set 09

Uma conta alta demais para o futuro

Desde que eu me lembro, sempre tive como meta o jornalismo. Sempre brinquei de jornalismo, fazia jornais com a mão, até que aos poucos fui publicando meus próprios jornais “de verdade” e fiz disso uma profissão. Lembro também do primeiro processo, esse a gente nunca esquece, e um me desculpem os novatos, mas jornalista de verdade tem que incomodar os poderosos a ponto deles tentarem te calar pelo dinheiro, aqui representado pelos processos.

Hoje, estou mais longe desse mundo, cuido de comunicação mas não de jornalismo, porém, ele ainda me é caro. Acompanho curioso cada movimento que esse xadrez complicado do poder dá, acompanho ainda mais de perto, por força do ofício, a tecnologia e posso afirmar para vocês, claro, dentro da ignorância de hoje, que é menor do que a de ontem e muito maior que a de amanhã:

Estamos fazendo uma conta alta demais para o futuro.

Vou explicar, calma.  No comércio, algo muito comum quando se desconfia que alguém está roubando é: deixe mais coisas à vista para serem roubadas, acompanhe, flagre, demita e ponto final, ou seja, cada vez dê mais corda para que se enforquem sozinhos.

O que estamos hoje? Temos muita corda. Caíram do céu?
Não.

Tudo que está a nossa volta tem motivos específicos, atendem a propósitos muitas vezes não republicanos, não passamos de peões em um intrínseco jogo que de fato, não jogamos. Com a tecnologia nos foi ofertada a “liberdade”. Não precisamos mais destes “abutres” da imprensa para nos dizer o que está acontecendo no mundo, basta eu me conectar ao Facebook. Nada mais será como antes, agora nós, o povo, temos poder.

É verdade. Agora, troque a palavra poder pela palavra corda.

Ganhamos muita corda e ninguém está reclamando. Junto com a corda veio também um presentinho que faz toda a diferença, e esse é dificil de explicar, assim como tudo que não querem que a gente entenda. Chama-se algoritmo.

É basicamente o seguinte:
Junte um povo que lê muito pouco (o povo do mundo inteiro), dê a ele algo muito legal, que faça você encontrar os amigos, distribua fartamente a noção de que toda a imprensa atende aos propósitos dos poderosos e não aos seus, unam-se em comunidades para protestar contra isso e acrescente o ingrediente final: o algoritmo.

O algoritmo  pode ser milhares de coisas, mas neste caso é uma programação usada em 9 a cada 10 redes sociais que faz o seguinte: mostra pra você aquilo que potencialmente você quer ver. Por exemplo, você gosta de futebol, na sua timeline irá surgir muito futebol, e quanto mais você interagir com o algoritmo “futebol” mais futebol irá aparecer, é simples, é genial.

Agora, troque “futebol” por, sei lá, PT, PSDB, Dilma, Bolsonaro, ou qualquer outro assunto polêmico. Adivinha o que irá aparecer na sua rede? Sim, aquilo que você mais gosta e interage. Vamos ao exemplo mais recente. Eleições 2014. Quantas vezes você ouviu ou leu:

– Não conheço ninguém que disse que iria votar na Dilma, como ela pode ganhar?

Agora você já sabe o motivo, nosso “amigo” algoritmo fez o trabalho de “esconder” os eleitores da Dilma de você, então, só apareceram os pimpolhos que votavam no Aécio.

Mas se assim fosse, apenas opiniões, ok, quem daria bola? Mas, amigos, temos as queridas Fake News. Sim, elas, as famigeradas notícias falsas. Elas já são mais de 50% dos links de opinião compartilhados. Fake News é antigo, usado desde sempre, mas nunca teve tanta penetração graças ao que hoje chamamos de algoritmo.

O algoritmo, aliado a fake news representa hoje, na opinião deste humilde escriba, a maior ameaça a liberdade de imprensa, liberdade de expressão e jornalismo livre que o mundo já viveu. Está cada vez mais fácil condenar a fake news e a partir daí arrumar desculpas para termos a imprensa oficial (alguém falou 1984 e o ministério da verdade?). Pensa comigo, se estamos vivendo em um mundo onde não sabemos mais o que é verdade e o que não é, que tal termos um departamento público dizendo para você em quem ou em o quê acreditar? É lógico, é seguro, e claro, os governos garantem que não irão censurar nenhum tipo de informação. O que lhe parece?

Qual é a solução? A curto prazo? Nenhuma. Isso também torna a solução de longo prazo impossível. O ser humano se adapta muito rapidamente as situações, e rapidamente vamos nos acostumar ao fim da privacidade em nome da nossa segurança. Emails hackeados pelo governo? Claro, vá em frente. Ligações monitoradas, certo, peguem os caras maus. Imprensa censurada, go! Tudo em nome da “verdade”.

Nós somos assim.

Se já não fosse ameaça suficiente temos o inimigo de sempre: o dinheiro. Sim, o dinheiro compra tudo, incluindo o veículo que ousar ir contra o status quo, incluindo o blog que publique algo “impublicável”. Mas não pense que funciona como uma transação comercial normal, não. Eles são sórdidos e agem nas sombras, ao menos até a velha e tradicional imprensa descobrir o que há de verdade no caso.

Não esqueçam, todos sempre negam em um primeiro momento até que os fatos concordam por eles. Foi assim com Nichoson e o famoso Watergate, foi assim com Collor e a Elba e mais uma centena de exemplos em que a imprensa, ninguém mais senão a imprensa livre descobriu e noticiou.

Vejamos a terra da liberdade. Um blog de reputação bastante questionável publicou um vídeo de um famoso lutador de vale tudo, aqueles vídeos, íntimos, pelados, sexo, enfim, você já entendeu. O que aconteceu, o cara processou a publicação e ganhou 200 milhões de dólares.
Ah, Ediney, você está defendendo que os jornalistas não responsabilizados por seus atos? Não, não é isso, inclusive chamei a publicação de questionável.

Mas vamos aos fatos jornalisticamente falando:
Era verdade? Sim.
Tinha interesse público envolvido? Se fosse apenas o vídeo de sexo, não. Mas o vídeo continha o que de verdade pensava aquele lutador, eram coisas racistas, misóginas e homofóbicas. Além disso, ele era embaixador da boa vontade, ou seja, a opinião dele contava e muito.

Mas, e sempre tem o “mas”, a história não acaba  aqui. Descobriu-se que na verdade, quem bancou todo o processo do lutador que enfrentava problemas financeiros era um milionário da internet, que usou o processo de terceiros para se vingar de uma nota que a publicação dera anos luz no passado sobre ele.

Não se enganem, é tudo sobre o dinheiro.

Eu até terminaria esse texto com conselhos sobre ler a matéria, conferir a fonte, ver a credibilidade do jornalista e investigar, mas definitivamente, quem precisa destes conselhos não chegará até este parágrafo, afinal, como eu disse no começo deste artigo, as pessoas não leem e o algoritmo não deixará que isso se espalhe. Prepare seus filhos, eles pagarão essa conta no futuro, bem próximo.

