não embarcou! Ficou em Foz com seu excesso de bagagem , com sua arrogância e impáfia lamuriando a sua vida e justificando que estava a trabalho. Todos nós senhor delegado estamos a trabalho e acabamos perdendo alguma coisa, essa foto, por exemplo, quase perdemos a soberania, quando um piloto da American Air Lines foi obrigado a cumprir o acordo de reciprocidade entre Brasil e EUA, o piloto sentiu-se agredido e fez gesto para policiais federais, assim como o delegado em questão, mas o piloto foi preso, quando ao delegado tupiniquim restou apenas um processo instaurado pelo Ministério Público.

Talentos Paranaenses

Ontem no programa que apresento semanalmente na tv tive o prazer de receber os cartunistas Rafa Camargo criador do “Tri-Cornetas” e Pryscila, criadora da personagem “Amely” (alusão a Amélia a mulher de verdade). Ambos deram um show de criação, fizeram desenhos, cartuns e charges ao vivo e contaram um pouco de sua carreira e como foi que fizeram do desenho o seu meio de vida. Rafa tem um talento nato, sabe aquele cara que não precisa estudar, que fica na sala só desenhando porque a matéria ele já sabe e começa a se aborrecer? Então, esse parece ser o Rafa, uma pessoa educadíssima, atenciosa e prestativa, participou ativamente do programa inclusive fornecendo desenhos para sortearmos aos telespectadores.
Pryscila também não deixa por menos, além da beleza física que encantou a todos presentes no estúdio, é dona de um carisma todo especial, fala com simplicidade e não tem receio de contar o que lhe é perguntado. Disse-nos por exemplo que começou a desenhar a sua personagem porque odeia o natal, isso mesmo, ela odeia o natal! Então , tava sozinha, não tinha ceia, não tinha festa, mas tinha o talento que ela colocou em prática desenhando essa super tira.

Eu sei que quando você ler esse post vai se perguntar porque tantos elogios se normalmente uso da crítica para me comunicar, mas quando conhecemos pessoas tão simpaticas, competentes e atenciosas em mundo egoísta como o que vivemos, estas merecem muitos elogios e referências.

Para conhecer mais do trabalho de Rafa Camargo clique aqui

Para conhecer mais do trabaho da Pryscila clique aqui

Defesa, populismo ou prestação de serviço?

Sou apaixonado por rádio, costumo ouvir tudo, e isso inclui programas evangélicos, sertanejos , policiais e claro as rádios destinadas ao jornalismo. Pela manhã quando estou me dirigindo ao trabalho fico variando tanto Band News Fm como a CBN. Cada um com seu estilo, cada qual com âncoras que imprimem a sua marca a programação. Hoje ouvia com atenção a polêmica dos valores dos combustíveis que o presidente dos revendedores de combustíveis, Roberto Fregoneze, dizia estar havendo “dumping” (relembrando o fato: os postos com a bandeira BR, baixaram os valores para R$ 2,09 o litro causando a fúria dos demais postos, dizendo que aquilo era dumping, que era impossível tal valor), os âncoras da Band News assumiram um posicionamento totalmente parcial: Gladimir Nascimento disse após a entrevista que aquilo jamais poderia ser dumping, porque outros postos e de outras bandeiras também teriam baixado os preços, etc.

Concordo com Gladimir, mas eu posso! Sou apenas um ouvinte. E ele? Será que em sendo âncora ele poderia fazer tal juízo valor? Cabe ao âncora de jornalismo que não é comentarista dividir sua opinião com o público? Alguns reputam tal fato como o novo jornalismo. Mas qual é o limite?

RR Soares fora do nobre

O pastor, ou Missionário RR Soares, uma espécie de pop estar da religião brasileira, irá perder um importante aliado no crescimento da sua igreja, o programa diário em horário nobre que apresenta na Rede Bandeirantes para todo o Brasil. Segundo a direção da emissora a idéia é ter uma programação nacional forte, inclusive no horário o que deixa o missionário e a renovação de seu contrato fora dos planos.
O projeto da emissora é conseguir o tomar do SBT o terceiro lugar de audiência começando justamente no horário nobre, uma das armas da emissora para conseguir tal feito é a contratação de Danieli Cicarelli (a eterna ex do Fenômeno) e o fortalecimento do jornalismo da emissora.

