Olhe para trás – por Vivi Antunes

tumblr_m4i8r8ir7b1r61z1to1_500De quando em vez, é preciso olhar para trás e ver quem um dia você foi.

De onde veio.

O que queria quando de lá saiu.

Relembrar o que o motivou, o que o trouxe até a esse lugar onde hoje está.

De quando em vez, é preciso olhar nos olhos do passado e lembrar-se das marcas que ganhou

para chegar aonde hoje está.

Porque os caminhos do sucesso, da alegria, da desilusão e do fracasso, todos têm espinhos e

pedras afiadas.

Pensar em tudo que enfrentou para chegar até esse lugar.

De quando em vez, é preciso olhar nos olhos dos sonhos que um dia teve.

Dos que foram plenamente realizados. Daqueles que receberam os louros da grande

realização.

Assim, também dos que foram deixados pela metade. Abandonados como um sapato meio

usado à beira do caminho.

Mais doloroso, porém necessário, é ter que encarar aqueles que simplesmente foram

colocados em uma caixinha e guardados, intocados.

Sem jamais terem sido nutridos, trabalhados, verdadeiramente sonhados, ficam quietos,

dormindo até que, esquecidos, desaparecem para sempre.

De quando em vez, é preciso olhar nos olhos de em quem um dia você acreditou plenamente.

Ver que alguns, onde você se jogou e confiou, na verdade, nunca foram um lugar seguro para

descansar.

Felizmente, porém, em outros ainda existe a verdade, cumplicidade e a fidelidade daquele

olhar que serão eternas.

De quando em vez, é preciso olhar nos olhos do que você um dia acreditou.

Olhar com calma e lucidez.

Analisar enquanto dá tempo de calibrar, retornar, afinar, desistir ou simplesmente continuar.

Desistiu do caminho até então seguido?

Escolha outro.

Ninguém merece ficar à mercê do vento.

Continua no caminho escolhido?

Levante a cabeça e siga com segurança, com a certeza de quem parou, ponderou e decidiu

prosseguir.

Siga inteiro, siga pleno.

De quando em vez, é preciso olhar nos olhos de quem você é e sentir orgulho disso.

Afinal, você desse jeito é só você e mais ninguém.

Autora

Vivi Antunes é ajuntadora de letrinhas e assim o faz às segundas, quartas e sextas no

www.viviantunes.wordpress.com

Social Media com o sobrinho — O segredo do fracasso

AAEAAQAAAAAAAAKfAAAAJDBkNTRhYTdhLTRjNTgtNDk0ZC04MmVjLWEyZDkzZmY3ZTYzYwPublicado Originalmente por Cássio Águiar, Linkedin

Eu sei, você não quer fracassar como social media. Então leia atentamente este post. Fazer social media não é tão fácil quanto parece. Sabemos que todo mundo acha que sabe fazer comunicação e, se tratando de mídias sociais, a situação não é diferente.

Também pudera. Com mais de 76 milhões de usuários ativos no Facebook, apenas no Brasil, qualquer um que tenha cerca de 1.000 seguidores na rede social, pensa que pode trabalhar com mídias sociais. Mas é aí que se encontra o perigo deste novo meio.

Fazer marketing social não é fácil, repito. Você precisa estudar o público-alvo, planejar, criar conteúdo de acordo com seu público, estudar horários de postagem e por fim, apenas por fim, postar. Ou seja, passamos por 4 processos antes de, definitivamente, postar. E isso, seu sobrinho não sabe, seu sobrinho não faz.

5 processos para você ter sucesso como social media

1. Estudar o público-alvo
Você deverá estudar o seu público-alvo. Saber se é composto em sua maioria de público feminino ou masculino. Saber a faixa etária, como acessa essa informação, qual horário que mais acessa, etc. Essas informações são facilmente coletadas no Facebook Insights. Se você está criando uma página nova no Facebook, acalme-se. Primeiramente avise seu cliente que você não faz milagres e então, tire o primeiro mês para estudar esta mídia e como seus clientes se comportam nela.

2. Planejar
Planeje suas ações. Pode parecer bobagem, mas não faça 30 postagens por dia. Depois de estudar seu público-alvo, você terá condições de elencar quais assuntos são melhor recebidos pelo seu público e em quais horários eles mais acessam a internet. Com isso você poderá fazer um calendário de postagens elencando dias específicos para determinadas ações, bem como, horários em que as postagens irão ficar disponíveis.