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jul 07

Devo aceitar ou ficar em um trabalho só pelo dinheiro?

Resposta esperada: SIM. Resposta pronta: Não. Resposta certa: você quem sabe.

Cada um de nós sabe exatamente onde aperta nosso sapato, cada um de nós sabe o que acontece quando chega o final do mês e não há dinheiro em casa, quando a conta está estourada ou em tempos de Whats o seu telefone não para de tocar com cobradores na sua cola. Mas, e sempre tem o bendito “mas”, estamos falando de vida, de futuro.

Diz o velho ditado, com procedência indefinida:

Trabalhe em algo que ama e não trabalhará um só dia na sua vida.

Será? Trabalhar em algo que amo me trará a garantia que não terei ninguém nesse trabalho querendo puxar o tapete? Não terei as pressões normais por metas que afetam o mundo corporativo dia a dia? Não seremos obrigados a aguentar chefes, patrões, semi-deuses que só fazem transformar o trabalho em algo penoso? Sério?

Sabemos que não é verdade. Não importa o que você faça, não importa quanto você ame ou tenha se esforçado para alcançar sua colocação, sempre haverão dias bons e dias ruins. Compare com um casamento. Não importa quanto vocês se amem, haverá discordância, haverá quebra-pau, normal.

Agora, ainda comparando com relacionamentos, a história é conhecida: não tinham nada em comum, mal se conheciam, mas por alguma trama do destino começaram a se encontrar, compartilhar tempo e de repente, assim, como quem não quer nada, surgiu uma amizade profunda, que virou namoro, que virou cumplicidade, que virou amor, que virou paixão. Já ouviu histórias assim, não?

Agora, pensa, se você nunca trabalhar em algo fora da sua zona de conforto jamais terá a oportunidade de se apaixonar por algo diferente. Jamais poderá namorar um novo modo de fazer as coisas. Quem sabe você seja muito bom em algo, mas a convivência com o pai que é médico, com a mãe que é dentista ou com o irmão mais velho que está estudando medicina fecha seus olhos para o verdadeiro talento. Quem sabe?!

Então, respondendo a pergunta que abre esse texto: Não.

Mas você deve sim, aceitar trabalhar em algo fora do que normalmente procura pelo desafio, pela vida, por tudo o que pode trazer de bom para você, e sim, você pode usar o dinheiro sem culpa.
Isso não quer dizer que você deva abandonar seus sonhos, mas quem sabe, usando esse outro trabalho como uma estrada para chegar até lá, você não encontra outro no meio do caminho. Partiu caminhar?!

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jul 03

As portas que deixamos abertas

Portas AbertasHoje estamos na posição X na empresa Y com salário Z e com colegas diversos e de diversos setores, nada mais comum, nada mais randômico. Porém, e ah… o que seria do mundo sem estes “poréns”… neste momento esquecemos que tudo se trata de algo passageiro e tratamos o efêmero como eterno e nos sentimos os reis.

Algumas vezes há desrespeito com relação as pessoas que ocupam, naquele momento – enfatizo, posições menores na hierarquia da empresa, há desrespeito com fornecedores tanto em negociação como em coisas básicas como a própria educação.

Mas o que parecia eterno assume sua posição de efêmero e aí vamos ver o que de fato deixamos plantado pelo caminho. Boas sementes com bons contatos que irão reconhecer nosso esforço e competência e portanto nos ajudarão nessa jornada, ou somente plantamos ervas daninhas?

Se o seu caso for o segundo, sempre haverá chance de, a partir de agora, fazer diferente, fazer mais e melhor. O que passou, passou e cabe a você tentar aparar o máximo de arestas possíveis. Uma dica, encontre-se em uma posição consolidada para não parecer que o seu desejo sincero de mudar as coisas e o modo como elas se apresentaram seja apenas aparente e interesseiro.

Mas, o mais importante: queira verdadeiramente aparar as arestas.

Todos já ouvimos que a faxineira que limpa o centro cirúrgico é tão ou mais importante que o médico que salva vidas na sala de cirurgia, mas de fato: quantas vezes você levou isso a sério? Quantas vezes você se colocou na posição que é sua de direito, a de igual?
Todos nós, não importando raça, credo, cor, idade, profissão, posição social ou quaisquer outras classificações você quiser dar, somos feitos a partir da mesma coisa, móleculas que juntas formam essa massa que costumamos chamar de corpo humano, todo o resto é diferença construída pelo homem a partir do que foi submetido e das escolhas que ele fez a partir desta submissão.

Então, antes de destilar toda a sua superioridade frente aos demais lembre-se que assim como a roda gigante, o fato de estar no topo, não garante que você irá por lá permanecer.

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jul 03

Respeite a si mesmo, seu trabalho e seu talento

Respeite seu trabalhoEntenda ao ler esse texto entenda que: algumas pessoas simplesmente não te respeitam. Não importa se você é bom no que faz, não importa se você paga seus impostos direitinho ou é uma pessoa de família exemplar, elas não te respeitam. Já se perguntou por quê?

Porque você se posicionou assim. A resposta, apesar de dura é real. Durante algum tempo, em episódios específicos e quem sabe, usando de muletas as desculpas da vida como “preciso desse cliente”, “não posso perder esse dinheiro” ou ainda a mais popular de todas: “Ele é gente boa!”, as pessoas foram entendendo que você tem o valor que elas acham que você tem. Foram entendendo que apesar de você fazer tudo certinho e muitas vezes, bem acima do acordado, você não está no mesmo patamar das pessoas que cobram o que devem por seu trabalho. Em grosso modo, elas, as que cobram o que devem, viraram meta e você virou realidade.

Os que odeiam são admiradores secretos que não entendem porque tantos te amam.
Paulo Coelho.

E de novo, não trata-se da qualidade do seu trabalho ou do seu atendimento, aqui tratamos do modo como você se posicionou e principalmente: coragem. Não estou fazendo um discurso difuso para dizer que você fez tudo errado, afinal, só você sabe o tamanho do seu aperto, agora, se você tem certeza que é um profissional diferenciado, que se coloca nos melhores patamares, é preciso coragem para enfrentar agora águas revoltas para depois poder navegar em mares mais tranquilos.

Tudo isso é diferente de negociação, bem diferente aliás. Negociação são duas partes tentando encontrar um meio do caminho entre duas ambições, não há favores, há duas partes que tem coisas diferentes a oferecer. Negociação não é você acertar A e esperar AB, também não é você pagar X e cobrar pelo alfabeto inteiro. Não é. Isso é falta de respeito, de valorização e é aí que você precisa se posicionar, e sim, você pode perder o cliente por isso. E sim, você pode passar por perrengues financeiros, e sim, você chegar muito perto de desistir, mas não vai. Porque você sabe quão bom é, e que passará por mais essa.