Soares ainda não sabe como vai voltar em rede, o caminho deve ser a CNT, atualmente a emissora não conta com nenhum programa próprio e apresenta reprises de 1998 a 2000 e já teve um contrato com o Missionário que durou 5 anos antes de Soares abrir a sua própria rede (RIT) e se transferir para a Band. Estima-se que o contrato com a tv da família Saad gire em torno de 3 milhões por mês.
Haja dízimo hein gente !!!

Censura ? Cautela ? Afronta ?

Mais de uma vez abordei em meus textos o desejo de que a conquistada liberdade de imprensa não fosse ameaçada, alguns casos isolados aqui ou acolá despertam vezes ou outra as vozes jornalisticas contra potenciais abusos. Já tentaram criar a chamada “Lei da Mordaça, recentemente proibiram o governador do Paraná de falar na tv Educativa. Agora reproduzo o texto da revista consultor jurídico que fala sobre a punição do dono do Blog Imprensa Marron pela publicação de um comentário, confira :

Divisão de culpas
Dono de blog responde por comentário dos leitores

por Aline Pinheiro

O que todos os usuários responsáveis da internet temiam aconteceu: a Justiça condenou o dono de um blog a pagar indenização a um cidadão que se sentiu ofendido por comentários feitos por um leitor da página.
O problema que desabou nas mãos da Justiça de São José dos Campos levantou uma questão em torno da liberdade de expressão e de quem é o responsável por esse direito. Na internet, qualquer um pode abrir um site e dizer o que bem entender. Basta saber que será responsabilizado por qualquer infração, civil ou criminal, que cometer com as suas palavras. No caso dos blogs, o problema é maior. O dono do site, em geral, abre um espaço para os leitores discutirem e, dificilmente, monitora minuto a minuto. Nesse ínterim, pode ser pego desprevenido e responsabilizado por ofensas ditas pelos leitores.
Foi o que aconteceu com Fernando Gouveia, dono do blog Imprensa Marrom. Ele foi condenado a pagar 10 salários mínimos (o equivalente hoje a R$ 3.500) para o empresário João Pedro Caiado de Castro. O motivo: Castro considerou ofensivo um comentário deixado por um leitor do blog. A decisão é da juíza Ana Paula Theodosio de Carvalho, de São José dos Campos, provavelmente uma das primeiras a decidir sobre a questão.
Por causa do tal comentário, o blogueiro foi obrigado a retirar seu site do ar durante um tempo. Na sua página, ele dá a sua versão do que aconteceu e afirma: blogueiros, retirem a parte aberta para comentários do site. Ou seja, acabem com a liberdade dos leitores de dizer o que bem entendem. Ele próprio fez isso no Imprensa Marrom.
Questão de lei
Não há uma lei que trate sobre blogs, muito menos jurisprudência sobre um assunto que tem menos de cinco anos. “A matéria é nova e carece de reflexão”, explica Alexandre Fidalgo, especialista em Lei de Imprensa. Mas, na comunidade jurídica, o entendimento parece caminhar no sentido de aplicar as mesmas regras da Lei de Imprensa. Em caso de jornais, por exemplo, o dono é responsável pelo conteúdo publicado. Em caso de ação civil, responde solidariamente com o autor do texto (se este estiver assinado). Já ação penal só pode ser proposta contra o autor.
Especialistas ouvidos pela Consultor Jurídico acreditam que a mesma regra tem de ser aplicada no caso dos blogs, assim como fez a juíza no caso do Imprensa Marrom. Muitos entendem, no entanto, que primeiro o blog tem de ser notificado para retirar o conteúdo ofensivo e, caso não obedeça, aí sim pode ser responsabilizado.
A advogada Patrícia Peck Pinheiro, especialista em Direito Digital, explica que, uma vez condenado a pagar indenização, o dono do blog pode cobrar o prejuízo do autor do comentário. A dificuldade, neste caso, é descobrir quem é o autor. O anonimato possível nas páginas da internet é uma proteção para difamadores, caluniadores e outros criminosas das palavras e das imagens. Mas essa proteção não é total. Os servidores são capazes de identificar os últimos acessos dos blogs hospedados neles e de dizer qual o IP (número de registro do computador na internet) da máquina.
“É importante que as pessoas saibam que as máquinas são testemunhas e, portanto, não podem se recusar a prestar essas informações”, diz Patrícia. “Caso contrário, o servidor pode ser responsabilizado por dificultar a investigação.”
Como ação penal só pode ser proposta contra o autor do crime, dificilmente o blogueiro responderá criminalmente pela atitude de um comentarista. Mas, se não for capaz de identificar o autor, corre o risco sim de ser processado criminalmente. “Se não identificar o autor do crime, pode responder a ação penal sim”, defende o advogado Luiz Camargo Aranha Neto, especialista em Lei de Imprensa.
24 horas no ar
Antes, as frases criminosas eram escritas em diários de papel, privados e trancados com chave. Com a internet, esses pensamentos tornaram-se públicos e a população ainda não está de todo conscientizada das conseqüências de uma frase racista, por exemplo, deixada na internet. Para que os blogueiros se previnam desse despreparo, a solução — ou pelo menos uma delas — é monitorar os comentários deixados nos blogs.
“Realmente, não se pode ter controle sobre o que será comentado por terceiros, mas o dono do blog tem de estar constantemente atento ao que sobe à rede”, aconselha o advogado Nehemias Gueiros, especialista em tecnologia da informação.
Em blogs pequenos, em geral feitos por uma pessoa só, não dá para monitorar o que os leitores escrevem 24 horas por dia. O jeito, então, é se resguardar pedindo cadastro dos comentaristas. “É interessante que os blogueiros elaborem um termo de uso deixando claro as intenções do site, condições de utilização e se eximindo da responsabilidade por opiniões de terceiros”, orienta Omar Kaminski, advogado especialista em tecnologia da informação. “Não devem permitir comentários anônimos, uma vez que a Constituição veda o anonimato e tal ato dificulta a localização do autor.”
Mesmo assim, deixar o site aberto a comentários é um risco. Enquanto não há jurisprudência sobre o assunto nem lei que regulamente a matéria, fica difícil prever como cada juiz decidirá. Fernando Gouveia, blogueiro do Imprensa Marrom, preferiu não correr o risco. Aboliu a parte de comentários. Talvez, seja esse o caminho.
Visite o blog eleitoral da Consultor Jurídico clicando aqui

