O Museu do Amanhã 2 – Final

Antony G. Silverstone.

Esse era o nome que assinava o projeto, quem era Antony? Não demoraria muito para Jane descobrir. Apenas alguns metros dali encontrava-se uma seção toda dedicada aos notáveis, Jane presumiu, sem muito mérito, que alguém que pudesse ter um livro em uma biblioteca daquele tamanho, deveria ser uma notável.

Antony G Silverstone, nascido em Berlim, em 2023, físico nuclear, o único da história a ganhar 3 vezes o Nobel.
Sem falsa modéstia, assinou 4 autobiografias, outro recorde.
Entre seus trabalhos mais famosos estava aquele que versava sobre a manutenção de urânio em pequenas garrafas de cobre e refrigeradas a apenas 5 graus.

Algo parecia familiar.
Jane já havia visto isso em algum lugar e sabia onde: o museu.

Já era noite, mas Jane tinha feito de Manhattan seu local seguro.
Aqueles que a conheciam nem se deram conta da sua falta, costumava demorar dias até aparecer novamente.

Abriu a enorme porta do museu, sozinho, um mausóleo empoeirado que ainda mantinha o ar refinado dos tempos de glória, um enorme dinossauro a recebia em seu esqueleto, e um quadro enorme do Presidente Michael B. Morgam pairava sobre todos, assim como um grande ditador o faz quando não quer concorrência.

Passou pelas enormes salas do museu, avistou várias obras de arte cobertas pela censura religiosa imposta pouco antes da final de tudo, até que chegou a sala que buscava, a sala AGSilverstone.

Lá, enormes quadros de sua infância na Alemanha, alguns, livros, um pequeno aparelho com tela na frente que não parecia ter muita utilidade e lá estava ela, a garrafa. Ela era pouco maior que o seu braço, jazia com enormes fios elétricos ligadas. Alguns botões, um verde chamou a sua atenção, era quase um convite.

Pressionou.

Luzes que ela nem sabia estarem ali começaram a piscar, uma música radiante, alta tocou.
Letras começaram a aparecer na parede.

Parabéns, você chegou na fase final.

Alguém, dessa vez de carne e osso, comemorava.
Havia terminado o jogo.

Na tela, a imagem congelada de uma Jane confusa.
Estava viva, mas era controlada.
Ou controlava?
Não era possível saber, mas sim, uma pequena lágrima em forma de pixel se formou, como se entendesse sobre seu destino trágico. Era prisioneira de um mundo cruel em que não poderia escapar.

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