Muitas das derrotas da vida acontecem quando as pessoas não percebem o quão perto estão quando desistem.
Thomas Edison

As relações comerciais precisam ser maduras, sem medos ou receios, elas precisam se basear na relação ganha-ganha, quando um destes elos se quebra, evidentemente haverão sequelas, mas só para aqueles que permitirem sequelas. Como diz a música, levanta, sacode a poeira e dá a volta por cima. Isso vale para tudo, incluindo as negociações.

Pense: não há vencedores em uma negociação, há acordos bem fechados!

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jun 05

Quando chegar a hora, a coragem tem que falar mais alto

15962182-een-tegen-allenÉ sempre muito interessante, vivemos reclamando da falta de oportunidades, de como as pessoas tem ou não sorte na vida. Mas e quando chegar a hora, você estará preparado? Terá coragem para fazer o que é preciso ser feito? Conseguirá entender o próximo passo a ser dado?  Pois é, muitas vezes nos falta o culhão, a coragem de assumir as mudanças resultantes de nossas ações. Ok, já falei aqui que muitas vezes não sabemos a decisão que estamos tomando, mas muitas sabemos e queremos o resultado que ele apresenta, porém é sempre importante estar atento: sacrifícios são necessários e eles serão o termo orientador do sucesso ou não da ação.

Vamos aos exemplos, eles são sempre importantes para o fácil entendimento das ações.

Você está insatisfeito com sua casa, seu carro, enfim, com algum bem material, aí você se movimenta, procura outras opções, visita, vê, enfim…e aí chega a hora. Você encontrou o imóvel certo, no local certo, e aí vem os “mas” da vida….

– mas preciso fazer a mudança
– mas será que será possível fazer mudança utilizando os mesmos móveis
– será que vou gostar dos vizinhos…
– mas será que não vale a pena ficar por aqui mesmo?

E aí você vai se perdendo nos “mas” da vida. Mas pensa em algo maior, pensa em algo como a fusão de uma empresa… vamos lá, mais um exemplo:

Seu objetivo master era fazer o que gosta e ficar rico com isso, nada mais natural, aí você trabalha duro, monta uma empresa bacana, porém, esta te consome muito tempo, aí chega alguém mais motivado com você e faz a proposta, quer comprar a sua empresa, você…

– mas será que vendo, o que vou fazer depois…
– e os empregados, são meus amigos e certamente serão demitidos…
– e se eu continuar a trabalhar, será que não consigo fazer tanto dinheiro quanto este comprador?

E os “mas” da vida consomem você novamente.

Pequenas ou grandes mudanças carecem de coragem, carecem que você assuma riscos, e que entenda que nem todos vão ficar felizes com a decisão que tomar, e ainda assim, você terá que tomar tais decisões. Sem nenhum mas.

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maio 09

O dia que me tornei fã de Michel Teló

imagem_release_901068Como todos os incautos que me acompanham aqui no Blog sabem, sou caipira de Mandirituba, ou seja, ouço música sertaneja, dito isto, vale igualmente ressaltar, que Michel Teló não está em nenhuma das minhas playlists, porém ignorar sua existência e sucesso é ao mesmo tempo desconhecimento com música e com fatos do mundo, afinal o cidadão colocou até o Presidente Obama para dançar com o hit, “Ai se eu Te Pego”

Enfim, caí na chamada para o show Bem Sertanejo, um musical que se propõe a apresentar a história da música sertaneja, e após assistir esse espetáculo de aproximadamente 3h tornei-me fã de Michel Teló, sem necessariamente colocá-lo em minha humilde playlist. O espetáculo faz jus ao nome, é um espetáculo, um elenco enorme que através de intervenções leves, simples e piadas pitorescas aborda a história do brasil, o aparecimento dos bandeirantes, a escravidão do negro e do índio e o surgimento desse chamado sertanejo na história e como isso se tornou o sucesso que é hoje. Mas o espetáculo não é meu ponto, ele é ótimo, se tiver oportunidade assista, mas não é o centro deste texto, o centro é Teló.

Michel Teló é um astro, arrasta multidões por onde vai, seus shows lotam todas as datas em que se apresenta, mas lá estava ele sendo chamariz para um espetáculo de teatro, tem toda cara de show, de caça níquel, de alguém que apesar do elenco irá se mostrar como superior a todos, mas não foi isso que assisti, aliás muito pelo contrário. Assisti “mais um”, e isso é ótimo. Ele, em momento nenhum do show se mostrou superior aos demais integrantes do musical, que diga-se, cantavam absurdamente bem, daquelas vozes que emocionam ao se ouvir. Ele era mais um, simples assim.

Teló interpretava, cantava, sabia de seu papel e o fazia com maestria, na verdade, apesar de toda a estrutura da peça parecer pertencer a ele (um ônibus e quatro carretas), no palco ele era mais um. Ele cantava tanto quanto os outros, ele participava tanto quanto os outros e em momento nenhum os usava como escada, era mais um. Foi aí que me tornei fã de Michel Teló. É verdade que ele é a estrela daquele show, é verdade que o show só existe porque ele capitaneou um quadro no Fantástico com o mesmo nome, mas ali ele estava representando um papel.

As músicas apresentadas no show, apenas uma era dele, de fato contavam a história da música passando por todas as fases da música sertaneja, o musical entregou de fato o que vendeu, história, teatro e grande elenco. Nem mesmo quando era ovacionado pela platéia com gritos de “lindo” ele deixou de lado o elenco, ele era mais um. Então, com a mesma facilidade que as pessoas normais (porque pessoas famosas só são normais na composição física), com carisma e simplicidade, esse cantor me fez fã. Fui ao espetáculo achando que estava caindo em um pega trouxa, caça-níquel, acabei descobrindo que era um “pega fã”.

Foi maravilhoso, emocionante e o recomendo para todos que gostam de música, mesmo aqueles que tem um pré-conceito contra o rapaz, acreditem, ali, ele é apenas mais um.

Aqui a playlist apresentada no show

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abr 17

Um brinde que devemos fazer todos os dias: à vida

Living_StretchingComemorar, e por mais que você ache que faz festa, que sai com regularidade, temo informar: você comemora pouco a vida. A vida, meu nobre leitor, é o único bem que não lhe pode ser restituído da maneira como você conhece. Não há saída, não há meio termo, ou você tem, ou não tem! Simples assim. Comemorar a vida é mais que um exercício de saber quanto tempo lhe resta, é mais sobre como saber como viver o tempo que lhe resta. É uma receita de bolo que não chega ao fim, é você colocar todos os dias, todas as horas, enfim, em todos os instantes novos ingredientes na forma, mas este nunca vai ao forno. Essa hora não chega e não há nada que você possa fazer a esse respeito.

Comemorar a reunião. Comemorar a amizade. Comemorar a vida em cada uma de suas nuances, não importa o tamanho delas, mas sim o fato de se estar comemorando. Encontre motivos que possam lhe parecer fúteis e comemore. Carro novo? Comemore! Cueca nova? Comemore! Chegou em casa 10minutos antes? Comemore! Esse é o ensinamento, comemore! Não fique procurando significados extras, uma mensagem extra neste pequeno texto, não. A mensagem é clara e exposta. Comemore!