Péssimo atendimento


Hoje vamos falar sobre a maior rede de TV a Cabo do Paraná, a Net. Ela tem sem dúvidas a melhor e mais diversificada programação da tv, reúne filmes, jornalismo, canais locais e esporte. No segmento esportivo é associada a Globo Sat, dona do Premiere Futebol Clube, detentora dos direitos exclusivos do Campeonato Brasileiro e também de vários estaduais, entre eles o do Paranaense. Aí é que começam os problemas: o atendimento eletrônico é péssimo, para se ter idéia quem o atende no número 4004-7777 é uma máquina, isso mesmo, você tem que falar com uma máquina, diversas vezes antes de conseguir (se conseguir) falar com algum ser humano. O atendimento humano ou de máquina fazem competição para se saber quem vai atendê-lo pior. Outro dia tentei trocar o Campeonato Paulista, renovado sem minha autorização, para o Paranaense, liguei 27 vezes, sem exageros, é isso mesmo, 27 vezes e acabei cancelando a tv.

Aí começa outro dilema, o que substituirá a Net ? A TVA talvez, oferece uma programação razoável para quem busca filmes e entretenimento, porém esportes ficam somente a cargo da ESPN, que mostra apenas jogos internacionais e tem os programas esportivos totalmente focados para Rio/São Paulo. A Sky talvez ? Esta seria a melhor opção, oferece uma programação melhor que a da Net, entretanto, você abre mão dos canais locais.