3. Criar conteúdo de acordo com o público-alvo
Seu público alvo está seguindo seu perfil social, pois se interessa por um assunto específico. Se este assunto for, por exemplo, esporte, dê a ele atualizações sobre esporte. Faça a página estar de acordo com sua temática. Comemore datas específicas, como o dia do desafio, neste caso. Seja coerente, apenas comemore datas que tenham ligação com o assunto tratado na sua página.

4. Estudar horários de postagem
Estudando seu público-alvo, você também terá dados de qual horário seus seguidores mais acessam e assim, pode programar seus posts para que entrem em um horário específico e alcancem um número maior de leitores.

5. Postar
Ufa! Agora sim você pode postar. A, só mais uma coisa, sempre revise o português antes de fazer sua postagem, nada pode ser pior do que um post mal escrito. Para facilitar a revisão, você poderá fazê-la no site flip.pt, que contém um ótimo corretor ortográfico para a língua portuguesa do Brasil.

Sobre o que falei…

Aqui dei exemplos de como trabalhar com marketing social media, usando o Facebook. Mas lembre-se, trabalhe sempre na mídia social adequada. Essas premissas valem para todas as mídias sociais, você deverá apenas encontrar a ferramenta adequada para obter os dados e analisar as métricas. Procure a mídia social em que seu público está e interaja com ele. Crie estratégias e linguagens diferentes para cada uma. Saiba: escolher a mídia social correta é meio caminho andado para o sucesso.

Saiba também que você necessita de um profissional para exercer este trabalho, aquilo que seu sobrinho faz não é marketing social media, é apenas um uso desgovernado e despreparado das redes sociais.

CONTEÚDO EXTRA

Proponho que assista o vídeo abaixo, Da inovação ao conteúdo: A importância das redes sociais para as empresas, com explanação de Martha Gabriel, consultora, pesquisadora e mestre em marketing digital.

Coisas que concordo: A opinião de Aroldo Glomb sobre punições eleitorais no Facebook


Abaixo opinião do colega Jornalista Aroldo Glomb>

Por que não concordo?

1 – No Face as pessoas podem seguir o que quiser, ou deixar de seguir!
2 – Todos nós então estmos no mesmo barco! Quantas pessoas eu vejo aqui escrevendo sobre política, que a cidade X tem o pior sistema de transporte, que o prefeito Y gasta a verba com propaganda pra todos os lados e não com, por exemplo, professores…? Como diferenciar legalmente se é uma opinião pessoal ou propaganda?
3 – Claro que todas as ações de candidatos são visando a eleição, mas não será um link que fará alguém mudar de opinião – ou adquirir uma!
4 – Algo que me deixa com dúvida. Obras em toda a cidade JUSTAMENTE neste ano não justificaria tbem, de certa maneira, uma propaganda? Prefeito Y espera 3 anos para fazer uma porrada de coisas e isso não é uma forma de querer ganhar voto?

Em tempo – vivemos em um lugar em que a suplente, COM APENAS UM VOTO, acaba assumindo cargo público! Só isso vale reflexão, ou seja, tem coisas que merecem mais atenção do que a utilização de uma rede social (que, convenhamos, quase todas as pessoas fazem o mesmo, com humor, etc)

Em tempo 2 – Se FULANO ABRESTO postar no face que faltou remédio no postinho de saúde para ele na semana passada, isso é uma propaganda contra um político ou uma manifestação contra algo que não funcionou para ele?

Minha opinião PESSOAL, gente… não acompanho nenhum candidato e pretendo nem votar este ano (não quero ser o responsável, hahahah – ops, serei multado?)

Aroldo Glomb é jornalista, amante dos bons debates e torcedor fanático, sem necessariamente pertencer a este grupo.

Facebook do Aroldo clique aqui! 

Coisas que concordo: A imprensa que estupra

Fonte: Coluna Eliane Brum – Revista ÉPOCA

– Não estuprou, mas queria estuprar!