Todos vivemos momentos difíceis na vida. Todos passamos por aquilo que chamamos de provações, que ao olhar de alguns é simplesmente insuportável, para o olhar de outros é apenas um passeio no playground. Somos diferentes na forma que sentimos, na forma que agimos, na forma que demonstramos os sentimentos, mas podemos nos igualar em um aspecto: podemos ser melhores em tudo e, como já falei diversas vezes acima: comemorar tudo o que for possível, cada nova chance, cada nova inspiração.

Entenda: não há motivos plausíveis para se abandonar a busca incessante pela vida, por uma vida melhor. E entenda ainda mais: todos iremos tropeçar, e devemos usar tal tropeço para entendermos, crescermos. E por fim, entenda acima de tudo: a vida é única, linda e pode ser tão bela quanto nós almejamos construir.

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abr 05

Flertar com o inesperado

Ter flerte com; fazer a corte a; cortejar, galantear, namoricar

Flertar até tem um significado bonitinho no dicionário, mas você pode flertar imprudentemente com tanta coisa, com a morte, com a sorte, com o sucesso, com o fracasso, com a vida, com a ambição, assim como você pode flertar com o amor.

O flerte é muitas vezes involuntário, aberto, absurdo, abstrato.

Flertar é estar disponível, se colocar ao lado, esperar A e receber B.

Flertar é inesperado, complexo, fortuito e constante, dois lados iguais de uma mesma moeda.

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mar 12

Dando valor enquanto se tem, enquanto se descobre, quando se descobre

hqdefaultSim, queridos amigos, o tema é clichê, mas o que seria da vida sem os clichês nossos de cada dia?! E vamos pensar: se é clichê você já deve ter ouvido essa parada trezentas milhões de vezes, e aí o que você fez a respeito? Nada! Aliás, pioramos para dedéu em tudo o que pudemos, em piorar, somos de uma competência, invejável.

Sabe aquela coisa que ateu chama Deus quando tá em perigo, isso aí, esse é o espirito. Pensa comigo, num daqueles exemplos que eu dou a cada novo texto, daqueles que você lê e pensa: cacete, isso nunca vai acontecer comigo. E aí a máxima: nunca, é muito tempo.

Está lá você, serelepe, pimposo, cheiroso e descobre que o seu filho quebrou o seu lindo, seu no caso, teu, vídeo game. Você estava quase passando de fase e… deu ruim, ele quebrou. Manja o esbregue (palavra mandiritubense que relata bronca exacerbada)? Nesta bronca você vai ressuscitar cada fantasma da vida do moleque, cada pequena caquinha será lembrada e não importa se você de fato já o perdoou ou não, se já deu bronca por estas caquinhas ou não… você vai lembrá-las.

Todo mundo de cara, todo mundo vai dormir e tcharãnnnnnnn….

Uma m… acontece, não importa a m…

Uma m… acontece e você teme nunca mais falar com o moleque, nunca mais vê-lo, teme que a sua última lembrança dele seja uma bronca por conta de um vídeo game. What? Sacou como o vídeo game ficou menor? Pequeno? Quase imperceptível? Clichês, meu nobre, clichês…

Eles são aquilo que deveríamos aprender, fazer e não esquecer. E isso tem muita relação com “a última vez”. A última chance. Amanhã? Não, amanhã não existe. Depois? Fantasia! O agora é sua única certeza. Nem no passado você pode confiar totalmente, sempre haverá um ministério da verdade, nem que ele esteja apenas na sua mente, para transformar tudo o que foi bom em bom demais, e tudo o que foi ruim em ruim demais. O agora. Só conte com ele.

E o agora é, desculpem-me a franqueza, um belo de um FDP. Isso, um FDP. Ele não te conta quando vai embora, quando vai acabar, quando chega a hora, ele simplesmente se vai. Não há tempo para soluços, não há tempo para lamentos, foi, acabou, já era. E qual “já era” ficou? A bronca imbecil? A traição? A beleza? O elogio sincero? A ajuda? Qual foi o seu último agora?

Agora mesmo… se aquela m… que falamos ali em cima chegar, como ela vai te encontrar? Que agoras você deixou? Terá lamentos sobre a sua última chance? Então, os convido a me enviarem dez reais cada, já que os bons conselhos devem ser cobrados, e este é bom, e sim, é um clichê: aproveite o traiçoeiro “agora”.

Dê o seu melhor. Faça a sua parte. Claro, condene o garoto, afinal ele estragou o seu vídeo-game, mas não deixe isso ser o seu último momento. Mostre, cobre, oriente, perdoe. Esse é o roteiro. Essa é a vida. E assim, quase impossível eu sei, mas vá lá, se mesmo que você seja o cara mais certo do mundo, o the best, o cheio de razão, o vítima de injustiça mor, não deixe que o seu “Agora” seja contaminado por isso. Perdoe. Afinal, nem sempre se terá uma outra chance, de se perdoar.

E por falar em clichês, liberte-se de alguns deles, entre eles aquele que diz:

A única certeza da vida, é a morte.

Nem sobre isso, a gente pode estar totalmente certo, Lázaro está aí, ou estava, para confirmar!

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fev 17

Ser Pai

IMG_0501Manja aquelas montanhas russas que são no escuro e toda a sensação possível é medo, susto e alívio? Ser pai é mais ou menos assim.

Ser pai é em resumo uma aventura sem fim, de uma hora para outra você se torna espelho de alguém, não importa se você quer, você se torna, gesto são repetidos, palavras são ouvidas e repetidas, atitudes, enfim… ser pai é como criar um clone que você espera que seja melhor que você.

Ser pai é a melhor coisa que pode acontecer para uma pessoa que ama a vida, pois ela se fartará, a cada sorriso, a cada corrida, a cada nova palavra dita, a cada plural bem dito e também com os plurais mal ditos..

– Pai quero dois “nescais”.

Porém, ser pai também é tatear no escuro, é enfrentar algo menor que você e muito mais poderoso, é descobrir como dosar broncas e castigos sem uma receita de bolo ao lado. Brigo? Negocio? Consolo? Isolo? Grito?

Não há respostas certas, ou melhor, e este é o problema, há respostas certas demais, todos tem uma opinião para dar, há especialistas em cada detalhe da criação e a sensação que fica é que aquilo que é dito, pode dar certo com qualquer um, menos para você.

Ser pai é ficar bravo quando a sua cama é invadida nas madrugadas da vida por um ser com menos de um metro e meio mas que parece tomar espaço do gigante do pé de feijão, e também é ficar frustrado quando esse mesmo serzinho não vem até você pedindo aquele abraço carinhoso.

Ser pai é uma aventura, cheio de mocinhos, princesas e castelos que precisam de proteção. É entender que cada um tem o seu jeito diferente de enfrentar cada situação, mas também cada um é absolutamente igual no medo que sente na doença, no silencio, na queda, no choro, na febre, no vômito, no joelho raspado, na falta de apetite, na sobra de apetite.