É terrível ter que conviver com a inoperância de um sistema falho, mas que detém o monopólio sobre alguns segmentos esportivos, como os próprios campeonatos. Para se ter idéia do péssimo atendimento prestado pela operadora entre no site Reclameaqui.com e veja o número de reclamações, e o principal, a falta de respeito e de feedback da empresa

Augusto Canário


Como já escrevi dias destes aqui, sobreviver na imprensa paranaense não é das tarefas mais fáceis, temos que enfrentar uma série de questões alheias a profissão; mas dois quesitos tem que ser observados para que se apresente um programa: ter capacidade de comunicação e o mais difícil, saber vender! E Augusto Canário sabe fazer tanto um quanto o outro.
Ele começou como repórter policial de Alborguetti, depois passou a substituí-lo em algumas oportunidades. Quando Alborguetti saiu da CNT e Ratinho assumiu o seu lugar ele passou a poder demonstrar ainda mais o seu jeito irreverente, o que lhe rendeu a apresentação em rede nacional do “Intervalo Premiado” uma campanha que a CNT levava ao ar para apresentar sua nova programação, Canário aparecia vestido de mexicano (alusão as novelas que a Rede apresentaria) e durante todos os intervalos conversava e fazia sorteios.

Depois substitui uma série de apresentadores do 190 Urgente que chegou ao seu fim pouco antes da Copa de 98. De lá para cá Canário pulou de canal em canal apresentando programas voltando para a venda de veículos e equipamentos para caminhões.

Atualmente ele está diariamente a partir das 18h na Rede Mercosul, ou canal 21 em Curitiba com um programa policial, ele o seu personagem “Canarinho”, a sua vassoura em que promete “varrer” os corruptos e bandidos além do antigo Luiz Andreolli na reportagem.

Este é Augusto Canário, mais um que tenta sobreviver na mídia do Paraná.

Surge o celular e a guerra das operadoras

Na nossa epopéia diária não falaremos de nenhum programa da mídia paranaense, vamos relembrar um fato histórico, a privatização das teles e o surgimento das guerras das propagandas, assim como o surgimento do telefone celular:

Até então sob monopólio do Estado através do sistema Telebrás, a telefonia fixa brasileira foi privatizada em 1998 e abriu caminho para investimentos vindos de empresas privadas, modernizando e barateando o acesso às linhas telefônicas. Juntamente com a abertura de mercado e concorrência, o Brasil viu surgir uma gama de novos e importantes anunciantes, como a espanhola Telefônica, dispostos a investir polpudas verbas publicitárias, com o objetivo de conquistar os consumidores e garantir signifi cativa participação no setor. Também foi conseqüência da privatização a popularização das empresas responsáveis pelas chamadas de longa distância nacionais e internacionais. Fora dos domínios do governo, a telefonia abriu as portas para a entrada dos telefones celulares, sendo que o primeiro aparelho foi introduzido no País em 1993 e os dispositivos começaram a chegar às mãos dos consumidores dois anos depois. Hoje, com um grande número de operadoras atuantes, a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) já registra mais de 120 milhões de linhas habilitadas. Os telefones celulares se transformaram em companheiros inseparáveis dos brasileiros, cada vez mais ávidos por novas tecnologias. Com a telefonia móvel surgiram também novas oportunidades de mídias e negócios, como acesso à internet por dispositivos móveis e inserções publicitárias dos mais variados modelos através do mobile marketing, que tende a ganhar mais força graças à renovação da base e à chegada da terceira geração de telefonia móvel.