A frase foi dita pela repórter Mirella Cunha, no programa “Brasil Urgente”, da Band da Bahia, a um jovem de 18 anos, preso em uma delegacia desde 31 de março. Algemado, ele diz que arrancou o celular e a corrente de ouro de uma mulher, mas repete que não a estuprou. Na reportagem, a jornalista o chama de “estuprador”. Pergunta se a marca que ele tem no rosto é resultado de um tiro. Ele responde que foi espancado. A repórter não estranha que um homem detido, sob responsabilidade do Estado, tenha marcas de tortura. O suspeito diz que fará todos os exames necessários para que seja provado que ele não estuprou a mulher. Ele não sabe o nome do exame, não sabe o que é “corpo de delito” e pronuncia uma palavra inexistente. Ela debocha e repete a pergunta para expô-lo ao ridículo. Ele então pronuncia uma palavra semelhante à “próstata”. A jornalista o faz repetir várias vezes o nome do exame para que ela e os telespectadores possam rir. Depois, pergunta se ele gosta de fazer exame de próstata. No estúdio, o apresentador Uziel Bueno diz: “Tá chorando? Você não fez o exame de próstata. Senão, meu irmão, você ia chorar. É metido a estuprador, é? É metido a estuprador? É o seguinte. Nas horas vagas eu sou urologista…”.
A chamada da reportagem era: “Chororô na delegacia: acusado de estupro alega inocência”. A certa altura, a jornalista olha para a câmera e diz ao apresentador, rindo:
– Depois, Uziel, você não quer que o vídeo vá pro YouTube…
Ela tinha razão: o vídeo foi postado no YouTube. A versão mais curta dele já foi vista por quase 1 milhão de pessoas. Aqui neste link, se quiser, você pode assistir a uma versão um pouco mais longa, de quase cinco minutos.
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Coisas que concordo: “Sacolinhas, bicicletas e cachorros não fazem ninguém melhor”

Fonte: Gazeta do Povo – Coluna “Dia de Clássicos” – Rogerio Waldrigues Galindo

Tenho percebido recentemente um afã de muita gente que quer fazer algo para fazer o mundo melhor. Tenho amigos que abandonaram as sacolas plásticas. Outros que resgatam cães na rua e dão remédios, casa, comida e roupa lavada. Outros ainda que aderiram ao protocolo de Kyoto: só andam a pé, de ônibus ou de bicicleta.

Antes que me entendam mal eu também faço algumas dessas coisas. E me sinto menos mau (com “u” mesmo) quando faço isso. São coisas que fazem sentido, afinal de contas. Cães de rua realmente sofrem. Há excesso de plástico e de carros pelo mundo.

O que me parece, no entanto, e conversando com mais gente descobri que não sou só eu, é que há uma certa confusão sobre o assunto: como se essas coisas, simplesmente, resolvessem um problema. Como se por aderir a várias (ou normalmente a uma só delas) você se transformasse em alguém melhor.

Em alguns casos, a causa vira mesmo algo mais forte, e quem não adere, não concorda, vira proscrito para os adeptos. Como se toda a bondade do mundo dependesse de você ser “um de nós”, de tomar “o caminho da verdade”. E, se não, você ainda é alguém que não viu a luz. Em suma, uma boa causa vira radicalismo.

Sou adepto da tolerância. E se alguém usa carro porque tem problemas de equilíbrio na bicicleta? Ou se simplesmente não gosta de cachorros. Ou se tem um dia tão corrido que não consegue parar para pensar em comprar sacolinhas verdes, ou seja lá como se chame. Ou se a pessoa simplesmente não estiver com vontade de aderir, quiser seguir outros princípios?

Por mim, há duas coisas importantes. Primeiro, que uma causa sozinha não faz verão. E é preciso saber que qualquer uma dessas coisas é apenas uma verdade parcial sobre o mundo. Isso, se for uma verdade. Isso, se for importante. Temos que parar de achar que descobrimos a roda. E saber que somos todos diferentes, que não podemos exigir que os outros pensem como nós (essa, por assim dizer, poderia ser uma causa por si só: o não-conflito, a tolerância).

Segundo, que ser bom é bem diferente de aderir a qualquer coisa dessas. Consigo imaginar um psicótico das sacolinhas, um nazista na ciclofaixa e alguém que destrata pessoas cuidando ultrabem dos cachorrinhos. A “causa” não garante nada sobre você, meu amigo. É preciso ir além.

Ser bom é outra coisa, bem diferente. É ser humilde, generoso. Ser paciente e tolerante. Ser justo e disciplinado. Ser tranquilo e bem humorado. É ter moderação e saber quando não exigir dos outros que sejam moderados. É ser resoluto mas inquieto, pacífico mas não se omitir.

Nenhum de nós faz tudo isso. Mas se fizéssemos um esforço para olhar dentro de nós seríamos melhores do que procurando uma causa fora.

Dito isso, vou hoje cuidar dos meus cachorros, tirados da rua. Depois de pegar o ônibus pra casa. Mas sabendo que isso, caro leitor, não faz de mim nada especial enquanto eu não aprender a não reclamar da causa alheia…