Ser pai é bom demais, na idade certa, no tempo certo, recomendo! Mas a pergunta que se faz é a mesma tendo seu filho 1 ou 50 anos:

Ser pai, como ser?

 

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jan 02

Ele se foi, aos berros, mas foi…

2017Sem maiores delongas, sim, o título faz referência ao ano de 2016, o ano que chamei de manada. A manada é assim, não importa o que você quer, ou o que você vê, ou ainda o que você se sente, interessa sim o que a manada acha que você deve achar, simples assim. Já dei o meu próprio testemunho, achei esse ano uma m… total, daí fui fazer o tal resumo do ano e cadê essa desgraceira toda do ano? No efeito manada, e aí não me interprete mal, e tampouco interprete isso como uma crítica, pois, apesar de comprovar que o ano não foi tudo isso de ruim, sigo achando que ele foi uma m…, faço parte da manada.

No exato momento em que badalou o último segundo de 2016, respirei aliviado, parece que havia passado uma tormenta, algo que te afogava, que te cercava, que olhava raivoso para você, passou. Pois bem, eis que 2017 se apresentou. Todo esperançoso, ele veio sorridente, charmoso, chegou chegando e como tudo novo, teve suas licenças, algo do tipo, ah, isso é coisa do ano passado. Um massacre aqui, um atentado ali, tudo isso nos primeiros minutos do novo ano, mas foi longe, não foi conosco, parecia totalmente 2016.

A loucura meus amigos, está em nós, em mim e em você. Não importa em que ano estamos, não importa como estamos, importa o que pensamos, o lobo que alimentamos o bom ou o ruim. Continua sendo genial essa história de separar o ano, dar um break, fazer um pit stop e começar tudo novamente, tudo de maneira nova, sendo velho, tudo renovado, mas com a mesma roupa, ainda assim é maravilhoso. É revigorante.

Agradeço imensamente a oportunidade de viver mais um ano, de começar novamente com uma nova chance, depende de mim, das oportunidades em que eu me colocar, da maneira que eu souber aproveitar as oportunidades, é lindo!

Viva 2017! Vá, 2016, missão cumprida, ingrata missão, é verdade, mas cumprida!

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dez 20

A verdade de todos nós

64a807702cc0f2c980c85b11a5f0d4d6Vou começar um texto que por certo não vai terminar, ou você não vai entender, então, se for… vá, mas é por sua conta e risco.

Todo mundo vive em fases, você vai descobrindo as suas verdades, os seus limites e a sua vida vai desenhando o seu caráter, quem é você e para onde você vai, mas o mais importante, como você vai chegar lá. Mas você parou para pensar que as pessoas simplesmente não tem as repostas, ou melhor, não sabem fazer as perguntas certas durante o percurso?

Ok, você conhece um cara que é um FDP, um trombadinha que com 14 anos roubou mais carros que você pegou ônibus, difícil olhar para essas pessoas com alguma solidariedade e deixar a raiva de lado, isso seria quase ser um santo, mas santos existem. Um causo para vocês:

Um homem chega em casa com sua caminhonete é abordado com arma por um ladrão que o ameaça, leva a sua caminhonete e partiu. Graças a Deus não houve disparos nem problemas maiores. Quando foi comentar com os amigos o ocorrido ele simplesmente disse:

Um espirito não evoluído levou meu carro.

Assim, só isso, simples assim, não xingou, não desejou que o cidadão morresse, não pensou em como seria bom se a polícia o pegasse em uma blitze e lhe mostrasse como bandido deveria ser tratado, simplesmente o deixou ir.

Quantos de nós conseguiríamos tal feito? Já tive um carro roubado nas mesmas condições, apesar de ter ficado relativamente tranquilo, desejei algum tempo que os ladrões (eram 2) se dessem mal, muito provavelmente sou um espirito em busca de evolução também. As perguntas certas fazem toda diferença no caminho. O que acontece se eu for por aqui? O que tem ali? Mas será que isso vai prejudicar alguém? As perguntas certas…

Pensa comigo, se você não sabe que existe o mel, por que não usar o fel contra todos?

Será que aquele trombadinha assaltante que falamos ali em cima já ouviu uma palavra de carinho, sentiu o conforto de um abraço? Será que ele já se perguntou se existia alguma outra maneira de conseguir dinheiro senão o roubo? Será que ele ao menos sabe perguntar? Eu sei, é quase uma viagem intergalática esse tipo de reflexão, quase parece um pedido de perdão por alguém que vá te causar dor, mas não é.

Compreender e conceder alguns minutos de pensamento sobre tal ato evita várias coisas, entender que as pessoas são falhas, e que apesar de acreditarem piamente no que fazem, não entenderem fazer mal à alguém ou simplesmente olharem a si mesmas com o olhar dos que não podem ser vencidos é em si um ato de pena, ou reflexão.
A punição não deve ser suplantada, é até recomendável para que, talvez desse modo, venha a reflexão, mas a punição é colocada e não deve ser exarcebada.

Normalmente as pessoas colhem o que plantam, mas a verdade é que algumas sementes são desconhecidas e as plantamos na esperança que floresçam frutos quando o resultado acaba por ser espinho, a ignorância pode te levar a alegria mas também pode te levar a um estranho desconhecido.

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nov 18

Olhe para trás – por Vivi Antunes

tumblr_m4i8r8ir7b1r61z1to1_500De quando em vez, é preciso olhar para trás e ver quem um dia você foi.

De onde veio.

O que queria quando de lá saiu.

Relembrar o que o motivou, o que o trouxe até a esse lugar onde hoje está.

De quando em vez, é preciso olhar nos olhos do passado e lembrar-se das marcas que ganhou

para chegar aonde hoje está.

Porque os caminhos do sucesso, da alegria, da desilusão e do fracasso, todos têm espinhos e

pedras afiadas.

Pensar em tudo que enfrentou para chegar até esse lugar.

De quando em vez, é preciso olhar nos olhos dos sonhos que um dia teve.

Dos que foram plenamente realizados. Daqueles que receberam os louros da grande

realização.

Assim, também dos que foram deixados pela metade. Abandonados como um sapato meio

usado à beira do caminho.

Mais doloroso, porém necessário, é ter que encarar aqueles que simplesmente foram

colocados em uma caixinha e guardados, intocados.

Sem jamais terem sido nutridos, trabalhados, verdadeiramente sonhados, ficam quietos,

dormindo até que, esquecidos, desaparecem para sempre.

De quando em vez, é preciso olhar nos olhos de em quem um dia você acreditou plenamente.

Ver que alguns, onde você se jogou e confiou, na verdade, nunca foram um lugar seguro para

descansar.

Felizmente, porém, em outros ainda existe a verdade, cumplicidade e a fidelidade daquele

olhar que serão eternas.

De quando em vez, é preciso olhar nos olhos do que você um dia acreditou.