eu, com informações da Meio e Mensagem

Esporte Show canal 21

Continuando a nossa série sobre os programas regionais, falaremos hoje do Esporte Show do canal 21 ou da Rede Mercosul. O programa foi idealizado pelo saudoso jornalista e professor Alexandre Zraik. O programa está no ar desde 2004. Com o passar do tempo tanto formato quanto apresentadores e participantes foram mudando. Linhares Junior (leia último post) já foi apresentador do programa que já chegou a ter o mesmo formato do Tribuna no esporte, com 3 torcedores (chamados então de “Originais” , alusão a primeira formação do Tribuna, agora no canal 21) brigando entre si por seus times.Atualmente o programa é comandado por Alphonse Voigt, dirigente do Paraná Clube e tem a participação também na apresentação de Moura Junior. Entre os comentaristas que desfilam pelo programa estão Alceu Mentta,Fernando Lisboa, Rui Bark,Rodrigo Curi,Giancarlo Bello,Leonardo Portes, Barbosa Luxemburgo,Rodrigo Meister,Eduardo Destri.
Pontos Positivos do Programa
Defende o futebol e o esporte do Paraná com uma paixão quase que clubistica, diversas vezes entram em rota de colisão com seus próprios interesses. Parecem ter liberdade editorial para falar o que pensam e dado o volume de patrocinadores que agregam ao programa não parecem ter vínculos com os clubes.
Pontos Negativos do Programa
O excesso de participações políticas no programa sem dúvida é o ponto que deixa muito a desejar no programa, participações como a do Deputado Estadual Antonio Bellinati, por exemplo (que no programa alegou ser palmeirense e levou uma chamada do apresentador para a valorização do estado) fazem com que o programa perca muito da credibilidade citada acima. Fora esse ponto, alguns dos comentarsitas tem fortes vinculos políticos na Assembléia do Estado e na Prefeitura de Curitiba, nada que interferisse em seu trabalho não fossem as tais participações. Outro ponto que poderia ser melhorado, são as excessivas críticas aos colegas de outras emissoras como o Jasson Goulart da RPC que por vezes é acusado de omisso por alguns comentaristas.

De resto o pessoal do Esporte Show está de parabéns, tiveram a coragem e a ousadia de criar e manter um programa focado no esporte local e defendendo-o como poucos no estado o fazem. Apesar do parágrafo do “negativo” estar maior o programa tem muito mais méritos do que deméritos e tende a crescer ainda mais se focar-se no esporte e não na política.O ESPORTE SHOW vai ao ar ao vivo, de segunda a sexta, das 12h30 às 13h, e aos domingos, da 21h30 às 23h.

Acompanhe um trecho do programa com imagens do Youtube

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Linhares na Globo/SP

O narrador, jornalista e cronista esportivo, Linhares Junior, está de malas prontas para São Paulo. Aos 45 anos Linhares vai integrar o primeiro time de narradores da maior empresa de esportes da América Latina, a Globo/Sportv.
Segundo entrevista a rádio CBN Curitiba, local em que trabalhará até o fim de fevereiro, disse que não sabe ao certo o que fará na nova cidade, mostrou-se agradecido a todos os que o ajudaram em sua carreira.
Linhares começou fazendo arquitetura, trabalhou no escritório do ex-governador Jaime Canet, depois abandonou a faculdade para dedicar-se ao rádio, foi assessor de imprensa de diversos pilotos, com destaque a Mauricio Gugelmim a quem acompanhou nos tempos de fórmula 1 e Fórmula Indy.
Desde 95, narra para a televisão RPC e Pay Per View da própria Sportv. Formou-se em Jornalismo há pouco mais de dois anos, quando também assumiu o cargo de presidente da Associação dos Cronistas Esportivos do Paraná. Bateu de frente com alguns dos medalhões da imprensa esportiva do Paraná, junto com o também jornalista Alex Gutemberg, pregava que apenas jornalistas poderiam assumir posições no jornalismo esportivo.

Programa Quarta Dimensão

Vamos começar a nossa revista virtual sobre a produção local com um dos maiores sucessos da TV a cabo de Curitiba, trata-se do programa Quarta Dimensão, apresentado por Jaime Lauda na CWB TV de Curitiba. Com voz mansa, câmeras fixas e um quadro de fundo no cenário Jaime, passa uma hora por semana conversando com o telespectador há mais de 8 anos, é sem dúvida o programa de maior duração da tv a cabo local.
Quem não tomar cuidado pode até não ouvir o que Jaime fala, já que o fala de maneira tão suave que é preciso aumentar o volume da tv ou pedir completo silêncio na sala ou no quarto em que se está assistindo.O seu programa trata de mapas astrais, semanalmente ele atende pessoas que buscam orientação para o seu ano com orientações da “quarta dimensão”. Ele se declara astrólogo e ufólogo, é nascido em Ponta Grossa no Paraná, e como todos que trabalham com esse tipo de trabalho causa muitas polêmicas.
Opiniões forte e contundentes não faltam ao apresentador como o texto que publicaremos abaixo, ele é do site
www.afraudedoseculo.com.br em sua parte de comentários, Jaime Lauda questiona o autor do livro que afirma que o homem jamais foi a lua, veja:
Prezado André Basílio, li atentamente os seus textos sobre “A Fraude do Século” e não pude deixar de me surpreender com as inúmeras incoerências que “foram encontradas” pelo seu estudo sobre as idas do homem à Lua. Acredito que se não tomarmos cuidado, vamos passar a acreditar também, de hora em diante, que a Terra não é redonda. O seu livro é uma autêntica perda de tempo, um amontoado de informações desconexas, um absurdo imenso e uma contínua falta de reflexão. O meu conselho é que, se você tiver o bom senso de não publicá-lo estará evitando um vexame pessoal estrondoso. A ida do homem à Lua é um fato científico dos mais relevantes da nossa era e absolutamente inquestionável. No seu caso, acredito haver faltado entrar em contato com historiadores e uma pesquisa mais ampla pois, quando você observa, por exemplo, que uma bandeira não poderia tremular na lua pela falta de ar, ignora que a mesma (bandeira) possui um mecanismo de sustentação lateral que possibilita o seu hasteamento, para citar apenas um caso. Ignora que a NASA é uma das instituições mais sérias do mundo e que a chegada do homem à Lua não é uma questão de acreditar ou não acreditar, mas uma possibilidade científica das mais reais para a época (1969). Hoje, ainda existe, na Inglaterra, uma entidade chamada “Sociedade da Terra Plana”, constituída por pessoas que acreditam que a Terra, em vez de ser redonda, é plana. Incrível, mas isso existe! Portanto, se desejar, me proponho a esclarecer, inteligentemente, ponto por ponto, as dúvidas expressas no seu livro que, aliás, são dúvidas infantis em todos os sentidos possíveis. O seu livro faz parte do seu esforço, e isso é um mérito, mas se constitui num formidável desrespeito aos astronautas, técnicos, cientistas e todos os envolvidos na ida do homem à Lua (Obs: provavelmente este texto não será publicado, naturalmente, mas eu vou compreender). Fraternalmente,
Jaime Lauda – PR
Resposta: Prezado Jaime, engano seu pensar que eu não publicaria a sua crítica. Não há o por quê de não publicá-la sendo que tento fazer desta seção de Comentários um local democrático onde pontos de vistas diferentes possam ser colocados exatamente para a busca da verdade, onde poderemos estar publicando suas justificativas, “ponto por ponto”, sobre cada um dos indícios de fraude contidos no site, caso estas sejam pertinentes. Esta seção de Comentários serve exatamente para isso. Quanto à haste de sustentação horizontal da bandeira dos Estados Unidos, este assunto já foi citado aqui, nesta seção de Comentários, em resposta ao visitante Felipe Mendonça Scheeren. Como você disse, posso estar indo em direção a um “vexame pessoal estrondoso” mas, ter teorias que podem contradizer totalmente um fato histórico e não expor essas teorias por medo de ser discriminado, seria pura covardia. Prefiro correr o risco de, daqui há alguns meses ou anos, passar por um vexame ao perceber que eu estava completamente errado do que, desde o início, saber que poderia contribuir para a divulgação da verdade, mas ter ficado calado e ser considerado, por mim mesmo, um completo covarde. Atenciosamente,
André Basílio – Site A Fraude do Século