Olhar com calma e lucidez.

Analisar enquanto dá tempo de calibrar, retornar, afinar, desistir ou simplesmente continuar.

Desistiu do caminho até então seguido?

Escolha outro.

Ninguém merece ficar à mercê do vento.

Continua no caminho escolhido?

Levante a cabeça e siga com segurança, com a certeza de quem parou, ponderou e decidiu

prosseguir.

Siga inteiro, siga pleno.

De quando em vez, é preciso olhar nos olhos de quem você é e sentir orgulho disso.

Afinal, você desse jeito é só você e mais ninguém.

Autora

Vivi Antunes é ajuntadora de letrinhas e assim o faz às segundas, quartas e sextas no

www.viviantunes.wordpress.com

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out 07

Não é que eles queiram o seu mal, eles só querem que você esteja tão mal quanto eles.

mulher-mascaraO título meio que falou tudo que eu queria falar neste texto, a partir daqui são palavras perfumarias e serão baseadas em exemplos. Vejam vocês, há pessoas que não tem a menor intenção em ser feliz, ao menos não fora do jeito delas. Vamos para exemplos absolutamente bobos para que você entenda isso no seu dia a dia.

Dia das crianças, fotos no Facebook.
É meio que uma tradição, a data se aproxima e as pessoas trocam as fotos do seu perfil para fotos de quando eram crianças, um saudosismo que não faz mal a ninguém, não tem nenhum tipo de prejuízo e nos faz lembrar dos velhos e bons tempos, mas claro, há sempre aquele que acha isso uma imbecilidade. Nada errado com isso, entenda que ele tem o direito de achar o que bem entender. De querer, pensar e até escrever o que bem entender, mas é realmente necessário afrontar as pessoas com essas opinião? É realmente não necessário dividir isso com pessoas que você quer bem e que tem esta pratica? E de novo, ela não está fazendo isso por mal, ela simplesmente quer que você pense e tenha a mesma opinião dela, é a literalidade da frase, não é nada pessoal.

Eu sou bom humilde e vocês não.
Essa é clássica, mostrar para todos como você é uma boa pessoa, como você sabe exatamente como ajudar a todos e ninguém mais no mundo te entende. Claro, isso não teria graça sem contar para todos o que você fez, como você e lembrá-lo sempre que possível que realmente fez alguma coisa boa para alguém. A mão esquerda pode até não saber o que a direita fez, mas o resto do corpo, ah… esse vai saber em detalhes quão incompreendido você é e quão ingratas são as outras pessoas com relação a você. Vamos lá, para ninguém esquecer, não é por mal, é simplesmente porque as pessoas são assim.

Fofoquinhas
Ah, como não amar? Saber coisas que os outros não queriam que vocês soubesse? Saber dos detalhes até ali escondidos, e claro, qual é a graça se você não repassar ainda mais para outras pessoas, quase que uma utilidade pública, saber passo a passo tudo o que se refere aos outros e contar aos demais, sempre adicionando comentários jocosos. E assim, gente, atenção, não é por mal, não é contra você, eles até gostam de você, mas é uma fofoca, como resistir?

Enfim, somos pontuais em fazer com os outros o que certamente não gostaríamos que fizessem conosco, evitamos ao máximo nos colocar no lugar dos outros para não sentirmos aquilo que nos faz tão mal e que não percebemos que pode fazer igualmente mal para os outros. Somos frágeis e imperfeitos e continuamos incorrigivelmente maus, muito maus. Até quando pensamos, ah, não é por mal, é simplesmente porque as coisas são assim.

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set 27

O medo

46464791-cachedEra uma vez uma pessoa que tinha medo do desconhecido. Esse medo a deixava ali, parada, sem reflexos.
Era uma vez uma pessoa que tinha medo do que outros poderiam pensar sobre ela. Esse medo a deixava ali, parada, sem reflexos.
Era uma vez uma pessoa que tinha medo de julgamento. Esse medo a deixava ali, parada, sem reflexos.

Um dia esses três medos se encontraram e se vangloriavam de como eram bem sucedidos na missão de deixar seus hospedeiros com medo, o primeiro dizia:

– Meu hospedeiro não conhece locais bonitos pois acha que não será bem aceito ali, que não tem roupas para ir, eu sempre arrumo uma desculpa para que ele dê a si mesmo e aos outros.

O segundo medo não deixou por menos:

– Meu hospedeiro não toma nenhuma decisão sem ter certeza absoluta de que as pessoas vão gostar do que ele está fazendo, já o fiz perder muitas oportunidades.

O terceiro ainda mais entusiasmado afirma:

– Meu hospedeiro poderia ser chamado de xerox, por ter medo do julgamento só usa o que todo mundo usa, só pensa o que todo mundo pensa e só tem as opiniões que todo mundo tem, outro dia quase se revoltou e quis ter uma opinião diferente, ah… cortei as asas rapidamente.

Algum tempo depois, em uma noite como tantas outras noites, a mesma a pessoa sonhou, e no sonho sem nenhum tipo de medo para brecar seus impulsos, desejos e pensamentos, ousou ser feliz por si só pela primeira vez. Hoje, não há nada que a pessoa queira mais no mundo do que sonhar ser feliz novamente, mas infelizmente, tem muito medo de tentar uma vez mais.

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set 05

Shit happens, e não há nada que você possa fazer.

shit_does_happensSim, shit happens (merdas acontecem), queira você ou não. Aliás, não é questão de “querência” é questão de “vivência”. A equação é absolutamente simples: se você vive, shit happens.

Existem todos os tipos de “shits”, a do trabalho, a da família, a dos relacionamentos, enfim, escolha o setor e sim, a “shit” vai acontecer, não tem erro. Não é um complô do universo contra você, é simplesmente uma lei não explicada da natureza. Sabe aquela coisa de isso não vai acontecer comigo, tomei todos os cuidados, e etc? Sim, vai acontecer com você.

Pode ser bobagem, tipo derrubar café na camisa quando você tem uma reunião importante, ou algo grande como bater o carro quando se está indo atrasado para o aeroporto pegar um voo internacional não reembolsável, shit happens.

A boa notícia é que você pode tentar se prevenir ao máximos das “shits”. No exemplo do café, tenha sempre uma camisa reserva, claro que um dia a “shit” vai acontecer quando você não tiver mais a camisa que você esqueceu de repor, mas sim, você pode tentar ao máximo se prevenir. Sabe aquele email que não podia ir para a pessoa X porque ela está sendo citada no email? Então, você provavelmente em algum momento da sua vida vai colocar ela nos destinatários sem querer, e sim, essa “shit” vai rolar. Sim, é verdade que você pode ler 10X antesde mandar, também é verdade que você possa ser um hacker, invadir a máquina e retirar o email, mas aí a “Shit” é outra, é proposital.