As coisas andam meio sombrias pelos lados do Paraná, e por incrível que possa parecer, os dois lados podem ter razão: de um lado está o governador Roberto Requião, que claramente utiliza-se da TV Educativa do Paraná para se autopromover, de outro está um antigo desafeto seu o desembargador Federal Edgar Lippman Junior, que proibiu sob pena de multa diária de R$ 200.000. Como eu disse, os dois podem ter razão, o Requião por ser uma tv pública e assim ele tem o direito de se manifestar e o Desembargador, porque é uma tv pública e todos devem ter o direto de se manifestar.
Ratinho, um dos paranaenses mais bem sucedidos dos últimos anos já está movimentando os seus “pauzinhos” para equipar a tv Iguaçu, inclusive já se preparando para a TV Digital.
Quem vai indo muito bem obrigado na televisão é o ex-repórter de Alborguetti, Roberto Acyolli, com duas edições do seu 190 em duas edições apresentadas na CNT, ele tem conseguido audiência e patrocínios para se manter e qualificar ainda mais a produção, pena que ele tem objetivos políticos o que acaba descarecterizando um pouco a produção com certas “polêmicas” forçadas.
A partir de amanhã, vou tratar prioritariamente neste blog da Produção Local de Televisão, vamos comentar, indicar, sugerir e humildemente criticar. Não que deixaremos de pontuar outros assuntos, mas iremos direcionar o blog para não nos perdermos em uma agulha no palheiro.

Hoje pela manhã não pude deixar de rir com a “molecagem” travestida de ato reacionário do líder do Governo na Assembléia Legislativa, Luiz Claudio Romanelli, ele confessou que não paga pedágio há 11 anos, vamos ao lead porque vale a pena:
O quê? Deputado não paga pedágio
Quando? Desde 1996 quando perdeu na justiça o direito de se manifestar contrário aos pedágios
Por quê? Para combater o que considera preços abusivos
Quem? Deputado Romanelli
Como? Ele entra na fila, espera o carro da frente pagar e aproveita a mesma abertura da cancela para passar também
Onde? Nas praças de pedágio
Mais bizarro que essa confissão pública, foram os comentários do Roberto Acyolli no 190 da CNT e do Luiz Geraldo Mazza da CBN.
Em tempo:
A revista Meio e Mensagem passou a divulgar alguns fatos históricos que marcaram os 30 anos da revista, vou “ajudá-los” e postar alguns aqui também:
Surgimento da TV paga no início dos anos 90
A imagem nem era tão boa assim. Na tela, ao vivo, mísseis atravessavam o céu enquanto o correspondente da CNN, Peter Arnett, relatava os últimos acontecimentos da Guerra do Golfo. Era 1990, época em que a TV paga ainda era novidade cara e ausente da maior parte dos lares. Entretanto, com a transmissão da guerra ao vivo, as pessoas começaram a perceber utilidade no investimento. O caminho da TV paga no mercado brasileiro foi, desde os primeiros passos, cheio de interferências. O seu marco inicial data de dezembro de 1989, no fi nal do governo de José Sarney, com a regulamentação da Distribuição de Sinais de Televisão (DISTV), por decisão do então ministro das Comunicações, Antônio Carlos Magalhães, que dois anos antes, havia baixado um decreto que regulamentou o que foi chamado de Serviço Especial de Televisão por Assinatura. A combinação destes decretos regulou o setor até a promulgação da Lei do Cabo, em janeiro de 1995. A TV por assinatura só ganhou alguma massa crítica com o lançamento da TVA, do Grupo Abril, em 1991, em São Paulo, que entrou em operação através do sistema MMDS com os canais CNN (TVA Notícias), Showtime (TVA Filmes), TNT (TVA Clássicos), ESPN (TVA Esportes) e Supercanal (depois rebatizado de HBO). No mesmo ano, as Organizações Globo contra-atacam e lançam o Multishow e a Globonews. Com mais opções de programação, e a competição entre operadoras promovendo a expansão das redes, entre 1994 e 1997 o novo meio ganha impulso e o número de assinantes salta de 400 mil para 2 milhões. As emissoras passaram a ganhar mais espaço no planejamento de mídia dos anunciantes e colaboraram no processo irreversível de pulverização dos investimentos publicitários.
Para ter acesso a mais matérias acesse o site da revista M&M