Teve uma vez que perdi uma grande conta em uma empresa que trabalhava simplesmente porque postei X em Y, nada a ver, nenhuma relação e não importava se eu tinha posto duas pessoas para conferir, simplesmente aconteceu, afinal, shit happens. Serviu para aprender? Mas é claro que sim, mas a verdade, meus amigos, se tivesse eu colocado 10 pessoas para conferir, talvez eu me livrasse dessa “shit” mas eu cairia em outras (como caí), É uma lei da natureza, quase um mandamento número 11.

Não ficarás furioso com as “shits” da sua vida.

Antes que me interpretem mal, não estou eu aqui proclamar um grande …oda-se para as “shit”, não, não é isso. Você irá (e deve) sofrer com elas, algumas vezes as consequências serão grandes, e assim como as “shits” originais você terá que fazer força para se livrar delas, o texto aqui é para dizer para você:

– hei, você não está sozinho no universo, “shits” acontecem com as outras pessoas também.

Se previna, como falei anteriormente tente manter todos os cuidados possíveis à mão, tenha sempre uma camisa reserva, uma blusa, um guarda-chuva e uma boa desculpa preparadas, mas uma hora ela vai acontecer, afinal, shit, simplesmente, happens!

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set 05

Tudo bem para você se…

Nao importoSe o time que perdeu não for o seu
Se o candidato que você defende não for o alvo da crítica
Se o ajuste econômico não te pegar
Se a morte não chegar para alguém próximo
Se a vítima da piada não for você
Se o dinheiro usado para o fim não for o teu
Se o usuário da droga não for seu filho
Se a vítima do acidente de trânsito não tiver relação com você.

 

Aí, tudo bem!

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ago 11

O jornalismo que sonhei, que vivi, que vejo

movahedian20130127082954687Os incautos que aqui me seguem, ou que ao menos leram o “Sobre” sabem que sou jornalista. Me formei em jornalismo em 2003, meu pai sempre trabalhou com comunicação, me inspirava em figuras jornalísticas populares da minha época como Roberto Cabrini e um jornalista totalmente popular chamado Ney Inácio. Como a maioria dos estudantes desta área, fato reforçado depois da queda do diploma, pensava em mudar o mundo, denunciar as mazelas, e blá, blá, blá, e assim como essa mesma maioria, me enganei.

Hoje sou um empreendedor sofredor e acompanho o jornalismo com curiosidade saudosista. Não mudei o mundo, arrumei um ou outro processo de alvos de antigas reportagens e foi só. Vendo que não iriam permitir que o mundo fosse mudado pelas minhas letras em grandes veículos, criei o meu próprio jornal e então descobri que contas precisavam ser pagas, o jornalismo começou a se misturar com as finanças e diante deste perigoso mundo, desisti do hardnews e me aventurei no mundo do entretenimento de serviço, lindo, contava com um editor sensacional, cito Sérgio Ludtke, bancava matérias mesmo que essas ferissem o ego de anunciantes, um dia ele saiu, essa premissa saiu com ele, pouco depois saí também e assim findou-se, por enquanto talvez, minha carreira jornalística.

Como expectador, tenho acompanhando horrorizado o que acontece com o jornalismo, que graças as redes sociais se perde em um leilão alucinado em busca de likes e shares. Mas vocês me dirão:

– Mas Ediney, sempre foi assim, as redes sociais só trouxeram isso à tona.

Talvez seja verdade, mas atualmente além de vir à tona, piorou, a busca pelo sucesso midiático tem pautado as redações e o pior, construído manchetes. Vamos a um exemplo:
Na semana passada o STF decidiu que as operadoras de telefonia não podem ser obrigadas por lei estadual a instalar bloqueadores de celular em presídios. Um lead absolutamente simples que se tornou:

– STF proíbe bloqueadores de celular em presídios
– STF decide que lei de bloqueadores de celular são inconstitucionais.

e por aí vai…

A questão é: o internauta de rede social, em sua grande maioria, lê manchete, comenta manchete, compartilha manchete, a partir desta premissa não importa que no “corpo da matéria” estejam esmiuçados os poréns, as pessoas simplesmente não irão ler. Bom, temos os jornais impressos e destes as pessoas até podem ser salvas pelo texto todo, mas aí, do seu lado, aí mesmo… quantos estão neste momento com um jornal impresso em mãos? O número de páginas físicas dos jornais diminui a cada mês, você acha que o motivo são as pessoas lerem cada vez mais?

Mais um rápido caso, se você chegou até aqui é guerreiro do povo brasileiro e merece.

Manchete dos jornais e principais portais do país:

– Ronaldo diz que solução para o Brasil é cuspir em adversários.

Entendendo o fato:

Ronaldo (que alías é péssimo comentarista – minha opinião, meu blog) comentando o empate da seleção com o Iraque, disse que faltava o jogador raçudo, que dá carrinho, que grite, que cuspa… e foi isso! Você pode achar o comentário do cidadão horrível, sim! Mas você pode distorcer o que ele falou? Não.

O resultado:

Milhares de pessoas xingando o pobre Ronaldo sem ter a devida contextualização do fato.

Há alguma esperança no front, o Nexo, por enquanto se apresenta como um demonstrador puro de notícias, do tipo isso acontece por conta disso, por outro lado, são cada vez mais populares conteúdos como o do Antagonista, que fazem muito bem o que se propõe, apresentar o seu olhar sobre um fato em nada mais que algumas palavras, estes entenderam que se lê cada vez menos e se opina cada vez mais.

O futuro a Deus, a sua crença ou a sua descrença, pertence, mas que ele se apresenta totalmente nebuloso, com um cheirinho de ministério da verdade, ah, isso se apresenta.

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jul 29

Sobre doces, cachaça e sonhos

imagesO entendimento da vida, de algo maior ou menor que nós mesmos, nossos limites e nossas superações e principalmente a coragem da mudança e do perdão fazem parte do combo de uma vida, de uma existência melhor. Mas do que, afinal de contas estou falando? De nós. Simplesmente, de nós. Exemplos, frases, vídeos… não faltam argumentos para te motivar ou para te deixar para baixo, a questão é:

O que você vai fazer sobre isso?

Vamos imaginar uma situação hipotética? (sim, eu adoro situações hipotéticas)

Você trabalha no ramo de frutas e verduras, e tem aquele fornecedor que te entrega a tal da Fruta do Conde, bem segmentado, bem específico e você tem cliente certo para ela. Você compra por 10 e pode vender por 15, baita negócio. Mas o vendedor da tal fruta que antes era legalzão, agora também virou amigo do outro dono de quitanda, sem problemas, o problema é que esse vendedor começa a adotar práticas que você não gosta, mas, veja bem, se você deixar de comprar essa Fruta do Conde não tem outro fornecedor e também perderá os clientes que representam grande parte do seu faturamento. O que fazer? Se submeter? Mudar? Desistir?

Amigos, não há resposta certa. Há aquela resposta que você consegue encarar. A mim, o melhor, é desistir e enfrentar as dificuldades que essa decisão trará. Medo de perder a empresa, desafios com novos produtos, enfim… é necessário ter coragem, mas não posso julgar aquele que segue outro caminho, afinal, cada um sabe o calo que lhe aperta, e esse texto não é sobre julgamentos e sim sobre você, ou eu, sobre nós e nossas crenças e atitudes.

E não precisam viajar em teorias, estou apenas falando sobre decisões. Sim, não. Fazer da sua vida o conto de fadas que você mesmo escreveu é uma tarefa árdua, difícil e que vai te levar a muitas frustrações, mas desistir deste sonho, trará ainda mais. Não sei quantas vezes escrevi aqui sobre felicidade. E felicidade está em ser o que se quer, estar com quem se ama e fazer aquilo que se sonhou. Com isso em mente:

Sim, precisamos falar sobre sua coragem:

Afinal de contas, qual era o seu sonho, aquele escondido no seu íntimo. Não falo aqui da sua fantasia infantil sobre ser bombeiro, astronauta, jogador de futebol. Não. Falo aqui sobre o seu sonho lúcido. Sobre como você imaginou a sua vida quando de fato começou a pensar a sua vida. Entendamos:

Sonhei que seria chefe, hoje sou faxineiro.

E levando em conta que não há absolutamente nada de errado em ser faxineiro, apenas não era o seu sonho, a pergunta: Quais foram os passos que você deu na direção de se tornar “Chefe”? Como traçou essa meta? Como conduziu o processo?

 

NOTA DO LEITOR “MAS”.

Mas, Ediney, a vida nos engole.  A gente passa correndo por ela, a gente tem contas para pagar. Olhei para o lado e já tinha um filho, respirei mais demoradamente e casei, de repente me apareceu um carro na garagem com um carnê e assim, a vida me engoliu, eu estava no turbilhão da vida, tentando sobreviver, os sonhos ficaram em seu devido lugar, no mundo dos sonhos.

Caro leitor “mas”, é fato. A vida nos engole, mas ela não é um redemoinho, ela não te arrasta, a verdade é que você se deixa levar por todas estas realidades, para cada uma das ações, nesse fim, não tem acidente, tem consequência de ação, e se há erros que você só pode cometer uma vez, outros você cometer e corrigir várias e várias vezes, e esta é a realidade de 9 a cada 10 realidades. Quer mais um exemplo? Vai lá.

Outro dia andando na Rua XV em Curitiba me deparei com a seguinte cena:
Um morador de rua, abrigado em seu cobertor pedindo que um vendedor de doces lhe fornecesse gratuitamente um exemplar já que estava com muita fome. A resposta? Não.

– Amigo, você pode não acreditar, mas no ano passado eu estava na mesma situação que você, também vivia nas ruas, também pedia comida de graça e a verdade é que eu vivia com tranquilidade assim, um dia a cachaça acabou e no momento que a sobriedade me pegou de solavanco entendi que se eu permanecesse aqui, morreria aqui, provavelmente com fome e com frio. Então, decidi pedir mais uma vez, desta vez fui de casa de doces a casa de doces pedindo uma caixa para vender, só ganhei a confiança lá pela trigésima. Vendi aqueles, vendi outros, sai da rua. Hoje, moro em uma pensão, vendo doces caseiros que são mais caros e posso ganhar mais de dia e voltei estudar de noite. Até já reencontrei uma filha minha que prometeu me ajudar ainda mais. Logo, logo estou empregado, se Deus quiser e minha vida vai voltar para onde sempre deveria estar. Então, se eu te der esse doce, você seguirá onde está e hoje sei que o lugar de ninguém é na rua.

Após essa conversa, o homem partiu.

Sim, ele teve um momento de iluminação. Sim, a vida também o tinha engolido, a vida também tinha deixado os sonhos dele para trás, ainda assim ele retomou o caminho. É trabalhoso, cansativo, às vezes, desanimador. Mas vale a pena. Nada vale mais do que viver sonhando acordado, porque a vida é de fato um sonho ou um pesadelo, e que de verdade, você tem toda a gestão sobre ela.

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jun 20

Jornalismo online: em busca do pagamento perdido

journalism_crisis_cartoonA internet, a linda e maravilhosa internet, ela que divide tanto as opiniões, que leva as opiniões ao seus extremos simplesmente mudou tudo. Tudo o que conhecíamos como verdade, como difícil, como fácil, não importa, ela mudou. Para os pobres incautos que escolheram o jornalismo para ganhar a vida, estes tem uma remada ainda maior para dar: convencer que o jornalismo online, também é jornalismo. Se também é jornalismo é preciso que tenha um profissional para escrever as notícias, se precisa de um profissional, este precisa de um salário, se este precisa se um salário, logo é preciso que se obtenha ganho com essa atividade,e é aí que a porca torce o rabo:

– Eu? Pagar por notícias da internet? Nem a pau!
– Que porcaria esse site que só deixa eu ler 10 notícias por mês, agora acabou.

Em um mundo cheio de manchetes que se transformam em textos e que por si só formam as mais diversas opiniões, parece incrível que alguém queira cobrar por algo que certamente se conseguirá de graça em uma rede social qualquer, ou ainda será copiado por um blog que utilizará a velha tática do modo anônimo + inspeção de elementos para conseguir as informações que busca. E aí, a primeira incoerência se apresenta: perceba que a notícia que você está lendo de graça, foi escrita por alguém que é pago, por um empregador e que não terá absolutamente nada por ter disponibilizado aquele conteúdo.

Ok, Ediney, onde está a democratização da informação? Eu respondo: onde sempre esteve; nos blogs de opinião, nas agências públicas de informações. Ah, mas essa é chapa branca, sim, é verdade, mas é de graça. Importante que deixemos claro uma coisa: a grande maioria das informações que se busca de forma “de grátis” dizem respeito ao esporte, cultura, tv e fofocas, então o bom e velho argumento de que a democratização da informação prejudica a democracia não passa de um mito urbano.

Importante falar também e assim sejamos claros: não é possível fazer internet free, sem conteúdo pago. Não dá. Se você está lendo coisas free é porque alguém pagou. Outro fato que é importante ressaltar, ontem você pagava o impresso, hoje acha abominável pagar o online.

Sim, poderia haver outras formar de monetização? Anúncios, por exemplo? Sim, claro. Mas eles são suficientes para garantir em uma ferramenta plural e democrática? Esse segmento seria suficiente para se manter um veículo realmente isento? Pouco provável. O impresso não conseguiu, o online certamente não conseguirá. Os grandes jornais do mundo já estão nas plataformas online e cobrando por essa leitura. Por que não?

Por um mundo sem links?
Sim, pode parecer contradição da minha parte, mas o caça links, nada mais é que o jornalismo transformado em publicidade: manchetes como:

– Técnico da Série A é demitido durante o jogo
– Mulher de político é pega no flagra

Não é jornalismo, é publicidade, clique, abra o meu site, veja o meu anúncio ou assine o meu jornal que eu te conto. Então, sim, por um mundo sem links. Não se pode cobrar literalmente sem entregar, literalmente o que se cobra.

Que comece o debate.

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